Conjunto Requião I - Anos 1990

1990


Da década de 1990, a imagem mostra o Conjunto Requião I, na zona norte de Maringá.

O crescimento populacional acelerado da cidade entre os anos 1980 e 1990, quando o município passou de 168 mil para 240 mil habitantes, exigiu respostas do poder público diante do déficit habitacional. Para além das dez zonas originalmente concebidas por Jorge de Macedo Vieira, novos bairros populares surgiram nas periferias para acolher as famílias de menor renda.

Foi nesse cenário que, no início dos anos 1990, a gestão do prefeito Said Felício Ferreira adquiriu 62 alqueires na Gleba Ribeirão Sarandi. Em parceria com a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e o governo estadual, projetou-se o Conjunto Habitacional Requião, cujo alvará foi expedido em outubro de 1993. A iniciativa resultou na entrega de 1.166 moradias populares até o final de 1994, viabilizadas por prestações subsidiadas e com a colaboração das próprias famílias na construção.

A distância de oito quilômetros do centro e a demora na conclusão do asfalto trouxeram severos desafios de infraestrutura e integração. Por anos, a comunidade enfrentou isolamento e estigmas associados à segurança. No entanto, a organização dos moradores, a chegada de serviços ao redor da atual praça Vereador Miguel de Oliveira e o fortalecimento do comércio local transformaram essa realidade.

Décadas após sua implantação, a vista aérea do Conjunto Requião evidencia a dimensão desse projeto de habitação social. O que nasceu como um loteamento distante consolidou-se como um polo pulsante e integrado, demonstrando como o trabalho comunitário redefiniu a cartografia urbana de Maringá.

Fontes: Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica. 

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