15 de fev de 2012

Convenção da UDN - 1960

Com o título "Como Parte em três partes um partido...", a matéria veiculada no O Jornal de Maringá, em março de 1960, relatou:

"A convenção da UDN que se encerrou domingo, em Curitiba, revelou um mérito: a chama da 'eterna vigilância' tripartiu-se do Paraná de maneira flagrante. A maior ala ficou com Ney Braga. Outra, tão poderosa em votos quanto a primeira, ou quem sabe mais, está com (Nelson) Maculan e uma terceira, mais modesta, apoia o Dr. Plínio Franco Ferreira da Costa. O flagrante indica o momento exato em que o presidente udenista, Dr. Newton Carneiro que, diga-se de passagem, teve uma paciência enorma para aturar tanta cousa desconexa e tanta falta de elegância de certos convencionais, pratica um dos atos em que se evidenciou a situação calamitosa de um partido, que, até agora, segundo foi revelado publicamente no mesmo conclave, tem crescido para baixo, visto que depois de possuir oito deputados estaduais, um senador e três deputados federais, hoje em sua quarta convenção, está reduzido a um deputado federal, dois estaduais e nenhum senador. Para evitar confusão, convém saber que no primeiro plano está a bancada da imprensa."

Nesta bancada da imprensa, ao centro, de óculos e camisa branca, Ivens Lagoano Pacheco, de Maringá.

Fonte: O Jornal de Maringá - 23 de março de 1960 / Acervo Maringá Histórica.

2 comentários:

  1. A UDN é a União indissolúvel entre os interesses do povo brasileiro e o empresariado de um Brasil organizado e bem administrado mas que naufraga a partir de interesses escusos a partir de 1952 e mais notadamente no biênio 52-54.
    A UDN somente cai porque já caira o Brasil que cede a desorganização de seu empresariado e sistema financeiro que faz desaparecer as relações que regem a burocracia estatal nas finanças e na administração pública antes mesmo da mudança de regime em 1964 que dá fim ao partido e suspende a normalidade democrática.Onde falhou a UDN que perdeu a base de sustentação industrial e financeira mas que ainda resiste até a década de 60.Mudaram os valores e mudou-se a ética e as crenças de um pais que inicia os anos 60 conhecendo uma mudança de rota e de trajetória.A UDN dos anos 50 é um pais onde 14% da população é pobre e onde pobreza no Brasil era não ter um automóvel mas que na década de 60 encontra o desemprego alarmante em apenas uma década já se encontram na favela cerca de 52% do país,pobre é passar fome,desemprego e miséria que o palácio do Catete nunca conheceu em toda a sua história não poderíamos permitir ao Alvorada.Não se pode mudar os rumos do passado porque ele já se realizou mas temos obrigação de não cometer os mesmos erros.Que a indústria volte,que os bancos ressurjam revigorados pela democracia sobre a égide do capitalismo e do sistema econômico são das mazelas do autoritarismo liberto para o progresso,geração de lucros e de empregos,amparado na democracia e nos tribunais de contas,nos governos probos e íntegros,no nacionalismo,no patriotismo,na riqueza da nação e de seu povo,em uma nova democracia do século XXI moderna e UDENISTA.Não se apagou da memória desse povo,desse trabalhador,desse operário,dos empresários dos banqueiros,dos políticos de todas as correntes partidárias e de todas as ideologias que dividiam as mesas e as cadeiras das assembleias estaduais,das assembleias municipais e do Congresso Nacional e Senado Nacional composto em um conjunto de homens probos a favor de uma nação inteira que já nos idos dos anos 50 levou a UDN do Presidente Café Filho ao Presidente Kennedy os auspícios da quinta maior nação em fortuna do planeta,otrabalho e o empenho desse partido que é único na história da nação e que ao longo das décadas que se seguiram a sua extinção passa a conhecer a pobreza do desemprego e as favelas ao longo da malversação do dinheiro público e da corrupção e desvios da arrecadação tributária crescentes até que se instale o ciclo das décadas subsequentes de desemprego e pobreza.Não podemos nos curvar aos desmandos do desvario de um país que cassa mandatos do Presidente que é integro e trabalha para interromper o desmando aqui instalado,irremovivel,soberbo e irresponsável,sem nenhum comprometimento com essa nação e seu povo,cassamos os pobros,os dignose os honestos tal como a recente cassação do Presidente Collor de Mello enquanto abandonamos a própria sorte os seus sucessores porque não lhes resta alternativa a perda do mandato presidencial ao do ato de permitir que levem a nação para a pobreza e a crise econômica que nunca permitimos a esse país conhecer quendo poder,enquanto governo,enquanto UDN. Não podemos nos deixar subordinar pela força dos injustos e dos malfeitores, é preciso dar a esse país outro destino,retomar o trabalho,assumir os governos estaduais,as prefeituras,o governo federal as contas públicas e a nação.Não podemos nos deixar abater pelo passado que nos cassou mas sim encontrar forças e nos libertar daqueles anos difíceis revigorados na fé de que é a União Democrática Nacional o partido único capaz de fazer desse país uma democracia próspera para o seu povo e seu empresariado e banqueiros de maneira que surpreendamos o mundo e voltemos a ser a quinta maior economia desse planeta onde o desemprego e a favela do operário deixara de existir.A nossa convicção é que é necessário ressurgir como UDN para o Brasil,uma UDN que sempre foi o Brasil e que nunca deixou de existir.

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  2. "A UDN dos anos 50 é um pais onde 14% da população é pobre e onde pobreza no Brasil era não ter um automóvel..."

    Uma mentira flagrante.

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