31 de mar de 2011

Interior da Cafeeira Santa Luzia - 1960

As cenas mostram o dia a dia da Cafeeira Santa Luzia de propriedade de um dos homens mais polêmicos da história de Maringá, Américo Dias Ferraz.

Vemos o "saqueiro" de café em côco atuando nas bicas da máquina:

Na sequência, um classificador de café preparando os grãos já torrados para a degustação e qualificação:

O leitor anônimo dá a contribuição - (...) a primeira máquina destinava-se ao benefício do café em côco (ainda existem essas maquinas e em funcionamento), com seus tipos saindo através das "bicas". Esse "saqueiro" (assim eram chamados) colocava os sacos em cada uma das "bicas" e acompanhava seu enchimento para depois serem pesados. O Peso de cada um deveria ser de sessenta quilos. Já a máquina vista na segunda foto realmente mostra torradores (elétricos). Eram para análises. O café tinha um ponto de torrefação ao qual, depois, era acrescentado água quase fervendo para que um conhecedor de "bebida", na base da colher, pudesse fazer a análise do tipo proporcionado pelo lóte examinado. O resultado podia dar "café mole", "café duro" ou café riado. Tinha outros tipos. Algumas cafeeiras até embalavam e vendiam esse café, Mas, como não era inteiramente torrado (ficava só amarronzado) como conhecemos hoje, não servia para ser comercializado. Maringá tinha boas torrefações de café. a do Zé Café era uma delas. Também a do "Arlindo" era bem conhecida, ao lado das demais. Cheguei a fazer esse trabalho. Era muito dificil e sempre queimava a lingua. Um coisa terrível!!!

Fonte: Acervo do IBGE / Fotos de Tibor Jablonsky / Acervo Maringá Histórica.

5 comentários:

  1. Em nossa visita ao Museu do Café em Santos, podemos ver de perto essa máquina e algumas outras que fizeram parte dessa história.

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  2. Miguel, acredito estar havendo um equivoco. É que a primeira máquina destinava-se ao benefício do café em côco (ainda existem essas maquinas e em funcionamento), com seus tipos saindo através das "bicas". Esse "saqueiro" (assim eram chamados) colocava os sacos em cada uma das "bicas" e acompanhava seu enchimento para depois serem pesados. O Peso de cada um deveria ser de sessenta quilos. Já a máquina vista na segunda foto realmente mostra torradores (elétricos). Eram para análises. O café tinha um ponto de torrefação ao qual, depois, era acrescentado água quase fervendo para que um conhecedor de "bebida", na base da colher, pudesse fazer a análise do tipo proporcionado pelo lóte examinado. O resultado podia dar "café mole", "café duro" ou café riado. Tinha outros tipos. Algumas cafeeiras até embalavam e vendiam esse café, Mas, como não era inteiramente torrado (ficava só amarronzado) como conhecemos hoje, não servia para ser comercializado. Maringá tinha boas torrefações de café. a do Zé Café era uma delas. Também a do "Arlindo" era bem conhecida, ao lado das demais. Cheguei a fazer esse trabalho. Era muito dificil e sempre queimava a lingua. Um coisa terrível!!!


    Abs,

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  3. A denominação é incorreta, pois saqueiro é quem comercializa sacos vazios. O correto é ensacador ou estivador e no setor que êle está operando é ensacador de café beneficiado e não em côco. A máquina ainda existe e solta nas bicas café separados por peneiras e não por tipos.

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  4. Foto tirada na Beneficiamento Cafeeiro Santa Luzia, em Maringá.
    Uma das últimas fases do beneficiamento do café consistia na "classificação". Após o selecionamento dos grãos que é feito por tamanho, no classificador, são determinados od "tipos". Após esta última etapa, o café é ensacado conforme o "tipo" e enviado a Paranaguá, para exportação.

    fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros - Tomo XII - IBGE, 1964.

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