14 de nov. de 2020

Pioneiro: Hermann Moraes Barros

Hermann Moraes Barros nasceu em 30 de setembro de 1907, na cidade de São Paulo, filho de Antônio Moraes Barros e de Isaura A. Moraes Barros. 

Era membro de uma família de influentes políticos. Seu pai foi deputado estadual pelo Partido Republicano Paulista (PRP) e também primeiro presidente da Companhia de Terras Norte do Paraná. Seu avô paterno, Manoel de Moraes Barros foi fundador do Partido Republicano e também senador. O seu tio-avô era Prudente José Moraes Barros, que foi o terceiro Presidente da República, além de presidente do estado de São Paulo (atualmente, cargo de governador), senador e deputado federal. O seu primo era Prudente Moraes Filho, que foi deputado federal. O seu tio paterno, Paulo Moraes Barros, foi Ministro da Viação, senador e deputado federal.

Em 1931, Hermann Moraes Barros obteve seu bacharelado em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, a futura Universidade de São Paulo (USP). Ainda acadêmico, era engajado na política, tendo ingressado no Partido Democrático em 1926, quando da sua fundação, por onde exerceu importante militância.

Em 1932 participou ativamente das conspirações para o levante nacional conhecido como Revolução Constitucionalista, inicialmente liderando um grupo de estudantes e egressos da Faculdade de Direito de São Paulo, associado ao MMDC, que se voluntariaram e se organizaram para atuar nas frentes de combate. Em 10 de julho, esse grupo veio a ser incorporado nas fileiras das tropas paulistas do 1º Batalhão Paulista da Milícia Civil, que se popularizaria como “Coluna Romão Gomes”, que foi comandada pelo então capitão da Força Pública de São Paulo, Romão Gomes. Nesse destacamento, Hermann chegou ao posto de tenente. Essa tropa, que que reuniu cerca de 1500 soldados, se tornou notória por ter sido invicta ao longo do conflito, além de obter vários feitos no campo de batalha, o que motivou sucessivas promoções para o seu comandante. Hermann ainda comandou a 1ª Cia do Batalhão e com ela participou de dezenas de combates contra as tropas federais no denominado “Setor Leste”, que contemplava a fronteira entre São Paulo e Minas Gerais, na região de Campinas.

Ainda em 1932, durante aquele conflito, o seu tio paterno Paulo Moraes Barros veio a ser nomeado para a chefia de gabinete do secretário da Fazenda de São Paulo, no governo de Pedro de Toledo. A Revolução Constitucionalista veio a se findar em outubro daquele ano, tendo sido os seus líderes enviados para o exílio em Portugal.

Em 1945, com o fim do regime ditatorial do Estado Novo presidido por Getúlio Vargas, Hermann Barros veio a se filiar na recém fundada União Democrática Nacional (UDN), tendo se tornado um membro no diretório de São Paulo. Em 1950, foi nomeado diretor-gerente da Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná (CMNP).

Na cidade de Maringá, por meio da CMNP, participou ativamente na realização de diversas benfeitorias, articulações e solenidades. 

Ainda naquele ano, durante eleições ocorridas em outubro, candidatou-se a deputado federal pela UDN, porém, não foi eleito. Nas eleições de 1954, concorreu novamente com idêntico resultado, mas, conquistou a primeira suplência e pouco tempo depois veio a assumir como deputado federal, período que exerceu o mandato de 23 de abril a 31 de julho de 1957, e também no período de 10 a 26 de março de 1958.

Na década de 1960, assumiu cargo como conselheiro do Banco Itaú. Na CMNP atuou como diretor-superintendente de 1981 até maio de 1992, quando passou a membro do conselho consultivo da empresa. 

Foi casado com Maria Galvão Moraes Barros com quem teve uma filha. Hermann Moraes Barros veio a falecer em 25 de outubro de 1994, na cidade de São Paulo.

Pela sua influencia na formação de Maringá, um bairro na Zona Norte da cidade empresta seu nome.

Fonte: Acervo CMNP / Acervo Maringá Histórica. 

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