25 de set. de 2020

VLOG: Vila Bosque

Localizada ao sul do atual Parque do Ingá (que na época chamava-se Bosque I), a Vila Bosque foi oficializada em março de 1952.

Com pouco mais de 3 alqueires, é considerado um dos menores bairros de Maringá. Mesmo assim, possui muita história. 

Venha conosco em mais essa viagem ao passado!

O obelisco do Américo - Década de 1950

Em 1957 foi construído um obelisco em homenagem ao prefeito recém-eleito, Américo Dias Ferraz. 

Instalado no canteiro central da avenida Brasil, na esquina com a avenida Getúlio Vargas, a estrutura foi financiada por meio do patrocínio de diversas empresas: Depósito Telhas Brasil, Selaria Paraná, Churrascaria Odeon, Alfaiataria S. Carlos, entre muitas outras. 

Em seu topo ficava um relógio, bem como sinalizador e para-raios. 

O obelisco do Américo, como ficou conhecido, resistiu no local durante apenas alguns meses, causando desconforto de uns e admiração de outros. 

Fonte: Acervo CMNP / Acervo Maringá Histórica. 

Avenida Duque de Caxias - Década de 1950

Registro feito, possivelmente, do alto de um ônibus no início dos anos 1950, na avenida Duque de Caxias quase esquina com a rua Santos Dumont. 

Destaque para a quantidade de placas com a letra "P" pela calçada da esquerda, as quais indicavam pontos de embarque e desembarque dos ônibus que por ali transitavam naquele período. Em consequência, percebe-se a aglomeração de pessoas. 

À esquerda, fora do quadro da imagem, está a então praça da Rodoviária (atual Napoleão Moreira da Silva). Na esquina com a avenida Brasil surge a Casas Pernambucanas, presente no local desde sua inauguração, ocorrida no final dos anos 1940. 

Fonte: Acervo CMNP / Acervo Maringá Histórica. 

Avenida Brasil - Década de 1950

Registro da avenida Brasil feito a partir de um ângulo pouco habitual em imagens do início dos anos 1950.

Destaque para as placas da Casa Hirata e da Casa Universo, à direita. À esquerda, na esquina com a então avenida Ipiranga (atual Getúlio Vargas), está o Banco do Estado do Paraná, que foi inaugurado neste ponto em maio de 1953, e, do lado oposto, surge o Banco Mercantil de São Paulo S/A

Reconheceu mais algum estabelecimento? Deixe um comentário. 

Fonte: Acervo CMNP / Acervo Maringá Histórica. 

Autoridades na Folha do Norte do Paraná - Década de 1960

Raro registro feito, possivelmente, em 1967.

Aparecem ao lado das rotativas da Folha do Norte do Paraná, da esquerda para a direita: o jornalista Antônio Augusto de Assis (A.A. de Assis); o então titular do Supremo Tribunal Federal, Nelson Hungria; o empresário do ramo das telecomunicações, Ardinal Ribas. A sede desse impresso ficava na rua Néo Alves Martins próximo da esquina com a avenida Duque de Caxias. 

Naquele ano a Sociedade Telefônica, de propriedade de Ardinal Ribas, foi incorporada pela Telepar (Telecomunicações do Paraná S/A.).

Ribas também compôs o cenário político como figura pujante e crítica. Candidatou-se à Prefeitura de Maringá em 1968, mas foi derrotado pelo advogado Adriano José Valente. Dois anos depois, consagrou-se o terceiro deputado federal mais votado do Paraná, com 48 mil votos. Aquele também foi o momento da maior bancada maringaense composta na Câmara Federal, pois, ao lado de Ribas, estavam Ary de Lima, Túlio Vargas e Silvio Barros.

Apesar de integrar a coligação da Arena (Aliança Renovada Nacional), Ardinal Ribas não compartilhava das opiniões do Regime Civil-Militar. Geralmente, questionava os projetos impostos pelo Governo. Uma das críticas mais polêmicas envolvendo Ribas foi o pedido de abertura de CPI para averiguar os gastos da Seleção Brasileira durante participação na Copa do Mundo de 1970.

Em 1973, devido a um infarto, Ardinal Ribas morreu no final de seu primeiro e último mandato na Câmara Federal. Devido a seus feitos, muitas cidades do Paraná emprestam seu nome para vias e prédios públicos.

Fonte: Acervo Antônio Augusto de Assis / Acervo Maringá Histórica. 

Estação Ferroviária ainda em obras - 1954


Raríssimo registro sob outro ângulo de um dos eventos mais importantes da história econômica e social de Maringá. 

Em 31 de janeiro de 1954 ocorreu a inauguração da Estação Ferroviária da cidade, fato aguardado há muito tempo por comerciantes e agricultores. Seria com essa estrutura que mercadorias poderiam ser escoadas, bem como novos produtos seriam trazidos a menores custos. 

Com a demora e atraso na operação das locomotivas pela cidade, a então recém-fundada Associação Comercial de Maringá fez pressão para que as autoridades competentes pudessem viabilizar essa antiga demanda. Até então, as mercadorias eram levadas para a estação de Apucarana, de onde eram transportadas para o restante do país, em especial, com destino ao porto de Santos. 

A imagem em questão prova que, mesmo sem o prédio da estação ter sido concluído, ocorreu seu evento de inauguração. É provável que, de forma precária, tenha entrado em operação logo na sequência a fim de atender a demanda cada vez mais crescente de Maringá. 

Foi naquele dia chuvoso que chegou a Locomotiva nº 608, que ficou popularmente conhecida como "Maria Fumaça", e que está atualmente preservada no interior do Parque do Ingá. 

Fonte: Acervo CMNP / Acervo Maringá Histórica. 

Nova sede do Banco Noroeste do Estado de S. Paulo - Década de 1950

Raro registro onde vemos a etapa final das obras da nova sede do Banco Noroeste do Estado de S. Paulo, possivelmente, ao longo dos anos 1950.

Fundado na década anterior e localizado na esquina das avenida Brasil com a Duque de Caxias, o estabelecimento passou por ampla remodelação em sua estrutura.

Ao aproximar a imagem, o destaque fica por conta das propagandas da Lojas Riachuelo na estrutura de madeira no térreo, no entorno do edifício. 

Fonte: Acervo CMNP / Acervo Maringá Histórica.