1940
No final da década de 1940, Maringá enfrentava limitações em suas conexões terrestres. As estradas, não pavimentadas, dificultavam os deslocamentos, especialmente em períodos de chuva, quando a lama comprometia o tráfego. Um percurso de pouco mais de 30 quilômetros, como entre Maringá e Mandaguari, poderia levar horas. Nesse contexto, a criação de um campo de aviação tornou-se estratégica.
A iniciativa partiu da Companhia de Terras Norte do Paraná, que destinou cerca de 90 alqueires para o projeto, na região que posteriormente daria origem à Zona 8. Três pistas foram planejadas, embora apenas uma tenha sido utilizada. A fundação do Aero Clube de Maringá, em 9 de agosto de 1948, reforçou a demanda por um espaço adequado ao tráfego aéreo.
O campo de aviação, por sua vez, foi inaugurado em 18 de setembro de 1949, com a presença de autoridades e demonstrações aéreas. É desse período que data a imagem, que registra a primeira estação de passageiros do equipamento. Rústica, a estrutura foi construída em madeira. À sua frente, vê-se um carrinho utilizado para o transporte de bagagens, evidenciando a simplicidade dos serviços iniciais.

Ainda em 1949, o local recebeu um Douglas DC-3 da Natal Linhas Aéreas, posteriormente incorporada pela Real Aerovias. As operações, contudo, eram limitadas: a navegação dependia de bússola e experiência dos pilotos, enquanto pousos noturnos utilizavam iluminação por lamparinas.
Em 8 de junho de 1951, teve início uma nova fase, com a inauguração do aeroporto em melhores condições operacionais, quando uma aeronave da Real Transportes Aéreos trouxe, entre outras autoridades, o governador Bento Munhoz da Rocha Neto. O antigo campo foi então desativado, e a área reorganizada.
A consolidação ocorreu em 1955, com a conclusão de nova pista, em 25 de junho, e da estação de passageiros projetada por José Augusto Bellucci, em 15 de agosto, denominada Gastão Vidigal.
Ao longo das décadas seguintes, o Aeroporto Regional Dr. Gastão Vidigal tornou-se fundamental para a integração e o desenvolvimento de Maringá.
Fontes: Museu Bacia do Paraná / Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / contribuições de Marco Antonio Deprá / Acervo Maringá Histórica.
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