Sanbra e Fazenda Maringá - Anos 1960

1960


A imagem aérea, produzida na década de 1960, registra um momento significativo da formação territorial e econômica de Maringá. Em destaque, observam-se as instalações da Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro (Sanbra) e parte da Fazenda Maringá, áreas então cortadas pela avenida Colombo, eixo viário fundamental para a expansão urbana da cidade.

A Sanbra iniciou suas atividades locais em 1957, embora seus projetos remontem à década de 1940. Seu primeiro alvará de construção foi expedido em 4 de agosto de 1956, e a indústria foi instalada nas quadras I3 e I4 da Zona 10, área destinada ao setor industrial. Atuando no beneficiamento e comercialização de milho, café e algodão, além da produção de óleos e rações, a empresa consolidou-se como um dos principais complexos agroindustriais da cidade.

Apesar do início das operações em 1957, a data oficial de inauguração foi fixada em 1º de março de 1962, possivelmente em razão do funcionamento da Fábrica de Óleos Maringá (Fomag). Em uma área superior a 120 mil metros quadrados, a Sanbra operou até o início de 1994, contribuindo para a reconfiguração da dinâmica econômica e da paisagem urbana local.

Ao redor desse complexo industrial, estendiam-se as terras da Fazenda Maringá, pertencentes a Alfredo Werner Nyffeler. Nascido em Basileia, na Suíça, Nyffeler chegou ao Brasil em 1923 e, em 1942, adquiriu extensas áreas que posteriormente dariam origem a bairros como a Vila Morangueira e o Jardim Alvorada. Além de proprietário rural, exerceu a função de gerente da Companhia de Terras Norte do Paraná, tendo papel relevante no processo de ocupação regional.

O acesso à fazenda se dava, sobretudo, pela estrada Morangueira, por meio das atuais rua Marechal Cândido Rondon e avenida São Domingos. Vestígios dessa ocupação rural permaneceram visíveis até a década de 2010, quando ainda era possível identificar antigas casas de madeira utilizadas por trabalhadores, nas proximidades do atual Parque Alfredo Nyffeler.

Durante 28 anos, entre as décadas de 1940 e 1970, Nyffeler residiu na avenida Brasil, entre as avenidas Duque de Caxias e Getúlio Vargas. Após sua mudança, em 1972, a residência foi desmontada e transferida para a avenida Colombo, no campus da Universidade Estadual de Maringá, onde passou a abrigar o Museu da Bacia do Paraná, inaugurado em 1984 e tombado como Patrimônio Histórico Municipal em 2016.

A fotografia, portanto, sintetiza um período em que atividades industriais e rurais coexistiam, delineando os contornos de uma cidade em transformação.

Fontes: Acervo da família Moreira de Carvalho / Acervo Maringá Histórica.

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