Zona Fiscal 8 de Maringá (PR) - Pequeno histórico de sua formação e ocupação

1947

Com texto de Marco Antonio Deprá

As Zonas Fiscais de um município caracterizam-se por áreas geográficas delimitadas através de legislação municipal, onde se aplicam regras tributárias e de uso do solo. Têm como objetivos: organizar o desenvolvimento urbano; definir os valores dos impostos, como, por exemplo, o IPTU; e incentivar o desenvolvimento econômico de regiões específicas do município. Em suma, é uma ferramenta de gestão territorial e tributária usada para organizar cidades.

No município de Maringá, a Lei Complementar nº 962, de 25/11/2013, criou e delimitou os territórios de 50 Zonas Fiscais Urbanas e 16 Zonas Fiscais Rurais.

Este artigo tem como objetivo historiar o processo de formação e ocupação da Zona Fiscal 8, desde a fundação da cidade, em 10/05/1947, até os dias atuais.

A Zona Fiscal 8 de Maringá é composta por uma área de 2.732.802,80 m², equivalente a 112,93 alqueires paulistas.


Em amarelo, o território da Zona Fiscal 8, situado na região leste do Perímetro Urbano de Maringá, em cinza claro.

A área da Zona Fiscal 8 faz parte do vale do Córrego Merlo, tributário da margem esquerda do Córrego Moscados, que nasce dentro do Parque do Ingá. Importantes ruas e avenidas cortam a Zona Fiscal 8 e algumas delas são importantes artérias da cidade.


Em branco, o território da Zona Fiscal 8, com seus cursos d´água e suas principais ruas e avenidas.

O território da Zona Fiscal 8 localiza-se na região leste do município, na tangente do Plano Original da Cidade de Maringá, elaborado pelo urbanista Jorge de Macedo Vieira.

À época da fundação da cidade, em 10/05/1947, a região da atual Zona Fiscal 8 podia ser acessada das seguintes maneiras:
pela Avenida Laguna; 
pela Avenida Beckmann, atualmente denominada Avenida Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira; e 
pela Avenida Tuiuti, que à época estava traçada até a Avenida Colombo, que ainda não havia sido aberta. 

Desde sua fundação, até o final da década de 1950, a cidade era acessada pela Rua Brasil, que fazia parte da Estrada Mestre, aberta pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná – CMNP, empresa que colonizou nossa região. Atualmente a Rua Brasil é denominada Rua Mitsuzo Taguchi.


Em verde, o Plano Original da Cidade de Maringá. Em branco, a área da atual Zona Fiscal 8, situada a leste da cidade. O mapa mostra as principais vias de acesso à região, durante as décadas de 1940 e 1950.

No final da década de 1940, nessa região da cidade, a CMNP reservou algumas áreas para fins específicos.

A primeira destas áreas, com 90 alqueires paulistas, foi destinada à implantação do aeroporto. 


A CMNP reservou uma área de 90 alqueires paulistas, em azul, para a implantação do aeroporto. Note-se que, atualmente, parte dessa área pertence à Zona Fiscal 8, cujo perímetro aparece em branco.

A CMNP também projetou dois loteamentos fora do Plano Original da Cidade, para a implantação de chácaras, com o propósito de formar um cinturão verde, cujo objetivo era o da produção e fornecimento de produtos hortifrutigranjeiros. 


Em amarelo e laranja, aparecem os dois loteamentos de chácaras empreendidos pela CMNP. As vendas desses lotes ocorreram entre os anos de 1948 e 1950. A CMNP manteve alguns lotes como reserva técnica, para serem comercializados nas décadas seguintes, a fim de atender às demandas de novos investidores. O acesso a essas chácaras era feito pelas seguintes estradas:
Estrada MA-512, atualmente denominada Avenida Londrina; 
Estrada MA-500, atualmente denominada Avenida Guedner;
Avenida Beckmann, atualmente denominada Avenida Presidente Juscelino Kubitschek; 
Estrada Gurucaia, atualmente subdividida em dois trechos, denominados de Avenida São Paulo e Rua José Moreno Júnior; 
Avenida Laguna; e 
Avenida Tuiuti.

Entre os loteamentos de chácaras e o Plano Original da Cidade, a CMNP reservou uma grande área que, no futuro, poderia contribuir para o processo de expansão urbana de Maringá.


Em rosa escuro, vê-se a área reservada pela CMNP visando ao futuro processo de expansão urbana de Maringá. A área era delimitada pelos córregos Merlo, em azul escuro, e Moscados, em azul claro; pelas avenidas Beckmann e Laguna e pela Estrada MA-500 (atual Avenida Guedner), que era uma das estradas que davam acesso às chácaras da região. 

Em rosa escuro, vê-se a área reservada pela CMNP visando ao futuro processo de expansão urbana de Maringá. A área era delimitada pelos córregos Merlo, em azul escuro, e Moscados, em azul claro; pelas avenidas Beckmann e Laguna e pela Estrada MA-500 (atual Avenida Guedner), que era uma das estradas que davam acesso às chácaras da região. 


O campo de pouso, em cinza escuro, foi construído pela CMNP dentro da área de 90 alqueires (em azul claro), destinada à implantação do aeroporto. Foi inaugurado em 18/09/1949.

Logo, porém, percebeu-se que o traçado do campo de pouso não era o mais adequado e, por esta razão, a CMNP decidiu construir um novo aeródromo que fosse mais seguro para pousos e decolagens.

