Rodoviária em obras - Década de 1990

1990


A fotografia registra um momento de transformação na região da avenida Tuiuti, na segunda metade da década de 1990. Ainda em obras, a estrutura que aparece ao fundo começava a tomar forma em uma área que havia sido ocupada pelo parque industrial da Anderson Clayton e pela sede do jornal O Diário do Norte do Paraná. O registro permite perceber uma construção de grandes dimensões, com amplos espaços abertos e uma arquitetura concebida para atender a uma demanda muito superior àquela que a antiga Estação Rodoviária Américo Dias Ferraz, no centro de Maringá, conseguia comportar. Segundo a informação registrada à época, o projeto possuía 16.500 m² de área construída, 34 plataformas e três pavimentos, sendo que, naquele momento, aproximadamente 40% da obra já havia sido executada.

A mudança de endereço não representava apenas a construção de uma nova rodoviária, mas uma alteração na própria lógica de circulação de Maringá. Inaugurada em novembro de 1998, a nova estação foi implantada na esquina das avenidas Tuiuti e Centenário, em uma área mais adequada à movimentação dos ônibus rodoviários e distante das limitações viárias do antigo terminal, instalado em pleno centro desde 1962. A escolha também dialogava com as transformações urbanas que ocorriam na cidade naquele período, especialmente a implantação do projeto do Novo Centro.

A antiga rodoviária, que durante décadas havia concentrado chegadas, partidas, comércio e encontros, começava então a perder sua função. O novo terminal recebeu o nome de Rodoviária Dr. Jamil Josepetti, em homenagem ao ex-vereador, advogado e pastor maringaense. 

Fonte: Acervo Maringá Histórica. 

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