Festival Intercolegial de Música (FIM) - 1975

1975


Em uma das páginas da edição de 1º de outubro de 1975 da Folha do Norte do Paraná, a Coluna Estudantil destacou um evento que mobilizava a juventude maringaense: o Festival Intercolegial de Música (FIM), realizado nas dependências do Colégio Marista. A fotografia mostra integrantes do grupo musical Trinta Por Cento, vencedor da primeira etapa do festival e um dos destaques daquela edição.

Segundo a reportagem assinada por Renato Diniz, o festival reuniu jovens de diferentes escolas da cidade, que apresentaram composições próprias e interpretações de músicas populares. O objetivo era promover a integração estudantil por meio da arte, além de oferecer um espaço para que novos talentos pudessem se apresentar ao público. A iniciativa refletia um período em que os festivais de música eram importantes vitrines para músicos iniciantes em todo o Brasil, influenciados pelo sucesso das grandes disputas televisionadas nas décadas de 1960 e 1970.

Na primeira etapa da competição foram local foram apresentadas vinte e uma músicas, sendo selecionadas três delas. O grupo Trinta Por Cento faturou os dois primeiros lugares com as canções "Velho do Engenho" e "Era da Guilhotina". Em terceiro lugar foi colocado o grupo Ato Final, com a música "Defendendo o samba". A matéria registra ainda o entusiasmo dos estudantes, que lotaram o evento e transformaram a disputa em uma verdadeira celebração cultural.

A realização do FIM no Colégio Marista não foi por acaso. Desde os anos 1950, a instituição desempenhava papel importante na formação educacional e cultural de Maringá, promovendo atividades artísticas, apresentações musicais e iniciativas voltadas ao protagonismo juvenil. O colégio, cuja história remonta ao antigo Ginásio Maringá, tornou-se um dos principais espaços de encontro da juventude local do período.

O Festival Intercolegial de Música ajuda a compreender por que Maringá consolidou ao longo das décadas sua forte relação com a música. Antes da criação de eventos como o Femucic e outros festivais contemporâneos, jovens estudantes já encontravam nos palcos escolares uma oportunidade para compor, interpretar e compartilhar suas ideias por meio da arte. 

O grupo Trinta Por Cento, por sua vez, era composto por Edvaldo Elieser Gomes da Silva (Fininho / baterista), Ney Mendes (percussionista), Eros Antonio Hundzinski (guitarrista) e Euclides Garcia de Oliveira (Kido / violão). Ao lado de outros conjuntos juvenis, ganharam os principais festivais de música do Paraná ao longo da década de 1970.

No dia 19 de setembro de 1995, Kido, então funcionário do departamento de informática da Universidade Estadual de Maringá (UEM), faleceu em um acidente de carro ao lado da mãe, Lilian Garcia de Oliveira. Deixou a esposa Rúbia Welfort e um casal de filhos. 

Fontes: Folha do Norte do Paraná, 1º de outubro de 1975 / Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica.

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