8 de dez de 2016

Campanha eleitoral de 1952 - Waldemar "Barbudo"


Lançado pela UDN, Waldemar Gomes da Cunha, ou Waldemar "Barbudo", como era popularmente conhecido, teve sua campanha patrocinada pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná (CMNP), que mantinha interesse na gestão administrativa do recém fundado Município de Maringá. 

O candidato da UDN, que perdeu para Inocente Villanova Jr. do PTB, era proprietário de uma grande empresa de cerâmica, fazendas em Mandaguari e Nova Esperança, e também corretor de terras da CMNP. Consta em uma publicação de A Pioneira, de setembro/outubro de 1952, uma sucinta biografia de Gomes da Cunha:

Conhecedor profundo dos problemas da região, pois vive no Norte do Paraná desde 1930, está perfeitamente capacitado a desempenhar com eficiência o cargo. Tendo vindo de Jacarezinho naquele ano, para a Fazenda Nova Louzane, de seu pai, Sr. Mário Gomes da Cunha, mudou-se em 1936 para Rolândia, a fim de trabalhar na então Cia. de Terras, na demonstração de lotes aos compradores. Depois foi corretor dessa empresa, na mesma zona. Quando a Cia. de Terras abriu seu escritório em Mandaguari, em maio de 1937, transferiu-se para lá. Mandaguari possuía, então, somente o escritório e o hotel. Sempre dedicado à Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, foi com esta para Maringá, em 1951, no mesmo posto de correto. 

Vale destacar que tal impresso era fortemente financiado pelos anúncios da CMNP, logo, justificando tamanho destaque ao Waldemar Gomes da Cunha em pleno período eleitoral.

Waldemar Gomes da Cunha junto dos correligionários na sede do diretório da UDN, em Maringá.  

Waldemar "Barbudo" junto das pedras destinadas para o calçamento das vias de Maringá. Ao fundo, nota-se um muro com sua propaganda eleitoral. 

Fonte: Revista A Pioneira - setembro/outubro de 1952 / Acervo Deusdete Pereira de Souza / Acervo Maringá Histórica. 

29 de nov de 2016

Fonte Luminosa - Década de 1950


A Fonte Luminosa foi inaugurada no dia 10 de maio de 1957, em função das comemorações dos dez anos de Maringá, pelo então prefeito Américo Dias Ferraz.

Instalada no centro da Praça Raposo Tavares, esta foi a primeira das sete fontes planejadas por aquela gestão do Executivo. Não se sabe ao certo todos os locais que seriam construídas, mas se tem conhecimento de que ao menos outra fonte chegou a entrar em funcionamento na então Praça Dom Pedro II (em frente da Catedral). A terceira chegou a ter suas obras iniciadas na Praça Napoleão Moreira da Silva, mas, dada a crise que se instalou no final da administração de Américo Dias Ferraz, não houve conclusão.

A Fonte Luminosa da Praça Raposo Tavares foi a que ganhou mais espaço no cotidiano popular. Pessoas vinham de toda a região para presenciar a dança das águas e da iluminação. Posteriormente, o espaço seria remodelado até que a fonte deixasse de existir.

Fonte: Museu Unicesumar / Acervo Maringá Histórica. 

Cine Paraná - Década de 1950

Registro da grande movimentação de pessoas em frente ao Cine Paraná, localizado na Avenida Brasil ao lado da Praça Rocha Pombo. À esquerda, destaque para o vendedor ambulante de guloseimas (de salgados a doces), que, segundo antigos moradores, servia os alimentos acompanhado de uma deliciosa pimenta caseira. 

Este estabelecimento era de propriedade da Empresa Cinematográfica de Maringá. Da família Bueno Netto, o grupo ainda mantinha mais dois cinemas na cidade: Cine Plaza e Cine Maringá.

Depois do Cine Paraná, o local ainda deu espaço para o Cine Ouro Preto, Cine Peduti e outras empresas até se transformar no Cinema Café (casa de shows). Posteriormente foi demolido para a construção de uma unidade do Supermercados Cidade-Canção.

Fonte: Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica. 

25 de nov de 2016

Rua Bandeirantes - Março de 1954


Um raro registro da movimentação de pessoas pela então Rua Bandeirantes (atual Joubert de Carvalho). Mais abaixo, a Avenida Tamandaré. 

Ao fundo, a Praça Raposo Tavares ainda sem nenhuma infraestrutura. Também é possível identificar pequenas tendas das feiras livres que ocorriam neste local. 

A multidão se fez presente para presenciar a inauguração da Estação Ferroviária de Maringá, em 31 de março de 1954. Detalhe que a foto nos mostra poças de água, resultantes de chuvas que podem ter ocorrido naquele dia histórico. 

Fonte: Acervo Kenji Ueta / Acervo Maringá Histórica. 

Caixão de JP - 1968


O simbolismo tomou conta das eleições municipais da década de 1960. 

Em 1964, a disputa ficou conhecida como a do "Lambari" versus "Tubarão", depois que Haroldo Leon Peres respondeu ao deputado estadual Túlio Vargas com a frase "eu não vou perder tempo com lambaris, quero mesmo é falar com os tubarões", referindo que só discutiria com João Paulino, o chefe político. Saiu vitorioso daquele páreo o médico Dr. Luiz Moreira de Carvalho, que fez sucessão ao então prefeito João Paulino Vieira Filho. 

Na eleições de 1968 a disputa seguiu o mesmo tom. Em dado momento, os eleitores de Adriano Valente foram chamados de "Pé de Chinelo". Popular e articulador, Valente absorveu positivamente a alcunha e criou, inclusive, um chaveiro de campanha que era um pequeno chinelo de couro. 

Na foto acima, um caixão improvisado de João Paulino foi carregado pelo povo durante um dos comícios de Adriano Valente, fazendo valer mais uma vez o ato simbólico da representação de interesses. 

Naquela disputa, Adriano Valente (19.471 votos / MDB) venceu o todo poderoso João Paulino (14.415 votos / ARENA). Ardinal Ribas, terceiro e último colocado, fez conquistou somente 1.044 votos (ARENA II). 

Fonte: Acervo Adriano Valente / Acervo Maringá Histórica.