Avenida Duque de Caxias - 1957

1957


Feita da esquina com a rua Santos Dumont, a fotografia registra o trânsito de veículos em um trecho da avenida Duque de Caxias.

Em primeiro plano, um ônibus da Viação Garcia aparece realizando a conversão na via. À sua direita, outro coletivo permanece estacionado no ponto de embarque e desembarque de passageiros. Ao fundo, às margens da então praça da Rodoviária, diversas charretes aguardavam a chegada de viajantes, evidenciando um período em que diferentes meios de transporte coexistiam na cidade.

Nessa praça, que em 1957 seria oficialmente denominada Napoleão Moreira da Silva, destacam-se as numerosas árvores que integravam o bosque de essências nativas, então administrado pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná.

Em 1959, um mês após as comemorações do Dia da Árvore, cerimônia à qual o prefeito Américo Dias Ferraz não compareceu, o chefe do Poder Executivo tornou-se alvo de severas críticas em uma série de artigos assinados por Hermann Moraes Barros, então diretor-gerente da Companhia.

Em resposta às críticas, o prefeito determinou que funcionários municipais realizassem, durante a madrugada, o corte das árvores existentes na praça Napoleão Moreira da Silva. Na manhã de 27 de outubro, os maringaenses encontraram as espécies derrubadas. Anníbal Bianchini da Rocha, engenheiro agrônomo que sucedera Teixeira Mendes na função, comentou o episódio na imprensa, atribuindo ao prefeito falta de sensibilidade, de valores e abuso de poder.

Voltando o olhar para a fotografia, ao fundo, na esquina com a avenida Brasil, é possível identificar as Casas Pernambucanas, além de outros estabelecimentos comerciais que já integravam a paisagem urbana.

Fonte: Acervo Maringá Histórica.

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