1 de mar. de 2020

A última tropeada - 1965


O livro "O Paraná de bombachas" de Carlos Zatti traz informações interessantes sobre a cultura tropeira presente em solo paranaense. Segundo Zatti, o tropeirismo e seus trajes tradicionais eram usados por essas bandas há muito tempo, até mesmo antes dos próprios sul riograndenses. 

Com apoio de Pedro Nixon, tivemos acesso a esse conteúdo, o qual sustenta que a última tropeada de tropas xucras teve o destino de Maringá. Consta no livro: "Considerado por muitos como 'último tropeiro', Miguel do Valle irmão do tradicionalista Tobias do Valle (fundador do primeiro CTG do Paraná, Vila Velha), empresta a esta coluna uma relíquia de seu arquivo pessoal. Diz Miguel: 'Lembrança de Nhozinho Tropeiro e de sua última tropeada feita em 1965, de São Francisco de Paula (RS) à Maringá, com duração de 40 dias.'"

Tropas xucras ou soltas eram aquelas formadas por burros ou mulas que seriam comercializados pelo caminho ou no destino.  

Pedro Nixon explica que o cantor de música tradicionalista gaúcha Volmir Coelho compôs uma canção sobre o assunto, a qual será lançada em breve. 

Tem mais informações sobre esse fato? Deixe um comentário. 

Fonte: Livro - O Paraná de bombachas, de Carlos Zatti / Contribuição de Pedro Nixon / Acervo Maringá Histórica. 

9 comentários:

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  2. Eu tenho o livro dessa citação "O Paraná de Bombachas" e conheço o Carlos Zatti pessoalmente (também conheço o Pedro Nixon) e devo corrigir alguns erros que o Zatti, influenciado pelo tradicionalismo gaúcho, tem difundido. É bom que fique claro que esses trajes não são gaúchos, mas sim tropeiros... mais precisamente dos tropeiros curitibanos. O traje gaúcho é muito diferente. Foram os curitibanos que dominaram o tropeirismo e inclusive o próprio Zatti confirma que os curitibanos já usavam bombacha um século antes dos gaúchos.
    Curitibanos, não só da capital, mas sim de todo Paraná Tradicional, esse era o etnônimo do Paraná até a virada do século XX e inclusive a cidade catarinense "Curitibanos" era "Pouso dos Curitibanos", não dos gaúchos. Convido para acompanhar no instagram o projeto Estante dos Curitibanos, em breve terá um site aqui no blogger.

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  3. Alison Henrique Machado, é verdade. Esses trajes são tropeiros, o curitibano que buscava tropas no sul.
    Maringá Histórica, parabéns pelo artigo mas vocês vão corrigir a descrição? Esses trajes não são gaúchos.
    Eu conheço o Pedro Nixo! Afinal...Essas fontes ele recebeu através da minha pessoa.
    Obs: Vou entrar em contato com ele para devidas correções, somente para reforçar!

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    1. Sim, o Maringá Histórica fez a correção.
      Parabéns, Maringá Histórica, pelo artigo, pela correção e pelo bom trabalho historiográfico da nossa bela cidade Maringá.

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  5. Na realidade, a bombacha era traje das cavalarias curitibanas, que lutaram nas guerras do sul e do maracajú para incorporar o Rio Grande do Sul, o Sacramento e o Mato Grosso para os dominíos brasileiros, e como os curitibanos das cavalarias eram também tropeiros, a bombacha se difundiu e na metade do século passado o tradicionalismo gaúcho se apropriou, deturpando a história, a nossa história!

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  6. Que alegria ler essa matéria. Que fala do meu avô Tobias e meu tio avô Miguel do Valle . Saudades eternas desse meu tio que convivi com ele . Meu avô faleceu um ano antes de eu nascer . Muito gratificante ler !!

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