17 de fev de 2017

Homenagens a Joubert de Carvalho

Não é novidade que o nome de nossa cidade veio de uma canção composta por Joubert de Carvalho no início dos anos 1930. Como uma forma de reconhecer aquele que criou a "Maringá", o médico e compositor mineiro é a personalidade com maior reconhecimento oficial por parte da municipalidade.

O primeiro deles veio em 1956, quando no final da gestão do primeiro prefeito, Inocente Villanova Jr. deu o nome de Joubert de Carvalho à banda municipal; dois anos depois, por meio da Lei Municipal nº 110/58, a então rua Bandeirantes foi alterada para homenagear o compositor; em 1962, por meio de campanha radiofônica encampada por Antenor Sanches, Maringá ganhou o codinome de "Cidade Canção"; o título de Cidadão Honorário veio em 1970, por meio da Lei Municipal nº 144; dois anos depois, por meio do prefeito Adriano Valente, o busto de Joubert de Carvalho foi instalado na praça Raposo Tavares, de fronte à rua renomeada em 1958; a última homenagem foi em 1991, quando o auditório da Biblioteca Municipal Bento Munhoz da Rocha ganhou o nome de sala Joubert de Carvalho. Naquele mesmo ano, o então prefeito Ricardo Barros tentou adquirir os direitos autorais da música "Maringá" para o município, sem sucesso.

Em uma das muitas visitas que o compositor veio a Maringá, entre os anos 1950 e 1970. Possivelmente, o registro é de 1972. Joubert de Carvalho aparece entre várias autoridades (terceiro da direita para a esquerda), entre eles o então gerente do Banco do Brasil, Mário Bulhões da Fonseca (segundo da esquerda para a direita).


Não restam dúvidas, embora a última homenagem oficial tenha ocorrido há 26 anos, Joubert de Carvalho é, de longe, a personalidade mais homenageada de Maringá.

Fonte: Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Museu Unicesumar Acervo Maringá Histórica.

14 de fev de 2017

Viaduto do Café - 1968


Imagem feita por Keni Ueta mostra o Viaduto do Café, na Avenida São Paulo, em 1968.

Na passagem dos trilhos, acima da avenida, um dos poucos registros de uma espécie de logomarca que foi implantada no local: catedral estilizada com dois grãos de café na base. O símbolo também está distribuído ao longo dos muros laterais.

Esse viaduto ficou em atividade por 31 anos (1961 a 1997), quando a região foi remodelada para dar espaço ao Novo Centro.

Fonte: Foto Maringá / Keni Ueta / Acervo Maringá Histórica. 

7 de fev de 2017

Posse de Adriano José Valente - 1969

Raros registros da posse do prefeito Adriano José Valente (MDB), eleito na corrida eleitoral de 1968. Valente saiu vitorioso com 19.471 votos, seguido de João Paulino Vieira Filho (ARENA I) com 14.415 votos e Ardinal Ribas (ARENA II) que somou 1.044 votos.

O evento, que deve ter ocorrido em 31 de janeiro de 1969 - início daquela gestão -, se deu no Cine Horizonte, situado na Vila Operária, que era considerado o maior colégio eleitoral da cidade na época.

Na imagem a seguir um detalhe, no mínimo, interessante. Ao fundo, o cartaz anuncia um dos últimos lançamentos, "A marca do vingador". À frente, Adriano Valente entra triunfante, enquanto que quatro anos antes ele era derrotado por Luiz Moreira de Carvalho na disputa pela Prefeitura de Maringá. 

No detalhe, no foyer do auditório do Cine Horizonte, o prefeito eleito e a primeira dama, Purificação de Jesus Valente. À direita, logo atrás de Adriano José Valente, vemos o bispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho. 


A grande multidão, composta por cidadãos, simpatizantes, imprensa e autoridades, tomou o interior do cinema. Esta é uma das poucas imagens que resgatam aspectos daquele estabelecimento cinematográfico. 

Fonte: Acervo Adriano José Valente / Contribuição - Reginaldo Dias / Acervo Maringá Histórica.

6 de fev de 2017

Estação Rodoviária Municipal de Maringá - 1970


Registro da Estação Rodoviária Municipal, popularmente conhecida como Rodoviária de Maringá, em 1970.

Este prédio teve sua construção iniciado no final da gestão do então prefeito Américo Dias Ferraz, na década de 1950, sendo concluído durante a gestão de João Paulino Vieira Filho, no início dos anos 1960. Tornou-se um marco da arquitetura local, acompanhando a tendência nacional da época - por meio dos arcos que marcavam as extremidades do equipamento público. Com a morte de Américo Dias Ferraz, em 1983, o local passou a emprestar seu nome, tornando-se Rodoviária Municipal Américo Dias Ferraz. 

Seu interior era muito movimentado não só por conta do tráfego de passageiros, mas também devido aos inúmeros estabelecimentos ali instalados. Dentre um dos que ficaria mais conhecidos, estava o Restaurante Monte Líbano - que mais tarde transferiu seu endereço para a frente do Parque do Ingá.

Em 2010, um processo deu início a demolição do prédio da Rodoviária, que seria consumado dali alguns anos. 

Fonte: Acervo Adriano José Valente / Acervo Maringá Histórica. 

"Chora paulista" - Década de 1940


À esquerda da imagem, o registro de um dos artefatos comuns de se encontrar na entrada de residências e estabelecimentos comerciais no início da urbanização de Maringá.

O popularmente conhecido "chora paulista", geralmente, era construído em madeira e mantinha uma lâmina de metal próximo da base inferior, onde as pessoas limpavam as solas dos sapatos, botas e galochas. Instrumento essencial em épocas de chuvas, devido a lama proveniente da terra vermelha que impregnava por todos os lados. 

Diz a lenda que o nome provinha do lamento de paulistas que, acostumados com regiões consolidadas e já urbanizadas, reclamavam ao se deparar com toda a precariedade das novas cidades que se abriam ao longo do Norte e Noroeste do Paraná.

Fonte: Museu Unicesumar / Acervo Maringá Histórica.