2 de abr de 2014

O fim do Bosque das Essências - 1959

Entre 1958 e 1959, Hermann Moraes Barros, diretor gerente da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, elaborou uma série de artigos que criticaram certas posturas da administração do então prefeito Américo Dias Ferraz (1956-1960).

Américo encontrou uma forma de se vingar. Como a colonizadora cultivava um bosque de essências nativas (perobas, cedros, palmitos, marfins, alecrins, canjaranas, entre outras) na Praça Napoleão Moreira da Silva, o prefeito convocou os funcionários municipais para retiraram essa área verde durante a madrugada do dia 27 de outubro de 1959. No dia seguinte, o bosque havia sido dizimado para a surpresa de todos.

Bosque das Essenciais, localizado na Praça Napoleão Moreira da Silva (anteriormente conhecida como Praça da Rodoviária).

Anníbal Bianchini da Rocha, então diretor da Companhia e sucessor de Luiz Teixeira Mendes no projeto de arborização de Maringá, criticou a atitude do então prefeito por meio do Jornal de Maringá de 30 de outubro daquele ano (basta clicar para ampliar a imagem):




Fonte: Cartilha educacional - Maringá: urbanização e arborização. A história da arborização da Cidade Canção (2011) / Acervo Família Pietrobon e Bianchini / Acervo Museu Bacia do Paraná / Acervo Maringá Histórica.

Um comentário:

  1. Eu vim para Maringá em 1951, com 4 anos de idade e não sabia dessa crueldade do Américo Dias Ferraz. Deve, também, ter sido vingança do visual do bosque, visto ter sido ali, numa barbearia fronteiriça, que foi surrado por jagunços do Anibal Goulart. Eu acompanhei, no local, visualmente, o incêndio na casa do AG após essa agressão.

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