Residências em alvenaria como "cartões-postais" - Década de 1950

1950


No início dos anos 1950, Maringá ainda estava em implantação: ruas e avenidas de terra e numerosas construções de madeira. Mas, ao mesmo tempo, começava a surgir uma nova paisagem urbana. A alvenaria passou a representar permanência, modernidade e também distinção social, acompanhando a consolidação econômica de comerciantes, agricultores e outros segmentos que prosperavam.

A avenida Tiradentes tornou-se o principal símbolo desse processo. A Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, então responsável pela comercialização dos lotes, previu inicialmente que a via fosse ocupada por residências e utilizou suas casas de alvenaria como verdadeiro “cartão-postal” de Maringá. A estratégia ajudava a demonstrar aos futuros compradores de terras que, onde antes havia mata, surgia uma cidade planejada e economicamente promissora.

Pela via, algumas "casas-modelo" foram construídas pela própria Companhia e comercializadas conjuntamente com os lotes. 

Mas a avenida Tiradentes não estava sozinha. Residências de alvenaria também começaram a aparecer em outras áreas centrais, formando uma paisagem que contrastava com as primeiras casas de madeira. A própria Companhia participava dessa transformação por meio de sua estrutura industrial, que reunia olaria, serraria e fábrica de esquadrias, fornecendo materiais para diferentes modelos construtivos.

Sua diversificação alcançava ainda a produção de cimento. A empresa constituiu a Companhia de Cimento Portland Maringá, instalada em Itapeva (SP), destinada a abastecer principalmente o Norte do Paraná.


A transição da madeira para a alvenaria, portanto, não significava apenas ascensão econômica. Ela acompanhava a chegada de novas técnicas, materiais e tecnologias construtivas, enquanto Maringá deixava gradualmente a condição de frente pioneira para assumir a aparência de polo regional.

E um detalhe histórico importante: a antiga Companhia de Terras Norte do Paraná já havia adotado o nome Companhia Melhoramentos Norte do Paraná em 1951, justamente no contexto de sua reorganização e diversificação empresarial.

Fontes: Museu Bacia do Paraná / Instituto Isa e Gastão de Mesquita Filho / Acervo Maringá Histórica. 

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