1983
Américo Dias Ferraz foi o segundo prefeito de Maringá e uma das figuras mais complexas da história política local. Nascido em 13 de outubro de 1921, em Guiricema (MG), chegou à cidade ainda em seus primeiros anos, quando a localidade começava a se estruturar. Sem recursos, iniciou sua trajetória como vendedor ambulante, passando de porta em porta comercializando produtos, até perceber no café a principal oportunidade econômica da região.
Com forte senso de oportunidade, enriqueceu rapidamente atuando na compra e venda de café e cereais, tornando-se um empresário de destaque no núcleo urbano inicial que, mais tarde, passaria a ser reconhecido como “Maringá Velho”. Seu carisma popular, muitas vezes associado à figura do “caboclo violeiro”, foi decisivo para sua vitória nas eleições de 1956, quando assumiu a Prefeitura pelo Partido Social Progressista (PSP), em uma disputa considerada acirrada e inesperada.
Durante sua administração (1956–1960), promoveu obras importantes para a consolidação urbana, como melhorias viárias, incentivo à infraestrutura e o início de projetos que marcariam a cidade, a exemplo da estação rodoviária municipal e as fontes luminosas. Também buscou articulação com o Governo do Estado, aproximando-se do então governador Moysés Lupion para captação de recursos.
Apesar do início promissor, sua gestão foi marcada por conflitos políticos e desgaste com lideranças locais, o que enfraqueceu sua administração ao final de seu mandato. Após deixar o Poder Executivo Municipal, mudou-se para São Paulo, onde sua trajetória tomou rumos controversos, incluindo o envolvimento em um crime que resultou em sua prisão. Depois, instalou uma churrascaria no estado do Mato Grosso do Sul.

A imagem apresentada registra Américo Dias Ferraz já em idade avançada, próximo ao fim de sua vida.
Américo Dias Ferraz faleceu em Campo Grande (MS), onde vivia, vítima de infarto, aos 62 anos de idade, em 15 de janeiro de 1983. Seu corpo foi transladado para Maringá, sendo sepultado no Cemitério Municipal, em área destinada aos prefeitos do Município. Sua morte marcou o encerramento de uma trajetória intensa e controversa, que acompanhou, em muitos aspectos, os próprios contrastes do processo de formação e consolidação política da cidade.
Fonte: Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica.
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