12 de jan. de 2020

Descoberto túnel próximo da avenida Carlos Borges


É fato que não havia, pelo menos até onde se averiguou, um túnel conectando a Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória a outros pontos de Maringá. Mas, após nossa postagem esclarecendo de onde teria surgido essa lenda urbana, recebemos imagens, no mínimo, curiosas de uma suposta construção subterrânea na sede administrativa da Associação Norte Paranaense da Igreja Adventista do Sétimo Dia, situada na avenida Carlos Corrêa Borges.

Localizado mais precisamente na rua Benjamin Fernandes Dias, sob a atual Novo Tempo Store, que fica ao lado da associação, o túnel foi descoberto pela equipe que trabalhava nas obras de ampliação da instituição por volta de três anos atrás. 

O túnel parecia ter sido fechado recentemente, não dando mais acesso aos pontos que conectava. 





Curiosos, alguns dos operários foram em busca de informações nas redondezas. Entre várias versões levantadas, souberam que há algumas décadas, antes da construção da sede administrativa dessa instituição, teria funcionado no local um cassino de maneira clandestina.

Com as obras, o túnel foi soterrado. Quem enviou as imagens pediu sigilo.  

Tem alguma informação? Deixe um comentário.

Enfim, o esclarecimento sobre o fato. Heide Tsukada entrou em contato para trazer todas as informações. Em meados de 1992, seu pai, Jorge Massayoshi Tsukada, adquiriu 4 terrenos no local em questão, onde foram construídos dois galpões e uma residência. Um dos galpões eram usados como lava-jato e o outro era a oficina pessoal de seu pai. Para facilitar a conexão com a residência, Jorge Massayoshi Tsukada construiu o pequeno e estreito túnel. Acima dessa estrutura, segundo Heide, ficava uma área de lazer com churrasqueira.

Fonte: Acervo Maringá Histórica. 

Odwaldo Bueno Netto - 1925



Raríssimos registros colorizados de Odwaldo Bueno Netto. As imagens são, possivelmente, de 1925, quando esse personagem estava com apenas 21 anos. 

Nascido em Mogi Mirim, interior de São Paulo, Odwaldo Bueno Netto chegaria à Maringá duas décadas depois, em 1947, junto de sua esposa proveniente da ilha inglesa de Santa Helena, Winifred Ethel Netto. 

Odwaldo foi sócio e proprietário de cinemas (Cine Maringá, Cine Paraná, Cinerama Ouro Preto e Cine Plaza), além de diversos outros estabelecimentos e negócios pela cidade e região. 

Ele faleceu em 17 de julho de 1993, na cidade de Maringá. Sua esposa, Winifred, faleceu em setembro de 2007, também na cidade-canção. 

Fonte: Família Bueno Netto / Contribuição de Silvio Barros / Acervo Maringá Histórica. 

Avenida Paraná - Década de 1960


Avenida Paraná, provavelmente, no início da década de 1960.

À direita aparece a Auto Diesel Maringá. Na mesma direção, onde há um outdoor da FORD em pouco tempo seria construído o Posto Sameiro. Ao fundo surge o prédio da Delegacia que ficaria popularmente conhecido como "casarão amarelo". 

Fonte: Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica. 

Comitiva portuguesa inaugura a avenida Cidade de Leiria - 1985

O Diário do Norte do Paraná trouxe a seguinte notícia em 20 de março de 1985:

Brasil-Portugal: solidificada a amizade entre Maringá e Leiria

A comitiva de portugueses dos municípios de Leiria, Alcobaça, Figueiró dos Vinhos e Nazaré, que chegou anteontem a Maringá para cumprir uma visita oficial de três dias, foi recebida e saudada ontem às 8 horas no salão de reuniões da Prefeitura, pelo prefeito Said Ferreira e pelo presidente da Câmara de Vereadores, Nereu Vidal César. Em nome da comitiva, saudou os maringaenses o presidente da Câmara Municipal de Leiria (cargo equivalente a Prefeito), Afonso Lemos Proença. Participou ainda de uma rápida solenidade em frente ao Paço Municipal, com execuções dos Hinos Nacionais do Brasil e de Portugal, hasteamento dos pavilhões e descerramento de uma placa comemorativa à co-irmandade Maringá-Leiria. 

Às 10 horas a comitiva esteve em Paranavaí, onde visitou um dos frigoríficos do Grupo Central e o prefeito Benedito Pinto Dias, na Prefeitura daquele município, retornando à Maringá às 14h30, quando participou de almoço na sede social do Frigorífico Central, e às 16h30, manteve reunião com empresários locais na Associação Comercial e Industrial. Também ontem, participou das inaugurações da avenida Cidade de Leiria (ex-Abolição) e da praça Manoel Ribas, e de jantar oferecido por empresários. Hoje a comitiva cumpre extenso programa de visitas à órgãos públicos e industriais, e à noite será homenageada com jantar oferecido pela Prefeitura. 