O novo aeródromo começou a ser usado em meados de 1951. No dia 08/06/1951, o avião prefixo PP-YPS, pilotado pelo comandante Ary Fleming, tornou-se a primeira aeronave da empresa Real Transportes Aéreos a pousar em Maringá. Trazia o governador Bento Munhoz da Rocha Netto, o comandante Lineu Gomes, sócio proprietário da Real, e diretores da CMNP. Possivelmente foi o primeiro vôo comercial a pousar na nova pista, recém construída pela CMNP, em substituição ao primeiro campo de pouso. O novo aeroporto foi denominado Aeroporto Doutor Gastão Vidigal, em homenagem a um dos sócios controladores da CMNP.


Em verde escuro, a área do novo aeródromo, construído em substituição ao antigo campo de pouso, em cinza escuro. Note-se que a área do novo aeroporto ficou de fora do território da atual Zona Fiscal 8, cujo perímetro aparece em branco.

Com o início das operações do Aeroporto Doutor Gastão Vidigal, o primeiro campo de pouso foi desativado pela CMNP. A área de 90 alqueires paulistas, anteriormente reservada pela CMNP para o aeródromo, foi então subdividida em três partes:
a área do aeroporto, propriamente dita;
a área remanescente a leste, transformada em Fazenda da CMNP; e
a área remanescente a oeste, transformada em reserva técnica para futuros empreendimentos da CMNP.


Em 1951, a antiga área de 90 alqueires foi subdivida em três partes: a área do Aeroporto Doutor Gastão Vidigal (em verde escuro); a área remanescente a leste, transformada em Fazenda da CMNP (em roxo); e a área remanescente a oeste (em rosa claro), transformada em reserva técnica para futuros empreendimentos da CMNP.

Em 14/11/1951, Maringá foi elevada a município, o que provocou novo surto de desenvolvimento na cidade. A CMNP então decidiu lotear parte das reservas técnicas que detinha na região e implantou o bairro denominado Zona 8.


Em cinza, o loteamento denominado Zona 8, empreendido pela CMNP, que se valeu de partes de suas reservas técnicas, em rosa escuro e rosa claro.

Em 02/02/1952, a CMNP doou o Lote nº 445, com área de 5 alqueires paulistas, para o Governo do Estado do Paraná. Este lote fazia parte da área de reserva técnica mantida pela CMNP, para o processo de expansão da cidade. Neste local, o Governo do Estado do Paraná implantou, em 01/03/1956, o Curso Normal Regional.

Com o passar dos anos, o Curso Normal Regional passaria por diversas transformações:
Em 1960, foi denominado Escola Normal de Grau Ginasial Eduardo Claparède;
Em março de 1964, passou a ser denominado Ginásio Estadual da Vila Operária;
Em agosto de 1964, passou a ser denominado Ginásio João XXIII;
Em 1969, recebeu o nome de Colégio Estadual João XXIII;
Em dezembro/1975, foi transformado em Complexo Escolar João XXIII, composto por 4 escolas:
Colégio Estadual João XXIII;
Grupo Escolar Anita Garibaldi;
Grupo Escolar Marco Antonio Pimenta;
Grupo Escolar Campos Salles.
Em 1980, o Grupo Escolar Anita Garibaldi foi incorporado ao Colégio Estadual João XXIII; e
Em 2019, foi transformado em 4º Colégio da Polícia Militar do Paraná.


Em branco, a área de 5 alqueires paulistas, doada pela CMNP ao Governo do Paraná, onde foi implantado o Curso Normal Regional. 

Em 31/01/1954, foi inaugurado o trecho ferroviário entre Apucarana e Maringá, que iria contribuir para um novo impulso de progresso econômico da região. No mesmo dia, foi inaugurada a primeira Estação Ferroviária da cidade.


Em preto, o traçado da ferrovia, que tangenciou, ao norte, toda a antiga área reservada ao aeroporto, incluindo o território da atual Zona Fiscal 8 (contorno em branco).

A ferrovia atraiu diversas empresas para Maringá. Algumas delas passaram a ocupar parte do remanescente da área destinada ao aeroporto, que se tornara reserva técnica da CMNP. 

Uma dessas empresas foi a Anderson, Clayton & Co. S/A, empresa que comercializava e beneficiava café, algodão e outros produtos agrícolas, e que ocupou uma área de 43.011,00 m², composta por dois lotes, ao lado da ferrovia – o primeiro adquirido em 23/02/1953 e outro em 31/08/1957. 

No futuro, depois que a empresa deixou de operar em Maringá, tal área viria a ser ocupada, sucessivamente, pela Garagem da Prefeitura e pelo Terminal Rodoviário Vereador Jamil Josepetti, que começou a operar em 10/11/1998.


Em azul claro, a área vendida pela CMNP à empresa Anderson, Clayton & Co. S/A, entre 1953 e 1957.

Em 06/05/1955, a CMNP vendeu para a Igreja Adventista da Promessa o lote nº 11, da Quadra 14, do loteamento Zona 8, com área de 600 m², situado na Rua Cariovaldo Ferreira, nº 102. Ali, foi erguido um templo que resiste até os tempos atuais. Foi o primeiro templo religioso construído na Zona Fiscal 8. 


Em verde claro, o lote onde foi construído o templo da Igreja Adventista da Promessa, situado na Rua Cariovaldo Ferreira, em amarelo, no loteamento Zona 8, em cinza escuro.

Em 09/10/1957, a área do novo aeroporto foi entregue oficialmente pela CMNP ao Ministério da Aeronáutica, ocasião em que se tornou de domínio da União Federal. 


Em verde, a área do Aeroporto Doutor Gastão Vidigal, transferida da CMNP para o Ministério da Aeronáutica.

