1968
No final da década de 1960, Maringá atravessava um período de grandes benfeitorias urbanas. O crescimento populacional, impulsionado pela prosperidade da agricultura e pela diversificação das atividades econômicas, exigia investimentos constantes em infraestrutura. Entre as obras que simbolizaram essa fase de modernização estava a pavimentação da avenida Prudente de Morais, uma das importantes vias de ligação entre diferentes regiões da cidade.

Em 25 de julho de 1968, a imprensa local registrou o ritmo acelerado dos trabalhos de asfaltamento da avenida, nas proximidades do Estádio Regional Willie Davids. A fotografia mostra uma etapa preparatória da obra, quando eram instaladas estruturas de drenagem e galerias pluviais, fundamentais para garantir a durabilidade da futura pavimentação. Segundo a reportagem, mais da metade do trecho compreendido entre a avenida São Paulo e o estádio já estava concluída, enquanto o restante deveria ser finalizado em pouco mais de trinta dias.
O texto também faz referência a um elemento característico da engenharia viária daquele período: o estacionamento em formato de “espinha de peixe”. Bastante utilizado nas décadas de 1960 e 1970, esse modelo permitia acomodar um maior número de veículos ao longo das vias públicas, refletindo uma realidade em que o automóvel ganhava cada vez mais espaço no cotidiano das cidades brasileiras.
À direita vemos os barracões da Cerealista Tamandaré. Fundada por Gomercindo Antonio Tozzo em 1953, posteriormente, a empresa foi transferida para a avenida Prudente de Morais.
A imagem possui ainda outro aspecto relevante. Ao fundo, é possível observar uma paisagem bastante diferente da que conhecemos atualmente. A região apresentava amplos espaços livres, baixa verticalização e um sistema viário ainda em consolidação. Poucos anos antes, aquelas áreas marcavam os limites da expansão urbana de Maringá. Em pouco tempo, no entanto, os lotes receberiam novos empreendimentos, equipamentos públicos e um fluxo cada vez maior de veículos e pedestres.
Aquele modelo de estacionamento oblíquo, viabilizado durante a gestão do prefeito Luiz Moreira de Carvalho, também foram instalados pelas avenidas Brasil e Mauá.
Fontes: Folha do Norte do Paraná, 25 jul. 1968 / Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica.
* respeitamos nossos inscritos, não enviamos spam.
* respeitamos nossos inscritos, não enviamos spam.
Cookies: nós captamos dados por meio de formulários para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.