2 de jan de 2018

Frente Agrária Paranaense versus II Congresso dos Trabalhadores Rurais - 2ª postagem

No dia 13 de agosto de 1961, Maringá foi palco de um dos maiores confrontos do norte do estado. Em pauta: a reforma agrária.

Os bispos de Jacarezinho, Londrina, Maringá e Campo Mourão, liderando a Frente Agrária Paranaense (FAP), estavam decididos a estabelecer um divisor de águas e criar no sul do país um sistema organizado para acabar com as Ligas Camponesas que ameaçavam a liderança da Igreja Católica nos núcleos rurais.

Por outro lado, os representantes dos camponeses organizaram o II Congresso de Lavradores e Trabalhadores Rurais em Maringá, entre os dias 12 e 15 de agosto. Meses antes, houve o comentário de que além do presidente da república, o deputado Francisco Julião e Fidel Castro estariam presentes no evento. A expectativa, então, foi de que cinco mil trabalhadores estariam na “Cidade Canção”.

Com esses rumores, os bispos do norte do Paraná trataram de organizar uma concentração de trabalhadores rurais durante os dias deste Congresso. Assim, no dia 13 de agosto, a Festa da Lavoura foi iniciada pela FAP.

Lima Uchoa, então prefeito de Nova Esperança, discursa na abertura do II Congresso de Lavradores e Trabalhadores Rurais. À direita, o deputado Francisco Julião, na mesa de honra do evento. 

O embate entre os participantes do evento foi inevitável. Os participantes da Festa da Lavoura (FAP – Igreja) confrontaram-se com a polícia no dia 14 de agosto. Muitos feridos, prédios e estruturas danificadas, tiros, bombas. 

Enterro simbólico de Francisco Julião, em ato organizado pelos participantes da Festa da Lavoura. 

O confronto entre os participantes da Festa da Lavoura e a polícia seria inevitável naquele dia. 

Saiba mais sobre este incidente clicando AQUI.

Fonte: Acervo Maringá Histórica /  Revista Panorama – Setembro de 1961.

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