Com a inauguração do novo Aeroporto Regional de Maringá, ocorrida em 16/09/2000, atualmente denominado Aeroporto Regional de Maringá – Silvio Name Júnior, o Aeroporto Doutor Gastão Vidigal deixou de operar, sendo desativado definitivamente em 27/06/2001. 

Atualmente, na área do antigo Aeroporto Doutor Gastão Vidigal, de 796.774,92 m², equivalente a 32,92 alqueires paulistas, que continua de domínio da União Federal, está sendo implantado o bairro Centro Cívico, loteamento aprovado pela prefeitura em 04/11/2013, destinado a edifícios de órgãos públicos federais, estaduais e municipais.

Quanto à área da Fazenda da CMNP, desde 1952 aquela empresa havia iniciado o plantio de diversas variedades de café. Um de seus objetivos era colocar o cafezal ao alcance visual dos investidores que ali chegassem por via aérea.  

Através das décadas, pequenas porções da Fazenda da CMNP foram vendidas ou doadas, onde foram implantadas chácaras e um dos armazéns do Instituto Brasileiro do Café – IBC. Atualmente, na área remanescente da Fazenda da CMNP, está sendo implantado o empreendimento denominado Eurogarden, loteamento autorizado pela prefeitura em 23/07/2014, com área total de 583.816,89 m², equivalente a 24,12 alqueires paulistas.

Importante salientar que os loteamentos Eurogarden e Centro Cívico atualmente pertencem à Zona Fiscal 38.


O mapa mostra a área da Fazenda da CMNP, que através das décadas foi sendo subdividida. Em laranja, vê-se a área doada em 1966 ao Instituto Brasileiro do Café – IBC, que ali instalou, no mesmo ano, sua segunda unidade de armazenamento na cidade. Em roxo, as áreas de chácaras destacadas da Fazenda da CMNP e alienadas a terceiros. Em amarelo, a área remanescente da Fazenda, onde atualmente está sendo implantado o empreendimento EuroGarden.

Depois do desmembramento da área original reservada ao aeroporto, a atual Zona Fiscal 8 passou a ser formada por duas grandes áreas de reserva técnica de propriedade da CMNP, que seriam urbanizadas nos anos seguintes. 


Neste mapa vê-se o perímetro atual da Zona Fiscal 8, em branco, contendo as duas áreas preservadas pela CMNP:
a área de reserva técnica, em rosa escuro, próxima ao Córrego Moscados; e 
o remanescente da área original reservada ao aeroporto, em rosa claro.

Depois que a CMNP transferiu a área do Aeroporto Doutor Gastão Vidigal ao Ministério da Aeronáutica, em 09/10/1957, aquela empresa implementou um loteamento no remanescente da área original do aeroporto, que foi denominado Zona 8 – Parte 2. 


Em azul escuro, o loteamento Zona 8 – Parte 2, empreendimento da CMNP, realizado em 1957. À época a empresa ainda detinha as áreas de reserva técnica, em rosa escuro e rosa claro.

Em 14/02/1958, a CMNP doou uma área, com 27.225,00 m², à Sociedade Civil dos Irmãos da Misericórdia de Maria Auxiliadora de Maringá, que haviam chegado à cidade em 18/09/1953, e que ajudaram a fundar a Santa Casa de Maringá, em 12/06/1954. 


Em roxo, a área doada pela CMNP à Sociedade Civil dos Irmãos da Misericórdia de Maria Auxiliadora de Maringá, onde seriam construídos o Noviciado e a Capela São Luiz Gonzaga.

O Noviciado São Luiz Gonzaga deixou de existir nesta área. Atualmente, em suas antigas instalações funciona o Hostel SLG. A Capela São Luiz Gonzaga costuma ser locada para celebrações de casamentos.

Em 1959, a CMNP subdividiu uma de suas áreas de reserva técnica em 34 chácaras, vendidas a terceiros, entre 16/06/1959 e 22/10/1959. 


Em azul mais claro, o loteamento de chácaras empreendido pela CMNP em 1959, acessado pela Avenida Monteiro Lobato e localizado entre os córregos Moscados e Merlo.

Em 14/09/1959, a CMNP doou uma área de 47.250 m² ao Instituto Brasileiro do Café – IBC, que ali construiu, em 1960, sua primeira unidade armazenadora de café em Maringá. 


Em amarelo, no alto da imagem, vê-se a área doada pela CMNP ao Instituto Brasileiro do Café, situada às margens da ferrovia.

Em 20/11/1962, a prefeitura emitiu alvará autorizando a implantação do Jardim Santa Rita, desdobramento do loteamento de chácaras anteriormente vendidas a terceiros, pela CMNP. Este loteamento foi um empreendimento de Joaquim Araújo, tendo o engenheiro Oberon Floriano Dittert como o autor do projeto.


Localização do Jardim Santa Rita, autorizado pela prefeitura em 20/11/1962.

Em 31/08/1963, o paraibano Raimundo Bezerra de Souza adquiriu, de terceiros, o lote nº 20, da Quadra 10, do loteamento Zona 8. Ali instalou sua residência e a Mercearia Raimundo, que há 62 anos atende aos moradores do bairro. Trata-se de um dos estabelecimentos comerciais mais longevos da Zona Fiscal 8. Raimundo faleceu em 02/11/2006, aos 75 anos de idade, mas a família continua administrando o estabelecimento.


Localização da Mercearia Raimundo, na esquina da Avenida Monteiro Lobato, nº 648, com a Travessa Liberdade, nº 238.

