1957
Em agosto de 1957, o político Carlos Lacerda visitou seus correligionários em Maringá. Naquele ano, Lacerda consolidava-se como uma das figuras mais influentes da política brasileira, exercendo o mandato de deputado federal pelo Distrito Federal (então a cidade do Rio de Janeiro) pela União Democrática Nacional (UDN). Conhecido pelo epíteto de "O Corvo", era o principal líder da oposição ao governo de Juscelino Kubitschek e crítico do legado de Getúlio Vargas. Sua relevância advinha do cargo legislativo e de sua atuação como jornalista e proprietário do jornal Tribuna da Imprensa, de onde influenciava a opinião pública e setores das Forças Armadas.

A imagem mostra Carlos Lacerda (de óculos, à esquerda) em diálogo com Waldemar Gomes da Cunha. Acompanhado de outras lideranças e autoridades, como Hermann Moraes Barros (à direita), o deputado federal visitou o túmulo de seu companheiro de partido, Napoleão Moreira da Silva, falecido quatro meses antes em um acidente aéreo.
Posteriormente, a trajetória de Carlos Lacerda alcançou projeção ao ser eleito, em 1960, o primeiro governador do recém-criado estado da Guanabara. Durante sua gestão, realizou obras de infraestrutura e urbanismo, como a construção do Túnel Rebouças e do Parque do Flamengo. No cenário federal, Lacerda foi um dos articuladores civis do movimento que culminou no Golpe de 1964; contudo, ao ter suas pretensões presidenciais cerceadas pelo regime militar e pela instauração do Ato Institucional nº 2, rompeu com o governo. Na segunda metade da década de 1960, aliou-se aos antigos rivais Juscelino Kubitschek e João Goulart na Frente Ampla, visando a redemocratização do país, o que resultou na cassação de seus direitos políticos em 1968.
Fontes: Livro "Napoleão Moreira da Silva. Um monumento da história", de Antonio Padilha Alonso e Osvaldo Reis / Acervo Maringá Histórica.
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