22 de fev de 2011

Zonas do Baixo Meretrício

A primeira Zona do Baixo Meretrício de Maringá, destinado às "Casas de Diversões" ou prostituição, funcionou na Rua Quintino Bocaiúva (entre a Avenida Guaíra e a Rua Benjamin Constant), nos fundos da antiga Delegacia Municipal.

Uma peculiaridade deste período é que as "mulheres da vida" não podiam andar pelas ruas de Maringá. Para resolverem seus problemas no centro da cidade, deveriam vir com as charretes táxi, que acabaram ficando conhecidas como "Balaio de Puta", devido ao transporte constante dessas personalidades.

No ano de 1969, essa área já era considerada "Zona Velha", apesar de ainda manter algumas mulheres remanescentes e seus clientes.

A segunda Zona do Baixo Meretrício funcionou nas proximidades da Praça Vereador Eurico Vieira Guido na Vila Marumbi.

A imagem mostra a então Rua do Pito, Vila Marumbi.

Devido a expansão imobiliária, uma comissão de vereadores, em 1974, propôs a transferência do Baixo Meretrício para uma região afastada da cidade. Um ano depois, a sociedade maringaense pedia a exclusão definitiva desta localidade.

Uma veiculação da Boite Flórida (provavelmente fosse Boate ao invés de Boite) de setembro de 1969.

Com isso, muitas prostitutas iniciaram o processo migratório para regiões mais centrais de Maringá, ocupando a partir de então, pensões e hotéis das áreas próximas a antiga Rodoviária Américo Dias Ferraz.

Fonte: Contribuição - Marco Antonio Deprá / Blog do Edson Lima / Acervo Maringá Histórica.

8 comentários:

  1. Se algum jovem maringaense da década de 60 disser que não frequentou a Zona da Vila Marumby, é um baita mentiroso. Tem vereadores, prefeitos, deputados, advogados, médicos, empresários da época e hoje famosos, que foram grandes frequentadores dessa zona, uma verdadeira fábrica de gonorréia já que a mulherada não se cuidava. Têm muitos maringaenses que, sabem, podem ser pais de filhos que andam por ai, de alguma prostituta daquela época. Ninguém usava camisinha! Essa zona era uma festa (perigosa) prá rapaziada e muitos coroas, que começava na sexta à noite e ia até à tarde de domingo. Se eu também frequentava? è claro que não! ... rsrsrsrs. E, que ninguém daquela época, ainda vivo, ouse dizer que isso que estou "delatando" é mentira! rsrsrsrs

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  2. Na região da Zona Velha, atraz do Corpo de Bombeiros, existe duas ruas com nomes de mulher.
    Foi uma homenagem do então prefeito (Acho que o João Paulino), fez para duas senhoras, donas de lupanares naquela região.

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  3. Miguel, acho melhor por uma pedra nesse assunto da famosa zona de Maringá, principalmente da exuberante Boate Flórida com suas belas mulheres da vida. Rapaz, tem histórias tão cabeludas a respeito dela,vividas por maringaenses famosos que você, que nem estava programado prá existir naquela época, ouvindo-as, jamais acreditaria, embora verdadeiras... RSRSRSRSRS. Mas, tem uma coisa: as mulheres da zona quando vinham até à cidade para fazer compras, portavam-se com tal dignidade que impressionava a todos. Passavam por seus "cachos" (muitos, casados)como se nunca os tivessem visto! RSRSRSRS. Parabéns, Miguel, pela naturalidade com que você postou a foto e abordou o tema, dando-lhe ar puramente histórico da formação de Maringá, fazendo-o com respeito invulgar.

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  4. Eu tive um primo adotivo já falecido que foi filo de um médico com uma prostituta dessa época. Se não fossem meus tios, não teria sobrevivido, pois nasceu muito doente de tanta contaminação por sífilis. Tive uma colega de escola também filha de um outro médico com outra prostituta só que esse ele mesmo teve a consideração de criar e educar em meio aos seus filhos do casamento, dentro de sua casa.

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  5. Já não se fazem mais putas e puteiros como antigamente...

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  6. A grafia "boite" está correta. Era assim mesmo que se escrevia "boate" pelo país afora. Talvez uma tentativa de americanizar o "negócio". Ou inglezar.

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  7. Caros Miguel e Osvaldo
    Boite é uma palavra francesa. Lembrem-se que as francesas já foram consideradas as melhores "cortesãs" do velho mundo.

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  8. - fernando, passei na rua do Pito um dia destes o predio continua lá até hoje em frente a praça. Viva as putas

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