Em 17/07/1964, a CMNP doou o Lote nº 456, com 2 alqueires paulistas, para a Prefeitura Municipal de Maringá, que ali instalou o novo depósito de lixo da cidade, em substituição ao depósito localizado no final da Rua Martin Afonso. Duas décadas depois, em 19/08/1988, este lote foi doado para uma instituição de ensino, depois transformada em UniCesumar.


Localização do Lote nº 456, com 2 alqueires paulistas, onde foi implantado o novo depósito de lixo da cidade e que, décadas depois, seria ocupado pela UniCesumar. 

Nos anos seguintes, duas importantes entidades beneficentes se instalaram na Zona Fiscal 8:
o Lar Betânia, fundado em 17/07/1965, pela Igreja Missionária Central de Maringá e pela pioneira Maria Arlene de Lima. A entidade foi instalada no Lote nº 451, com 60.500 m², na atual Avenida Guedner, nº 1032; e
o Lar dos Velhinhos, fundado em 08/05/1966, pelo Rotary Clube de Maringá, tendo à frente o pioneiro Vanor Henriques, e pela Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. A entidade foi instalada em uma área de 9.540 m², doada pela CMNP à Obra Cultural e Social José do Patrocínio, dirigida pela Congregação. A entidade localiza-se na Rua Ponta Grossa, nº 70, na esquina com a Avenida Londrina.


Localização das entidades beneficentes Lar Betânia e Lar dos Velhinhos.

Em 13/01/1965, a CMNP doou para a Mitra Diocesana um terreno de 2.090,00 m² na Praça das Américas, situada no loteamento Zona 8 – Parte 2, para ali construir uma capela. Porém, como aquela região ainda era pouco urbanizada, a comunidade decidiu construir a capela em outro terreno, também doado pela CMNP, na esquina das atuais avenidas Monteiro Lobato e Guedner. A capela, de madeira, ficou pronta em meados de 1966 e recebeu o nome de Capela São Miguel. À época, já era conhecida como a Igreja do Aeroporto.

Em julho/1969, as tábuas da recém demolida Igreja São José foram utilizadas para construir o novo prédio da Capela São Miguel, agora no terreno da Praça das Américas. A construção, cuja fachada foi feita com tijolos, ficou pronta no início de 1971.

Em 23/11/1975, foi criada a Paróquia São Miguel Arcanjo, no Bairro Aeroporto. Foi desmembrada do território da Paróquia São José Operário.

O prédio da Igreja Matriz da Paróquia São Miguel Arcanjo, feito de tijolos e madeira, foi demolido em 1993.  As cerimônias passaram a ser realizadas no Salão Paroquial. Em 17/07/1994, foi feito o lançamento da pedra fundamental do novo prédio da igreja matriz, inaugurada em 20/08/1995.


Localização da Capela São Miguel, em rosa escuro, e da Igreja Matriz da Paróquia São Miguel Arcanjo.

Em 24/01/1972, a Família Okamoto, proprietária da empresa Transporte Coletivo Cidade Canção Ltda. – TCCC, fundada em 26/09/1962, adquiriu um amplo terreno na Avenida Monteiro Lobato, para ali instalar a sede, as garagens e as oficinas da empresa.

Em maio/1975, o controle acionário da empresa foi adquirido pelo Grupo Constantino, que continuou os investimentos no local.

Com o passar das décadas, o terreno foi sendo ampliado e novas instalações foram construídas, para abrigar a crescente frota de ônibus da empresa.


Localização das instalações da empresa TCCC.

Em 15/04/1975, a CMNP vendeu o lote nº 490 para o Clube da Justiça de Maringá, que ali instalou sua sede social.  Aquela entidade esportiva e recreativa havia sido fundada em 28/08/1974. A Assembleia de sua fundação foi presidida por Francisco de Paula Xavier Filho. A primeira diretoria eleita foi assim composta: 
Presidente: Silvio Name;
Vice-Presidente: Waldemar Furlan;
Primeiro Secretário: Leonildo Buzo;
Segundo Secretário: Irivaldo Joaquim de Souza;
Primeiro Tesoureiro: Milton Plácido de Castro;
Segundo Tesoureiro: Aníbal Bim Sobrinho.


O Clube da Justiça de Maringá, em amarelo, manteve-se na Avenida Guedner até 2006, quando o terreno de sua sede foi vendido a terceiros, que ali construíram o Condomínio Edifício Cidade Universitária, situado na Avenida Guedner, nº 1571.

Em 27/11/1975, a CMNP doou ao Estado do Paraná uma área de 3.015 m², destinada à construção do novo prédio do Grupo Escolar Campos Salles.

O Grupo Escolar Campos Salles teve origem na Escola Isolada da Vila Nova, instalada no Bairro Vila Nova. Em 1968, sua denominação foi alterada para Grupo Escolar Campos Salles e, em 1976, para Escola Estadual Campos Salles. Em 02/09/2008, a instituição foi municipalizada, alterando sua denominação para Escola Municipal Campos Salles – Ensino Fundamental.


Localização do novo prédio do Grupo Escolar Campos Salles, na Avenida Doutor Gastão Vidigal, nº 25.

Em 30/05/1976, dez anos depois da fundação do Lar dos Velhinhos, a Colônia Japonesa fundou a Associação Paranaense de Amparo às Pessoas Idosas – Asilo Wajunkai, construindo suas instalações em um amplo terreno na Avenida Londrina, que atualmente conta com área de 15.990,57 m².


Localização do Asilo Wajunkai, construído e mantido pela Colônia Japonesa.

