27 de mai. de 2020

Por que nos esquecemos da memória?

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Por que nos esquecemos da memória?

A pergunta é retórica, claro. Mas a provocação deve ser compreendida a partir de uma nova proposta, um caminho ainda pouco explorado por gestores, líderes, estudantes, especialistas, enfim, todos nós. 
A memória ainda é um campo, até certo ponto, desconhecido pela neurociência. Muitos têm promovido diversos estudos em busca de explicações de como esse mecanismo mental funciona de fato. Conquistas significativas ocorrem ano a ano, mas ainda estamos apenas no início de suas descobertas.

Do ponto de vista científico, desvendar os mistérios da memória seria vital para proporcionar tratamentos mais eficazes para algumas doenças mentais, como o Alzheimer que, segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, afeta 11,5% da população do país. Esse avanço também criaria condições mais adequadas para o combate à dependência química e ao stress pós-traumático. 

Para além do campo da pesquisa científica, a memória tem grande influência e impacto no desenvolvimento econômico e educacional de nossa sociedade. 

Gestores e líderes de empresas não perceberam ainda o valor que essa capacidade humana possui para potencializar o crescimento de seus negócios. Por outro lado, estudantes de concursos, vestibulares ou mesmo acadêmicos, encontram-se em crise quando precisam aprender conteúdos complexos e se pegam buscando por descobrir como decorar frases, fórmulas e textos. E decorar não é memorizar. 

De longe, a memória é o instrumento mais importante que possuímos. É a partir dela que desenvolvemos a capacidade do aprendizado, com o qual temos condições de promover o avanço pessoal, material e conjugal. Não adianta desejar a busca pelo conhecimento sem que esteja com a memória aprimorada. Ela será a base para o sucesso ou o fracasso nessa empreitada. 

E por que temos nos esquecido que a memória é nossa principal ferramenta de trabalho? 

Há uma quantidade gigantesca de informações sendo produzidas todos os dias, com uma velocidade de tráfego cada vez maior. Ao mesmo tempo, nós, consumidores desses dados, estamos pouco preparados para interpretá-los a fim de transformá-los em conhecimento. Lemos (via Internet) e assistimos mais do que nunca na história, mesmo assim temos nos esquecido de detalhes vitais para a vida privada e coletiva. 

Para exemplificar, segundo uma sondagem realizada pela empresa de pesquisas Ideia Big Data, quase 80% dos eleitores brasileiros não se lembravam em quem haviam votado em 2014. As condições externas tendem a influenciar a percepção do que iremos ou não nos lembrar. 

Nessa mesma tendência, temos presenciado uma sociedade cada vez mais rápida, ocupada, em que se lê apenas o título de matérias para emitir opiniões sobre determinados temas. Essa teoria foi descrita pelo sociólogo Zygmunt Bauman como “mundo líquido”. Quer dizer, quando nada se consolida devido a rapidez em que fluem as informações por conta da conquista de novas tecnologias.  
A questão é que junto dessa fluidez, que diluiu certezas, como é que conseguiremos assumir uma postura frente a um novo mundo que se abre em nosso horizonte? A tecnologia está para nos amparar, mas não para nos carregar. Já pensou nisso?

Hoje, se por alguma razão você tiver seu celular roubado e estiver em algum bairro ou cidade que não conhece bem, como irá se virar? Se lembra do número de algum familiar ou estão apenas salvos na memória de seu telefone? Sem GPS e Uber, como irá se orientar? Mesmo que saiba algum contato, onde encontrar um telefone público? 

Geralmente identificamos uma necessidade quando passamos por alguma situação traumática, de grande stress. A partir dela, a tendência é buscar por alternativas que evitem problemas similares. 
Se a situação acima foi extrema para você, vamos trazer para outra esfera. Imagine que você esteja participando de uma entrevista de emprego. Importante, afinal, você desejou muito aquela oportunidade ou mesmo ficou sem colocação durante certo tempo. O entrevistador começa com perguntas simples, pessoais, mas depois entra em quesitos técnicos, vinculados à sua experiência ou área de conhecimento. Você não terá o celular à sua disposição para obter as respostas mais precisas, nem mesmo livros de apoio. Como irá se sair sem que sua memória esteja preparada para situações como essa? 

A questão é que, inevitavelmente, as pessoas estão se capacitando em diversas áreas do conhecimento, como desenvolvimento pessoal, comunicação, relacionamento e inteligência emocional, mas têm se esquecido que a principal ferramenta para obter êxito em qualquer uma dessas possibilidades é a memória. 

Relacionar a memória apenas com situações corriqueiras é uma falha grave. Ela não está somente ancorada ao fato de não saber onde colocamos as chaves de nosso carro ou onde deixamos nossa carteira. A memória é a base, também, de todo o conhecimento que podemos adquirir. 

Você já havia reparado no poder que uma boa memória pode ter?


Fontes: 

- https://exame.com/brasil/79-dos-brasileiros-nao-lembram-em-quem-votaram-para-o-congresso/ - Visitado em 23 de maio de 2020.

- https://www.doisamaisfarma.com.br/medicina/alzheimer-afeta-115-da-populacao-brasileira/ - Visitado em 23 de maio de 2020. 

- BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. 

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