5 de abr. de 2020

Pombos-correio - Julho de 1963


Um fenômeno raro foi visto em Maringá no dia 6 de julho de 1963.

Eram 7h quando trezentos pombos-correio partiram da Estação Ferroviária de Maringá com destino à cidade de São Paulo. A operação, nunca antes realizada, foi organizada pelo tenente Hélio Pitinga de Cerqueira, do QG da 11ª. Região Militar de São Paulo. 

Grande número de pessoas acompanhou aquele evento. 

As aves chegaram ao destino, a capital paulista, às 16h30 daquele mesmo dia. 

Fonte: Folha do Norte do Paraná - 7 de julho de 1963 / Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica. 

Morte de Luiz Gabriel Sampaio - Dezembro de 1983


Em 5 de dezembro de 1983, ocorreu o sepultamento do político Luiz Gabriel Sampaio no Cemitério Parque Iguaçu, em Curitiba. 

Luiz Gabriel Sampaio estava retornando para Maringá na manhã do dia 3 de dezembro, quando, por volta das 11h45, bateu de frente com um Monza. Tratou-se da imprudência do motorista que vinha em sentido contrário, segundo foi apurado. 

Após uma ultrapassagem, o motorista rodou na pista molhada e bateu no Passat que era dirigido por Gabriel Sampaio. Com a força do impacto recaindo sobre a lateral esquerda do carro, o deputado estadual acabou tendo morte instantânea por ter fraturado o pescoço. Sua filha e sogra sofreram fraturas, mas sobreviveram. 

Depois de três horas no local, o corpo do deputado foi levado para Telêmaco Borba e, às 21 horas transferido para o "plenarinho" da Assembleia Legislativa do Paraná, onde foi velado. 

Diversas autoridades compareceram para dar o último adeus ao político de Maringá. Entre elas, o presidente do PDS e ex-governador do Paraná, Paulo Pimentel; o ex-governador Ney Braga; o presidente da Câmara de Vereadores de Maringá, José Maria Bernardelli. 

Uma caravana de aproximadamente 300 veículos acompanhou o cortejo do caixão de Gabriel Sampaio até o cemitério, onde foi sepultado com as bandeiras de Maringá e do Paraná por volta das 17h. 

Luiz Gabriel Sampaio havia sido secretário municipal de Educação, durante a gestão do prefeito Adriano José Valente (1969-1972) e deputado estadual - tendo morrido durante o exercício do mandato. Faleceu em seu melhor momento político, quando estava sendo sondado para concorrer ao Senado. 


Fonte: O Jornal de Maringá - 6 de dezembro de 1983 / Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica. 

GEM x CCCP - 1966


No dia 13 de fevereiro de 1966, um jogo jamais imaginado ocorreu no Estádio Regional Willie Davids. O Grêmio Esportivo Maringá (GEM), que havia conquistado o título estadual nos anos de 1963 e 1964, enfrentou a seleção da União Soviética (CCCP), que era uma das favoritas da Copa do Mundo daquele ano, que ocorreria em julho na Inglaterra.

O árbitro Armando Marques desembarcando no Aeroporto Regional Gastão Vidigal, em 10 de fevereiro de 1966.

A seleção soviética foi recepcionada por grande número de pessoas no aeroporto.

Considerado um dos melhores árbitros da época, Armando Marques apitou o duelo. 

A seleção soviética veio com seus astros, entre eles o goleiro Lev Yashin, conhecido como "Aranha Negra"; Metrevelli, o "Garrincha europeu"; entre outros.

Aquele foi considerado o jogo do ano no Paraná. O GEM vinha em uma boa fase, além dos estaduais recentes, havia vencido alguns dias antes o Rapid de Viena no Willie Davids por 4 a 3, em 30 de janeiro. 

Para o duelo com os soviéticos, houve grande mobilização da torcida por meio de diversas promoções. Após uma partida emocionante, o GEM venceu por 3 a 2. A imagem mostra o gol da vitória marcado por Edgard sobre o "Aranha Negra". 

