23 de out de 2009

As fontes de Américo Dias Ferraz e a Rodoviária Provisória

O prefeito Américo Dias Ferraz (1956-1960) desejava construir sete ou oito fontes luminosas em Maringá. Li certa vez, que ele conseguiu erigir cinco. Conversando com o historiador Mestre João Laércio (DPH), analisamos que só temos fotografias de duas (Praça Raposo Tavares - foto abaixo - e na Praça Dom Pedro II - atual Centro de Convivência/Deputado Federal Renato Celidônio). Mas e as outras três? Será que efetivamente foram construídas?

Essa foto me intriga muito. E acredito que também a outros pesquisadores e historiadores da história de Maringá. Vou explicar o porquê.

Na imagem vemos além da Praça Raposo Tavares com a fonte luminosa, do lado direito, uma estrutura que parece ser uma rodoviária. Conversando com outros pesquisadores, existe a suposição de que antes da Rodoviária Américo Dias Ferraz ser inaugurada em 1962, tenha funcionado edm frente uma provisória. No entanto, acredito que nesse retrato, provavelmente do final de 1957, ainda não tinhamos a Rodoviária na Praça Napoleão Moreira da Silva, ou já tinha sido demolida. Mas essa afirmação não é certa, pois ainda vemos o famoso bosque de essências. Este só fora destruído, no final desse ano, após discussão de Américo com a CMNP.

Mas então ficam as questões da foto: Essa estrutura da direita tería sido uma rodoviária provisória? Mas onde estaria a Rodoviária da Praça Napoleão Moreira da Silva? Ainda no "Maringá Velho" (importante citar que durante um curto período as estruturas do "Maringá Velho" e do "Maringá Novo" funcionaram ao mesmo tempo); Essa foto seria anterior ao ano de 1957 (com a fonte ainda em constraução)?

Qual a sua opinião?

Fonte: Museu Bacia do Paraná - UEM

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Tem uma foto datada de 1957 no fotoblog do Márcio Rosa de Carvalho, que depois foi reproduzida no blog do Edson Lima, em que aparece um sujeito deitado num banco de praça. A praça é esta, a Raposo Tavares (repare quantos bancos há nela). Naquela foto, ao fundo, se percebe um ônibus e várias pessoas. Mais ao fundo ainda se vê a primeira estação ferroviária. Certamente neste lugar, além de ser um terminal de ônibus, na foto percebemos um fileira de jipes (carro de praça, táxi, da época). Há ali, alguns caminhões estacionados: faziam fretes. Num esforço de dedução, diria que do lado oposto aos caminhões, há um ponto de carroceiros, que serviam aos que não podiam pagar por um jipe ou caminhão para o transporte. Pensando assim, ali era uma grande concentração de meios de transporte. Gente que ia e vinha. Já a ausência da rodoviária da Praça Napoleão Moreira da Silva é mesmo uma incógnita. Precisaremos pesquisar mais.

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