Em 18/03/1977, a prefeitura emitiu alvará autorizando a implantação do loteamento Vila Rica, com área total de 27.130,25 m². Boa parte desta área era formada pelo lote nº 480-A, com 22.167,20 m², equivalente a 0,916 alqueire paulista, que havia sido vendido pela CMNP ao pioneiro Odwaldo  Bueno Netto, em 03/06/1954. Neste lote ficava a residência da família Bueno Netto, situada a cerca de 200 metros do Aeroporto Doutor Gastão Vidigal, onde os filhos Carlos Eduardo e Christopher Peter mantinham a Transportes Aéreos Maringá – TAMA, empresa que, entre os anos 1950 e 1959, prestava serviços de taxi aéreo.


Localização do loteamento Vila Rica.

Em 11/10/1977, mais uma entidade beneficente instalou-se na região. Trata-se do Recanto Espírita Somos Todos Irmãos – RESTI, criado pela Associação Espírita de Maringá – AMEM.   A entidade foi instalada no Lote nº 491, com área de 0,50 alqueire paulista, que, em 10/03/1970, havia sido doado pela CMNP ao Instituto Educacional Leopoldo Machado, ligado à comunidade espírita maringaense.


Localização do Recanto Espírita Somos Todos Irmãos – RESTI.

Em 17/11/1977, a prefeitura emitiu alvará autorizando a implantação do bairro denominado “Zona 8 – Ampliação”, com área total de 160.942,00 m², fruto do loteamento da ultima grande reserva técnica da CMNP, remanescente da área original do aeroporto.


Localização do bairro “Zona 8 – Ampliação”, em azul claro, empreendido pela CMNP. 

Em 24/04/1980, o lote nº 445, com área de 5 alqueires paulistas, que a CMNP havia doado para o Governo do Estado do Paraná, e que abrigava até então o Colégio João XXIII, foi assim subdividido:
0,97404 alqueire paulista para o Colégio João XXIII, atualmente ocupado pelo    4º Colégio da Polícia Militar do Paraná ; e
4,02596 alqueires paulistas para o Departamento de Estradas de Rodagem – DER, que ali instalou a sua Superintendência Regional Noroeste.


O mapa mostra os dois lotes que tiveram origem pela subdivisão do lote nº 445 e a localização da unidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná.

Em 14/05/1982, a Associação Norte Paranaense de Reabilitação – ANPR, entidade fundada em 23/07/1963, transferiu sua sede do centro da cidade para a Zona Fiscal 8, após se unir ao Instituto Paranaense de Reabilitação – IPAR, fundado, em 05/04/1967,  por Eugênia Coutinho Meller.

Um ano depois, a Colônia Japonesa inaugurou o Templo Budista Jodoshu Nippakuji, inaugurado em 29/05/1983. 


Localização do terreno da atual sede da ANPR, em verde claro, e do Templo Budista Jodoshu Nippakuji, situado na mesma área onde está instalado o Asilo Wajunkai, em rosa.

Em 05/05/1984, foi criado o Centro Municipal de Educação Infantil – CMEI João XXIII, que passou a ocupar parte das instalações do então Colégio Estadual João XXIII. Em 1990, sua sede foi transferida para um novo prédio, construído na Rua da Liberdade, nº 299, no Jardim Santa Mônica, loteamento que viria a ser autorizado pela prefeitura em 01/04/1985.


Localização do CMEI João XXIII, em amarelo, próximo ao então Colégio Estadual João XXIII, em branco. A imagem mostra também as avenidas Monteiro Lobato, em azul, Guedner, em verde, e Londrina, em vermelho.

Em 01/04/1985, a prefeitura emitiu alvará autorizando a implantação do Jardim Santa Mônica, com área de 24.200 m², a partir do loteamento das chácaras nº 469 e 476, adquiridas da CMNP pela Imobiliária Sol Ltda., em 17/02/1983, situadas entre o terreno da TCCC, o Jardim Santa Rita e o Asilo Wajunkai.

No mesmo ano, em 01/08/1985, a prefeitura emitiu alvará autorizando a implantação da Vila Cristino, implantada em uma área de 20.000 m², que fazia parte da área anteriormente ocupada pela empresa Anderson, Clayton & Co. S/A, situada entre a ferrovia e a Avenida Centenário.


Localização do Jardim Santa Mônica e da Vila Cristino, autorizadas pela prefeitura em 1985. 

Em 11/10/1985 foi inaugurada, durante a gestão do presidente Mauro Zanini Rosseto, a nova sede da Associação Maringaense dos Engenheiros Agrônomos – AMEA, entidade fundada em abril de 1969 e que, até então, estava sediada no centro da cidade.


Em rosa, a sede da AMEA, situada entre a Avenida Doutor Gastão Vidigal (em verde) e a Avenida Londrina (em vermelho), junto à Praça Jutsuji Fujiwara, em amarelo.

Em 05/10/1987, o lote nº 466, com área de 11.700 m², situado na Avenida Guedner, foi adquirido pela Cooperativa de Consumo dos Funcionários do Banco do Brasil em Maringá Ltda. – Coofbram, entidade fundada em 28/05/1983, por 68 cooperados. Quando da aquisição do terreno, a entidade já contava com 1.409 associados e 24 funcionários. Ali foi construída a primeira sede própria da cooperativa, inaugurada em 28/05/1988.

Em novembro/1991, após ampliações, a área construída chegou a 2.520 m². A Coofbram já contava com 47 funcionários, que atendiam 2.168 cooperados residentes em 61 municípios da região.

Nessa época, a cooperativa começou a atender aos funcionários do Banco Nacional de Crédito Cooperativo – BNCC, Caixa Econômica Federal, Banespa e Banestado.

