30 de ago. de 2020

Pioneiro: Guilherme Mayer


Registro do pecuarista e empresário Guilherme Mayer junto de Remo Longo, gerente do Banco do Brasil e presidente do CTG-Rincão Verde, em fevereiro de 1985.

Na oportunidade, Mayer assinava o seu título de sócio-proprietário do clube de tradições gaúchas de Maringá, o qual já possuía a área para a sua implantação na PR-317, saída para Floresta. As obras teriam início dentro de pouco tempo. 

Guilherme Mayer é considerado o primeiro motorista da Viação Garcia, empresa fundada em Londrina por Celso Garcia Cid em 1934. 

Nascido na Alemanha em 1912, mudou-se para o Brasil com a família no ano de 1924, passando a residir na cidade de Paraguaçu Paulista. Ao longo dos anos 1930, Mayer foi tentar a sorte em Londrina, onde dirigiu as catitas da Viação Garcia. 

Depois foi para Rolândia, cidade que fundou a Casa Guilherme (foto). O estabelecimento de secos e molhados se tornou ponto de parada para viajantes e agência dos Correios para as famílias da região que eram, predominantemente, alemãs. 


Na década seguinte mudou-se para Arapongas, vindo a constituir uma serraria. Na sequência adquiriu uma grande área da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná às margens do rio Ivaí, próximo de Maringá. Nesse local abriu a Fazenda Ouro Verde a partir da década de 1950. Milhões de pés de café foram cultivados por Mayer nessa propriedade. 

Após grande vendaval, que devastou os cafezais, sua família optou pela produção da pecuária leiteira. 

Guilherme Mayer faleceu em 1º de janeiro de 1998, aos 86 anos. Sua esposa Helena, junto dos quatro filhos, seguiram com os negócios do patriarca. Na época de sua morte, a Fazenda Ouro Verde possuía um dos melhores plantéis de gado holandês do Paraná. 

Fonte: O Diário do Norte do Paraná - 1 de março de 1985 / Folha de Londrina - 6 de janeiro de 1998 / Acervo CMNP / Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica. 

4 comentários:

  1. Que máximo. Tio Guilherme Meyer (editando) e tia Marilena (editando) fazendo a história linda do norte do Paraná. A reportagem não fala, mas além de pioneiro, tio Guilherme era uma pessoa incrível. Com ele vivemos uma infância linda com passeios e muita alegria. Aprendi com ele a não desperdiçar alimentos. Foi assim meu primeiro conselheiro em gestão ambiental. Depois com tia Marilena, que ensinava a importância de saber gerir todos os recursos. Lições que me ajudaram muito em minha vida pessoal e profissional. Esse casal é fantástico. Precisa mesmo estar na nossa viva memória.

    ResponderExcluir
  2. Que alegria ver a história do meu querido Sr. Guilherme Meyer, contada aqui pelo TB querido Miguel Fernando. Guilherme Meter, grande amigo irmão do meu pai. Um segundo pai para mim. Uma vida cocada juntos, dentro e fora da Sociedade Rural e de toda história da Expoinga. Mutti, Hique, Willy, Marcelo, Mônica uma linda e breve homenagem ao nosso amado Fatti.

    ResponderExcluir
  3. A reportagem não fala, mas a fazenda "Ouro Verde"às margens do Rio Ivaí fica no município de Itambé, onde o Sr. Guilherme e sua família moraram muitos anos. A casa da sede era grande, confortável e guardava algumas peculiaridades como por exemplo a cama do quarto de casal que media 2,00m x 3,00m e a adega no porão com vinhos da década de 40. Merecida esta homenagem ao patriarca de uma família que ainda moram por aqui.

    ResponderExcluir
  4. Meu cunhado Guilherme Meyer foi uma pessoa extraordinária. Um simples e pobre imigrante alemão que chegou ao Brasil com a idade de apenas 12 anos. Sob severa educação recebida de seus superiores, cresceu, emancipou-se e, obstinado em vencer na vida, começou como motorista de jardineira e não teve medo de enfrentar as dificuldades da época. Provou ser um excelente estrategista e obteve muito sucesso em sua vida profissional. Casou-se com Marilena Corio di Buriasco, uma mulher que foi a grande companheira de sua vida, dando-lhe quatro filhos maravilhosos (Guilherme Meyer Filho, Luiz
    Henrique, Marcelo e Mônica) que souberam honrar o nome e a tradição dessa família.
    Gostaria de fazer uma correção no texto sobre o Pioneiro Guilherme Meyer: a opção de mudar a atividade da Fazenda Ouro Verde, de cafeicultura, para pecuária e cerealista, se deu em função da GEADA NEGRA que dizimou a cultura de café no nefasto e inesquecível dia 18 de julho de 1975.

    ResponderExcluir