Na imagem aparece o representante da cidade de Leiria, Afonso Lemos Proença, no ato da inauguração da avenida. 

Vale ressaltar que aquela comitiva esteve na cidade em função da mobilização dos empresários portugueses proprietários do Frigorífico Central, Amorim Pedrosa Moleirinho e Joaquim Caetano. 

Fonte: O Diário do Norte do Paraná - 20 de março de 1985 / Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica. 

Pioneiro: padre Emílio Clemente Scherer



As raras imagens mostram a Capela São Bonifácio e o padre Scherer em sua residência, localizada na fazenda de mesmo nome, ao longo da década de 1940. Tratam-se de fotos inéditas. 

O padre Michael Emil Clement Scherer (popularizado na região como Emílio Clemente Scherer) nasceu francês, na Alsácia Lorena, mas com a anexação desse território pela Alemanha, na Primeira Guerra Mundial, ele optou pela nacionalidade alemã e entrou para o seminário, concluindo seus estudos e se tornando padre.

Com grande interesse pelo conhecimento sobre a igreja, passou a ser considerado uma enciclopédia e começou a escrever alguns livros. Ao ingressar na Organização São Bonifácio, assumiu a função de diplomata da igreja católica, viajando o mundo para prestar assistência espiritual às comunidades germânicas. No começo da década de 1930, ante as hostilidades que começaram a ser praticadas pelo partido nazista, Scherer posicionou-se contra e começou a sofrer perseguições. Por isso, resolveu trocar seus bens por terras no Brasil, em uma operação triangular envolvendo a Paraná Plantations, sediada em Londres, e o governo alemão, que era compensado com materiais da indústria bélica.

Em 1936, Scherer vem para o Brasil e se decepciona ao saber que suas terras estavam tomadas por uma densa floresta virgem. Pior: estavam localizadas longe de Roland, onde já havia uma comunidade alemã (atual Rolândia). Começavam aí os seus atritos com a Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP). E como é que um sacerdote, diplomata e catedrático, escritor reconhecido e poliglota, iria morar no mato, em condições tão precárias? Mas foi o que aconteceu. Ele assumiu a fazenda localizada atualmente no Conjunto Cidade Alta e, em 1940, já havia construído sua casa e a capela que foi consagrada a São Bonifácio, o mesmo nome da propriedade. Precedeu ao lançamento da pedra fundamental de Maringá, ocorrida em 1942. E foi o primeiro padre do lugar, tendo participado da solenidade de fundação da cidade, em 1947. Plantou café e perdeu tudo com a geada, instalou uma olaria e não foi em frente. Importou porcos de raça que acabaram morrendo por doenças. Mas era um padre querido pelas famílias, apesar de sua peculiar rispidez.

Foi desafeto do bispo de Jacarezinho, dom Geraldo de Proença Sigoud, a quem estava subordinado. E, por isso, recebeu a pedras os primeiros padres enviados para cá, que se sentiam humilhados pelo alemão. Em 1945, contrariando a CTNP, lidera a construção da Capela Santa Cruz, concluída em 1946. Durante a Segunda Guerra Mundial, apesar de seu histórico antinazista, era visto com desconfiança pelas autoridades. E, para deslocar-se de um lugar a outro, dependia de um salvo-conduto. No final da década de 1940, negocia sua fazenda com a Ordem dos Palotinos em troca de um salário vitalício e, em 1953, vai embora de Maringá. No litoral do Paraná, volta a escrever biografias, o que continua fazendo em São Paulo, quando ingressou no mosteiro dos Beneditinos. Emílio Clemente Scherer retorna já idoso para a Alemanha, onde morre em 1970.

Fonte: Texto desenvolvido em parceria com o jornalista Rogério Recco / Acervo Thomas Röhlen acessado com apoio de Homero Marchese / Acervo Maringá Histórica. 

Avenida Brasil - Década de 1960


Avenida Brasil ao longo da década de 1960.

A foto foi feita a partir da praça José Bonifácio. À direita, ao fundo, aparece o Edifício Rosa, localizado na avenida Brasil, nº 4.383.

Fonte: Foto Calendário - Organização Pernambucana de Contabilidade / Contribuição de Marco Tadeu Barbosa / Acervo Maringá Histórica. 

Registro aéreo de Maringá - Década de 1970


Registro aéreo da cidade, provavelmente, do final da década de 1970.

Ao centro da imagem aparecem o Estádio Regional Willie Davids, bem como o Ginásio de Esportes Chico Netto. Abaixo está a Universidade Estadual de Maringá.

A partir desse ponto é possível identificar com precisão o eixo monumental, uma linha reta que cruza a Catedral até o estádio. 

Fonte: Museu Bacia do Paraná / Acervo Maringá Histórica.