Após o advento do Plano Real, lançado em 27/02/1994, diversas reformas econômicas foram feitas no país, provocando dificuldades para as cooperativas brasileiras. Foi o caso da Coofbram, cuja liquidação foi decidida pelos seus cooperados em 08/04/2000. O imóvel da Av. Guedner foi vendido para a empresa Costa & Pugliese Ltda., que ali implantou a indústria de confecções KNT Jeans Wear. Em 2018, o lote foi vendido para a Construtora A. Yoshii, que subdividiu o terreno para implantação de edifícios residenciais.


Abril/2012 – Em branco, o lote nº 466 com as instalações da Coofbram, depois utilizadas pela empresa KNT Jeans Wear. Atualmente em um dos lotes subdivididos está construído o Edifício Positano Residenza. 

Em 1987, a nova sede do Clube do Vovô começou a ser construída na esquina da Avenida Laguna com a Travessa Spartaco Bambi, no loteamento Zona 8. A entidade havia sido fundada em 04/10/1978, tendo como seu primeiro presidente Honorato Vecchi. Sua primeira sede foi instalada na Avenida Tiradentes, nº 202. Depois, mudou-se para a Avenida Paissandu, nº 353 e, mais tarde, para o nº 457 da mesma avenida, na Zona Fiscal 3. No final da década de 1980, a entidade mudou-se para sua sede própria, na Avenida Laguna, nº 1796.


Em amarelo, a localização atual do Clube do Vovô, na esquina da Avenida Laguna, em vermelho, com a Travessa Spartaco Bambi, em azul. Na imagem também aparece a Avenida Monteiro Lobato, em verde.

Em 10/08/1988, foi fundado o Colégio Objetivo, que seria instalado no Lote nº 456, de 2 alqueires paulistas, doado pela prefeitura e que, não muito tempo antes, servira como depósito de lixo da cidade.

Dois anos depois, em 1990, os sócios do Colégio Objetivo fundaram as Faculdades Integradas de Maringá – FAIMAR, depois transformadas em Centro Universitário de Maringá – CESUMAR e, posteriormente, em Universidade Cesumar - UniCesumar. A nova instituição passou a ocupar o mesmo lote nº 456 e, com o passar do tempo, foi ampliando as suas atividades a ponto de adquirir os lotes vizinhos, ocupando atualmente uma área de cerca de 205.700 m², equivalente a 8,5 alqueires paulistas. 


Localização do Campus Central da UniCesumar, que ocupa uma área aproximada de 205.700 m².

Em 1989, foi construído o prédio onde foi instalado o 4º Distrito Policial de Maringá, localizado na Avenida Monteiro Lobato, nº 1230, na Zona Fiscal 8, em funcionamento até a atualidade. No final da década de 2000, o 5º Distrito Policial também foi assentado no mesmo endereço.


Localização dos 4º e 5º Distritos Policiais de Maringá.

A UniCesumar foi um grande catalisador do desenvolvimento de toda a Zona Fiscal 8. Boa parte de sua comunidade acadêmica passou a residir ou consumir produtos e serviços em estabelecimentos instalados naquela região.

Porém, ainda no início da década de 1990, boa parte da Zona Fiscal 8, principalmente as regiões de chácaras, ainda tinha baixa ocupação populacional. Muitas das chácaras haviam sido convertidas em chácaras de lazer ou de moradia, deixando de ser, com o tempo, produtora de hortifrutigranjeiros. 

A partir de 1994, começaram a ser implantados diversos condomínios residenciais horizontais na Zona Fiscal 8, construídos ao longo das avenidas Guedner e Londrina, a saber: 

Condomínio Deltaville 2;
Condomínio Deltaville 1;
Condomínio Residencial Paço d´Arcos;
Condomínio Residencial Petit Village;
Condomínio Nashiville Residence;
Condomínio Horizontal Cesular Pousada Universitária;
Condomínio Residencial Mont Blanc (antigo Dos Nobres);
Condomínio Morada do Lago; e
Condomínio Wilson Mattos.


Os pontos pretos mostram a localização dos condomínios residenciais horizontais, construídos ao longo das avenidas Guedner (em verde) e Londrina (em amarelo), implantados na Zona Fiscal 8, a partir de 1994.

Em 03/04/1998, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição inaugurou a Capela Madre Paulina, um belo templo religioso construído no terreno do Lar dos Velhinhos, em homenagem à fundadora da Congregação, canonizada pelo Papa João Paulo II, em 19/05/2002.

Em 10/11/1998, o Terminal Rodoviário Vereador Jamil Josepetti começou a operar. Ao lado, foi construído o Posto de Bombeiros Militar, subordinado ao 1º Subgrupamento de Bombeiros de Maringá e vinculado ao 5º Grupamento de Bombeiros.  Em meados da década de 2020, o posto foi desativado. Em 25/05/2025, o prédio passou a ser ocupado pelo 4º Comando Regional de Bombeiro Militar, criado, em 31/03/2025, para supervisionar o 5º Batalhão (Maringá) e as 2ª, 4ª e 5ª Companhias Independentes de Umuarama, Cianorte e Paranavaí, respectivamente.


Localização da Capela Madre Paulina, do Terminal Rodoviário Vereador Jamil Josepetti e do 4º Comando Regional de Bombeiro Militar. 

Em 23/11/1998, foi fundada a Associação dos Funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Maringá, que instalou sua sede social e recreativa no lote nº 601, com área de 13.080,00 m², localizado na Rua Atalaia, nº 66, na Zona Fiscal 8.


Em amarelo, a sede da Associação dos Funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Maringá, na Zona Fiscal 8.

