Fachada da Rádio Cultura - 1957

1957

Poucos símbolos representam tão bem os primeiros anos de Maringá quanto a Rádio Cultura. Primeira emissora da cidade, ela surgiu em meio ao processo de consolidação do núcleo urbano e tornou-se um dos principais instrumentos de informação, entretenimento e integração social dos pioneiros.

Em maio de 1953, durante as festividades do aniversário de Maringá, foi inaugurada sua nova sede na esquina das avenidas Herval e XV de Novembro. O moderno edifício substituiu as instalações precárias dos primeiros anos e refletia a confiança no futuro da jovem cidade. A solenidade contou com a presença de autoridades locais e estaduais, incluindo o governador Bento Munhoz da Rocha Netto.


A primeira fotografia registra justamente esse momento inaugural. O prédio recém-concluído apresenta características marcantes da arquitetura moderna da década de 1950: linhas retas, volumetria horizontal, blocos de vidro e a elegante marquise curva sustentada por pilares inclinados. A paisagem ainda revela uma Maringá em formação, com arborização jovem e ruas pouco urbanizadas.

Já a segunda imagem, de 1957, demonstra a consolidação da emissora. A fachada passou a ostentar o letreiro “Rádio Cultura”, transformando o edifício em um dos marcos visuais da cidade. O entorno mais arborizado e a presença de pessoas na entrada evidenciam o intenso movimento gerado pelos programas de auditório, transmissões ao vivo e eventos que atraíam moradores de toda a região.

Além de evidenciar a imponência arquitetônica do edifício, o segundo registro revela um detalhe bastante significativo: a presença de dois alto-falantes instalados nas paredes externas da emissora. O recurso demonstra como o rádio extrapolava os limites dos estúdios, levando informações, anúncios e programação diretamente às pessoas que circulavam pelas imediações, em uma época em que a radiodifusão se consolidava como o principal meio de comunicação de massa.

Esse sistema de sonorização pública não se restringia à sede da emissora. Ao longo da avenida Brasil, redes de alto-falantes integravam o cotidiano urbano, difundindo notícias, propagandas e comunicados de interesse coletivo. Entre as empresas que atuavam nesse segmento, destacou-se a Serviço de Alto-Falantes Cruzeiro do Sul.

Fontes: Acervo Maringá Histórica.

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