29 de ago de 2012

Exposição de Gado Indiano de Celso Garcia - 1964


O vídeo traz um raro registro da exposição de gado indiano de Celso Garcia Cid, realizada, possivelmente, em 1964, no Clube Hípico de Maringá. A filmagem mostra, além de Garcia, Ivens Lagoano Pacheco.

Em 1962, o empreendedor Celso Garcia enviou grandes conhecedores de zebu para a Índia, a fim de buscar o que havia de melhor daquele país. Esses homens chegaram em fevereiro daquele ano, em junho o gado já estava selecionado e comprado. Contudo, o Brasil cancelou a importação naquele mesmo período, liberando-a, somente, seis meses mais tarde. Em novembro, a bordo do navio Cora, o gado, de genética proveniente da moderna pecuária tropical, começou a ser importado ao nosso país.

Seguiram para Fernando de Noronha, onde desembarcariam um lote de 400 animais da raça nelore, guzerá, gir e kangayan, além de búfalos, cabritos e galinhas. O desembarque, no entanto, foi um desastre. A começar pela quarentena do gado, que acabou durando oito meses. “Acabou a ração. O gado quase morreu. Depois, no Recife, com os navios cheios de ração, as autoridades prendem a embarcação durante dois meses. Foi um prejuízo danado”, conta José de Carvalho Neto, com 21 anos na época.

Os envolvidos na transação foram até Brasília falar com o ministro da Agricultura do governo João Goulart. Em 48 horas, o Ministério liberou a autorização para comprar a ração do gado. Em setembro de 1963, finalmente, o zebu da Índia desembarcou em Santos.

Em 1964, Celso Garcia Cid apresentou as novas espécies de gado que haviam sido introduzidas no Brasil, em um evento que ocorreu no Clube Hípico de Maringá, e que, inclusive, pode ser considerado o precursor da atual Expoingá, Feira Agropecuária dessa cidade. Nesse evento, o filho de Garcia faz uma palestra sobre as dificuldades para a importação, além de exaltar o apoio prestado por um marajá indiano de nome Bavnagar. 

Fonte: Filmagem feita pelo Dr. Aloysio de Lima Bastos / Acervo Fazenda Cachoeia / Acervo Maringá Histórica.

2 comentários:

  1. Miguel é no Hipico mesmo, eu reconheci o lugar, fomos socios de la por muitos anos

    Paulo Jacomini

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