A partir do início da década de 2000, teve início a construção de pequenos edifícios residenciais, próximos à UniCesumar. Na década seguinte, a região começou a ser disputada por grandes empresas incorporadoras e construtoras, que passaram a construir altos edifícios residenciais, a maioria situada entre as avenidas Londrina e Guedner. 


A seguir, a relação dos 44 edifícios existentes atualmente na Zona Fiscal 8: 

a) Localizados na Avenida Guedner, no sentido centro-bairro:
Edifício Positano Residenza;
Edifício Seen, em construção;
Edifício Gaia, cuja construção iniciará em breve;
Edifício Maison Montalcino;
Edifício Horizon, em fase de acabamento;
Edifício Landscape;
Edifício Terraço Bela Vista, o primeiro alto edifício da região;
Edifício Maison Portofino;
Edifício Maison Victória;
Condomínio Cesular Flat Universitário;
Condomínio Mirante do Vale, cuja construção ficou paralisada por muitos anos; e
Edifício Cidade Universitária.

b) Localizados na Avenida Londrina, no sentido centro-bairro:
Edifício Giardini, cuja construção terá início em breve;
Edifício Aerie, em construção;
Edifício Blend;
Edifício Connect Studios;
Residencial Eldorado, conjunto de pequenos edifícios residenciais que foi o primeiro empreendimento da espécie na Zona Fiscal 8;
Edifício Brisas Bella Città Residence Club;
Edifício Cosmopolitan, em construção;
Edifício Spazio Montegui;
Edifício NYC; e
Edifício Residencial Orion.

c) Localizados na Avenida Doutor Gastão Vidigal, no sentido centro-bairro:
Edifício Ísola Gomes;
Edifício Z8, tipo comercial;
Edifício Green Tower Centro Empresarial;
Edifício Centro Empresarial Madison; e
Edifício Haus 44 Residence, tipo residencial.

d) Localizados na Rua Cambira:
Edifício Misano Residenza; e
Edifício Vision, em fase de acabamento. 

e) Localizados na região da Rua São Cristóvão:
Edifício Omni, em construção; e 
Edifício Ilios.

f) Localizados na região da Avenida Monteiro Lobato:
Edifício Belíssimo Ingá;
Edifício Alto do Ingá;
Edifício Real Village;
Edifício Recanto do Ingá;
Edifício Recanto dos Ypês; e
Edifício Manhattan Z3.

g) Localizados na Travessa Liberdade:
Edifício Santorini;
Edifício Munique;
Edifício Residencial Traveza;
Edifício Spázio Madagascar; e
Edifício Platinum Liberdade.

h) Localizado na Rua Cariovaldo Ferreira:
Edifício Residencial Ricare.

i) Localizado na Rua Nova Esperança:
Edifício Residencial Canto, em construção.


Os pontos vermelhos mostram a localização dos edifícios construídos na Zona Fiscal 8, principalmente a partir do início da década de 2000, ao longo das avenidas Guedner (em verde claro), Londrina (em amarelo), Doutor Gastão Vidigal (em verde escuro), Monteiro Lobato (em azul claro); e Travessa Liberdade (em preto).

A partir do final da década de 2000, diversos escritórios de advocacia migraram do centro da cidade para a Zona Fiscal 8,  principalmente ao longo da Avenida Doutor Gastão Vidigal, atraídos pelas inaugurações dos novos prédios do Fórum Trabalhista, em maio de 2009, e do Fórum Eleitoral, em 30/11/2012, ambos construídos no Centro Cívico.

Desde 2005, a Escola de Segurança Maringá, criada em 09 de março daquele ano, está instalada no Lote 459-A, situado na Avenida Guedner, nº 1232, onde são desenvolvidos cursos de formação de vigilantes e outros treinamentos voltados à área de segurança.


Localização da Escola de Segurança Maringá.

Em 2007, a Associação Viva a Vida - AVIDA transferiu sua sede para a Rua Setúbal, nº 183, no loteamento Zona 8. A entidade havia sido fundada em 02/03/2001 e mantinha sua sede na Praça Emiliano Perneta, ocupando algumas instalações da Paróquia São José Operário, na Zona Fiscal 3. Tem como finalidade atender famílias realizando atividades que envolvem desde a criança até a terceira idade.


Em rosa, a localização da entidade Viva a Vida, situada na Rua Setúbal, nº 183.

Em 15/06/2007, foi inaugurada a Unidade Básica de Saúde – UBS Aclimação, situada no Bloco nº 5 do Campus da UniCesumar, fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Maringá e o então Centro Universitário Cesumar.

Desde 2007, a Procuradoria do Trabalho do Município de Maringá, unidade subordinada à Procuradoria Regional do Trabalho da 9ª Região, do Ministério Público do Trabalho no Paraná – MPT-PR, está instalada na Avenida Centenário, nº 116, no mesmo lote onde estava instalado o Armazém 1 do IBC em Maringá.

Em 06/12/2010, foi inaugurada a fábrica da Eden Beer, primeira cervejaria artesanal de Maringá, situada na Avenida Laguna, nº 1540, na Zona Fiscal 8. Em 25/05/2024, a empresa inaugurou sua nova fábrica, situada no Parque Cidade Industrial Felizardo Meneguetti.

Em janeiro/2012, foram inauguradas as novas instalações da Incubadora Tecnológica de Maringá, que passou a ocupar parte dos barrocões do extinto Instituto Brasileiro do Café – IBC, situados na Avenida Centenário. Nascida, em agosto/1996, como Centro Doftex Genesis de Maringá, a Incubadora Tecnológica de Maringá foi criada em março/2000, no Campus da Universidade Estadual de Maringá – UEM. Atualmente, a Incubadora é a mantenedora e responsável pela gestão do Parque Tecnológico Maringatech, instalado no mesmo local. 

