Grande Hotel Maringá

1952

Construído entre os anos de 1952 e 1955, foi planejado para abrigar as personalidades e investidores com maior poder de aquisição.

A arquitetura da estrutura é um caso a parte. Não foi puramente por requinte que a Companhia Melhoramentos projetou o hotel neste formato. Mas sim, pelo fato do Brasil ter transitando pelos ares do Movimento Moderno (Década de 1920-1930. Baseando-se na funcionalidade), momento este que a arquitetura nacional passou a ser reconhecida internacionalmente.


O Grande Hotel Bandeirantes foi projetado pelo arquiteto paulista José Augusto Bellucci a pedido da CMNP. Foi anunciada sua construção em 1947 em uma área central de 6 mil metros quadrados (atual praça Deputado Renato Celidônio, 190). Na estrutura inicial, previu-se o total de 40 unidades habitacionais, sendo ampliáveis para até 80 UH. Conta com três andares e vários blocos, que são planejados conforme a orientação solar, compondo-se com a ventilação cruzada. Foi edificado todo em alvenaria, buscando os princípios que já eram apresentados em construções paulistas da década de 1950, primando a racionalidade.

Interessante ressaltar que o Hotel não atendia somente seus hóspedes e residentes, também era destinado para a sociedade maringaense, que esporadicamente participava de eventos e festas em seu salão.


A recepção impressionava.

Dos nomes que teve, iniciou com Grande Hotel Maringá (uma referencia ao primeiro hotel construído pela CTNP em 1942 chamado Hotel Campestre, o qual foi arrendado pelo Sr. José Inácio da Silva - Zé Maringá), depois passou a Grande Hotel Bandeirantes, findando em Hotel Bandeirantes.

Através de envolvimento acadêmico, o Hotel foi tombado como patrimônio histórico do estado do Paraná em 30 de maio de 2005, sob o número de inscrição de tombo: 156 II e Processo 02/2004.


A fachada do hotel foi utilizada para filmar um vídeo sobre a pujança de Maringá. Produzido na década de 1950 pela Companhia Melhoramentos.

Hoje, segundo informações obtidas com um funcionário que presta serviços de segurança particular no local, a maioria dos móveis de época (preservados até então) foram retirados do local, além disso, o proprietário do imóvel não permite imagens internas. Segundo informações não oficiais, a prefeitura ofereceu R$ 4 milhões pelo imóvel, mas o proprietário pediu na contraproposta R$ 8 milhões.

Fonte: Artigo: HOTEL BANDEIRANTES: MEMÓRIA, HISTÓRIA E ARQUITETURA EMMARINGÁ. Dos autores: Renato Delmônico; Dr. Renato Leão Rego (DAU-UEM)Dra. Sandra C. A. Pelegrini (DHI-UEM). Pesquisado em http://www.plenaarquitetura.com.br/artigos/arquivos/hotel.pdf (9 de junho de 2009 as 08h35) / http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=131 (pesquisado em 9 de junho as 08h43). / Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Maringá.

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