Mercearia Rio Branco: um imóvel, muitas histórias

1980


Poucos imóveis comerciais permanecem, ao longo das décadas, destinados a uma única finalidade. Em uma cidade em constante transformação, os espaços também acompanham as mudanças nos hábitos de consumo, na dinâmica urbana e nas necessidades de seus moradores. Assim, uma mesma edificação pode abrigar diferentes atividades e, com elas, acumular novas camadas de memória.

É o que revela este registro da década de 1980, feito a partir da praça dos Expedicionários, na avenida Rio Branco, nº 485, na Zona 4. A região, concebida no plano urbano elaborado por Jorge de Macedo Vieira para a Companhia de Terras Norte do Paraná, reúne logradouros cujas denominações remetem, em grande parte, a personagens e acontecimentos relacionados ao movimento abolicionista, como a própria via em questão.

A imagem revela a Mercearia Rio Branco, estabelecimento de quatro portas voltado ao comércio de gêneros alimentícios, bebidas e outros produtos de consumo cotidiano. Uma pequena placa da Brahma na fachada sugere ainda uma segunda função: o espaço também servia como bar.

Com o passar dos anos, o imóvel ganhou novos usos. Em sua frente, por longo período, funcionou o Leonel Lanches, incorporando mais uma atividade à história daquele endereço. Em 29 de setembro de 2016, entretanto, um incêndio iniciado após a explosão de um botijão no carrinho de cachorro-quente atingiu também estabelecimentos vizinhos.

Depois do episódio, o Leonel Lanches deixou o local. O imóvel da antiga mercearia, desativada há anos, passou a abrigar uma casa especializada em hambúrgueres.

Fontes: Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica. 

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