Ainda em 2012, a Prefeitura de Maringá passou a ocupar parte dos mesmos barracões para a instalação de sua Central de Compras e de seu Almoxarifado, atualmente administrados pela Secretaria Municipal de Logística e Compras – SELOG.

Em dezembro de 2013, a Guarda Municipal de Maringá transferiu sua sede do Parque do Ingá para um imóvel situado na Avenida Doutor Gastão Vidigal, nº 55, que anteriormente havia sido ocupado pela Fundação Nacional de Saúde – FUNASA, durante a década de 1980. A Guarda Municipal de Maringá, criada em 28/08/2007, ficou sediada neste imóvel até fevereiro/2019, quando se transferiu para a Rua Fernão Dias, nº 688.

Em 04/05/2018, foi inaugurada da nova sede do 3° Comando Regional de Polícia Militar – 3º CRPM, localizada na Avenida Guedner, nº 1218, órgão responsável pela coordenação de sete unidades operacionais localizadas em Maringá, Cruzeiro do Oeste, Paranavaí, Campo Mourão, Umuarama, Loanda e Cianorte.

Em dezembro de 2023, a Escola São Luiz Gonzaga – Educação Infantil e Ensino Fundamental, criada oficialmente naquele ano, foi instalada em um imóvel situado na Avenida Monteiro Lobato, nº 1779. A escola é mantida pelo Instituto São Roberto Belarmino, fundado, em Maringá, em 06/04/2018.

Em dezembro de 2024, a sede da Casa Luanda – Associação Afro Cultural foi instalada em um imóvel da União Federal, situado na Avenida Doutor Gastão Vidigal, nº 55. A entidade, fundada em dezembro/2022, tem como objetivo a manutenção e a transmissão das culturas afropopulares. Anteriormente, este espaço havia sido ocupado pela Guarda Municipal de Maringá.

Em 23/09/2025, as instalações da Procuradoria da República no Município de Maringá, do Ministério Público Federal, criada em 05/05/1995, migrou do centro da cidade para Zona Fiscal 8, instalada em um novo prédio construído na Avenida Centenário, nº 105.


Em vermelho, a localização de entidades e órgãos governamentais instalados na Zona Fiscal 8, entre os anos de 2007 e 2025.


Em vermelho, a localização de empresas e órgãos governamentais instalados na Zona Fiscal 8, entre os anos de 2007 e 2023.

Na Zona Fiscal 8 há três praças públicas.


Praças situadas dentro do território da Zona Fiscal 8. A Praça Salgado Filho localiza-se na Avenida Doutor Gastão Vidigal, em frente à antiga Estação de Passageiros do extinto Aeroporto Regional Doutor Gastão Vidigal. A Praça das Américas está situada na Rua São Cristóvão e abriga em seu interior a Igreja Matriz da Paróquia São Miguel Arcanjo. Já a Praça Jitsuji Fujiwara situa-se na confluência da Avenida Doutor Gastão Vidigal com a Rua Cambira.

Na Zona Fiscal 8 há também templos religiosos de diversas denominações.


Localização dos templos religiosos atualmente existentes na Zona Fiscal 8, catalogados pelo autor.

A Zona Fiscal 8 também conta com a Reserva Florestal do Córrego Moscados, também denominada Zona de Proteção nº 19, formada pelo Lote nº 450, com área total de  24.612,00 m², de propriedade de Leal Peres & Cia. Ltda.


Localização da Reserva Florestal do Córrego Moscados.

Atualmente, o território da Zona Fiscal 8 encontra-se bem ocupado, porém há áreas com baixa densidade demográfica, principalmente na margem direita do Córrego Merlo, região formada por 24 chácaras, com áreas variando entre 2.490  a 19.118 m², situadas ao longo da Avenida Monteiro Lobato.

Há, ainda, diversos lotes de chácaras que se constituem em reserva técnica de empresas incorporadoras e construtoras, principalmente ao longo das avenidas Guedner e Londrina, onde estão sendo lançados novos altos edifícios.


Na margem direita do Córrego Merlo, há áreas com baixa ocupação populacional e poucas construções.

Fontes:
Sites:
Câmara Municipal de Maringá;
Hemeroteca da Biblioteca Nacional;
Maringá Histórica;
Portal Educação, da Prefeitura de Maringá;
Portal GeoMaringá, da Prefeitura de Maringá; 
Sites de empresas, entidades, instituições e órgãos públicos citados no texto; e
Widepedia.

Livros:
Associação Atlética Banco do Brasil – Maringá: meio século de história, de Roldão Alves de Moura e Marco Antonio Deprá;
História da Paróquia São Miguel Arcanjo, de Edson Roberto (Beto) Brescansin.

Arquivos:
Arquivo pessoal do autor;
Companhia Melhoramentos Norte do Paraná;
Gerência do Patrimônio Histórico, da Secretaria Municipal de Cultura de Maringá;
Instituto Isa e Gastão de Mesquita Filho;
Museu da Bacia do Paraná;
Serviço de Registro de Títulos e Documentos e Civil de Pessoas Jurídicas, em Maringá.

Trabalhos Acadêmicos:
Para Além do Plano de Jorge de Macedo Vieira: a expansão urbana de Maringá de 1945 a 1963, de Layane Alves Nunes.
Entrevistas com representantes de empresas, entidades, instituições e órgãos públicos citados no texto.
Visitas do autor ao território da Zona Fiscal 8.

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