29 de mai. de 2020

Os caminhos da memória

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Os caminhos da memória

Uma pessoa pode buscar a boa forma, seja por estética ou saúde, praticando exercícios físicos. Mas será que o mesmo se aplica com nossa mente? Existem técnicas que podem melhorar nossa memória?

A resposta é objetiva: sim! Mas ao contrário de atividades repetitivas que visam esculpir músculos, a memória precisa de técnicas adequadas para potencializar a sua capacidade de atuação. Como consequência desse desenvolvimento pessoal, há o aprimoramento da comunicação e da interpretação de eventos, o que auxiliará você na tomada mais adequada de decisões em situações complexas. 

Segundo estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e publicado na revista Science em 2017, a memória pode ser registrada em diversas áreas do cérebro. A partir dessa constatação, sugeriu-se priorizar qual o caminho mais adequado para acessar esses dados que foram registrados. 

Os cientistas têm chamado essa análise de itinerário das memórias, que é uma rota percorrida pela mente humana até que uma experiência vivida possa se transformar em uma lembrança acessível. Antes dessa pesquisa, acreditava-se que as memórias eram registradas em apenas um ponto específico do cérebro. Descobriu-se que não há linearidade no arquivamento desses dados em nossa mente. 

A exemplo disso, não há como priorizar uma técnica de estudos baseada apenas em decorar conteúdos. Essas informações não criam conexões adequadas e estão programas para um acesso de curto prazo. Após seu uso, a tendência do cérebro é descartá-lo. Até porque, assim como nossos celulares e notebooks, a mente precisa liberar espaço, deletando dados não utilizados para que outros sejam armazenados. Isto quer dizer que, muitas vezes, precisamos esquecer para aprender. 

Parece paradoxo, mas é um contexto primordial para dar o ponta pé inicial nas práticas de uma boa memória. Uma das técnicas para essa finalidade está inserida no campo da priorização de dados. Isto quer dizer que nem tudo que vivenciamos, vemos ou lemos, temos condições de registrar adequadamente. Logo, é necessário indicar à nossa mente o que é prioritário para ser memorizado. 

Estima-se que o ser humano tenha entre 50.000 e 70.000 pensamentos aleatórios ao longo de 24 horas. Além disso, a Universidade do Sul da Califórnia revelou que todos os dias temos recebido informações equivalentes a 174 jornais impressos – cinco vezes mais do que em 1986. 

Neurocientistas discordam qual seria o número exato. Mas alguns grupos de estudo indicam que a mente humana seria capaz de armazenar algo por volta de 10 a 100 terabytes - para efeito de comparação, um notebook comum possui uma memória disponível de armazenamento entre 0,5 e 1 terabyte. O problema é que quanto mais espaço preenchido, maior capacidade de processamento é necessário para obter a informação desejada. Assim também é com nossa mente. 

Por isso é necessário priorizar o que será armazenado. Essa possibilidade vai esvaziar nosso “HD mental” de informações supérfluas e que só ocupariam nosso tempo com trivialidades. É a velha máxima quando um professor lhe sugere deixar o celular distante enquanto estiver estudando. Isso se deve ao fato de sua mente estar concentrada em determinado assunto, absorvendo informações primordiais. Se você parar a cada três ou cinco minutos para conferir as mensagens que recebeu, criará desvios no itinerário das memórias que está construindo. 

Outra possibilidade para aprimorar sua memória é criar atalhos para acessá-las. Se há um caminho, um itinerário, haverá sempre uma forma de percorrer a distância mais curta para atingir seu objetivo. 
Para maior eficácia existe a possibilidade de estabelecer o acesso às memórias por meio das associações, que são conexões que farão referência ao conteúdo que queremos buscar em nossas memórias. Por exemplo, se você desejar se lembrar de um endereço aleatório, como avenida Pedro Álvares Cabral, nº 500. Existe a possibilidade de criar conexões com a história do descobrimento do Brasil, tanto com o nome da via quanto com o número do imóvel. 

Essa técnica introduz em nossa memória o registro do dado para o médio e longo prazo. Diferente de decorar, que se é estabelecido geralmente pelo princípio da repetição, nesse caso cria-se um atalho para percorrer o itinerário da memória. A tendência com isso é produzir maior agilidade e precisão na busca dos dados desejados. 

A memória é nosso principal instrumento de trabalho. Entretanto, são poucos especialistas que a percebem como tal. Os profissionais desse novo período, a partir da fase pós-Covid 19, deverão estar cada vez mais atentos a suas percepções do passado. 

Vivemos em processos cíclicos. São eventos e situações que tendem a se repetir (em 1918 o mundo também vivenciou uma grande pandemia). Diferenciam-se da multidão aqueles que possuem os melhores instrumentos para avaliar o que fazer e o que não fazer. Mas, para isso, é fundamental buscar cada vez mais aprimorar mecanismos para registrar e acessar dados mentais. Assim, líderes e gestores poderão tomar as melhores decisões. 

Você já havia reparado no poder que uma boa memória pode ter?


Fontes:

- https://veja.abril.com.br/ciencia/como-se-formam-as-lembrancas/ - Visitado em 23 de maio de 2020. 

- https://administradores.com.br/artigos/70-000-pensamento-por-dia-veja-o-que-voce-pode-fazer-com-isso - Visitado em 23 de maio de 2020. 

- https://www.estadao.com.br/noticias/geral,quantos-megabytes-o-cerebro-humano-consegue-processar-imp-,869196 – Visitado em maio de 2020. 

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