1940
Qual a primeira locomotiva que chegou a Maringá? A resposta pode variar conforme a perspectiva.
A locomotiva de prefixo nº 608 inaugurou a estação ferroviária da cidade em 31 de janeiro de 1954. Proveniente de Curitiba e conduzida pelo maquinista José Mariano, o veículo é considerado o primeiro do gênero a circular por aqui.
No entanto, quando a chamada “Maria-Fumaça” parou diante de uma multidão que aguardava ansiosa pelo início daquele modal de transporte, a estação ferroviária ainda se encontrava inacabada. O evento de inauguração ocorreu sob forte pressão de lideranças locais, públicas e privadas, que cobravam agilidade do Estado e da União para que aquele serviço essencial passasse a operar localmente.
Ao lançar o novo projeto urbano, a então Companhia de Terras Norte do Paraná transferiu o eixo central da cidade para um ponto mais a leste, distante da região que vinha se consolidando como centro comercial. Essa ação não foi bem recebida por antigos empresários, já instalados no agora chamado “Maringá Velho”. Os dirigentes da empresa, contudo, justificaram que a nova área havia sido traçada onde o plano ferroviário nacional previa a instalação da estação.
Por essa razão, havia a expectativa de que a obra fosse executada em curto prazo. Não foi o que aconteceu.
A Companhia Ferroviária São Paulo–Paraná foi administrada pelos britânicos até 1944, quando foi estatizada pelo Governo brasileiro. Incorporada à Rede de Viação Paraná–Santa Catarina, o seu ramal acabou praticamente estagnado por anos.
Há registros da presença de operários nas imediações da cidade em 1944, durante a expansão dos trilhos. Seguindo em ritmo lento, as obras foram parcialmente concluídas cerca de dez anos depois.
A imagem mostra ferroviários instalando dormentes e trilhos em algum ponto de Maringá, no final da década de 1940. Como é possível constatar, uma locomotiva se faz presente para dar apoio ao trabalho. Resta, portanto, identificar seu prefixo para estabelecer qual teria sido, de fato, o primeiro veículo ferroviário a circular sobre a malha urbana local.

Fontes: Instituto Isa e Gastão de Mesquita Filho / Acervo Maringá Histórica.
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