O gol da vitória do GEM sobre a seleção da União Soviética. 

Fonte: O Jornal - 11 e 15 de fevereiro de 1966 / Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica. 

Pinga Fogo x padre Mário Guinzonni - 1988


Então considerado o rei da assistência social do Vale do Ivaí, o radialista Pinga Fogo de Oliveira acabou suspendendo no dia 24 de julho de 1988 todas as campanhas beneficentes e ajudas que vinha promovendo por meio de seu programa diário, na Rádio Cidade Jandaia. 

Ocorre que o pároco de Jandaia do Sul, o padre Mário Guinzonni, estava fazendo diversas críticas daquelas ações. O ponto alto do embate, segundo a matéria, foi quando o padre fez um comentário na missa dominical, quando atacou o radialista dizendo entre coisas que "um cidadão aqui da nossa comunidade anda acostumando mal o povo com campanhas". 

Dois anos depois, Pinga Fogo seria eleito um dos deputados federais mais votados do Estado. 

Fonte: O Diário do Norte do Paraná - 29 de julho de 1988 / Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica. 

Falta de água na Vila Morangueira - 1988


Em novembro de 1988, O Diário do Norte do Paraná destacou que moradores da Vila Morangueira, popularmente conhecida como "Morangueirinha", vinham sofrendo com com a precariedade do saneamento básico. 

As pessoas que residiam entre a avenida Tuiuti e o Parque de Exposições reclamaram da falta de água há mais de um mês naquela região. Durante a semana, não havia abastecimento durante o dia e por vezes até mesmo à noite. Quando a água chegava sua pressão era baixa, o que não resolvia para abastecer as caixas de água.

A SANEPAR foi acionada, mas não havia proposto uma resolução. Miriam Azevedo, que residia na época na rua Managuá, nº 21, disse que a SANEPAR atestou que em seus registros não há falta de abastecimento na região. 

O problema persistia há três anos. Assim, os moradores vinham improvisando pequenos reservatórios para lavarem roupas e preparem alimentos. A maioria acabava por se abastecer em um poço no quintal de dona Luiza Ribeiro Pinto, que ressaltou para a matéria: "Não posso negar que meus vizinhos venham aqui pegar água, porque, afinal de contas, esse líquido é tudo dentro de uma casa".  

Fonte: O Diário do Norte do Paraná - 27 de novembro de 1988 / Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica. 

Hotéis Ferraretto S/A - 1962


Anúncio veiculado em 3 de outubro de 1962 na Folha do Norte do Paraná. 

O que poucos sabem é que, no início dos anos 1960, o Grande Hotel Maringá, até então propriedade da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, foi vendido à organização Hotéis Ferraretto S/A.

Em 1962, esse grupo possuía hotéis espalhados pelas cidades de Londrina (Hotel Ferraretto), de Baurú (Hotel Cidade de Baurú), de São Carlos (Grande Hotel São Carlos), além da unidade de Maringá. 

Mais tarde, o Grande Hotel Maringá virou Hotel Maringá. Depois, Hotel Bandeirantes, quando já era administrado pelo comendador Jakob Zwecker.

Fonte: Folha do Norte do Paraná - 3 de outubro de 1962 / Gerência de Patrimônio Histórico / Acervo Maringá Histórica. 

Morte na favela - 1975


Em 22 maio de 1975, o impresso O Diário do Norte do Paraná noticiou que uma pessoa havia morrido por conta de ataque cardíaco na favela conhecida como "Ferroviária", que ficava localizada próxima da avenida Pedro Taques.

Segundo a nota, essa ocupação irregular reunia diariamente diversas famílias que, de passagem por Maringá, faziam daquele local próximo ao centro da cidade sua moradia. 

Fonte: O Diário do Norte do Paraná - 22 de maio de 1975 / Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Contribuição de Marco Antonio Deprá / Acervo Maringá Histórica.