Maringá e a "cidade fantasma" - 1952

1952


Registradas por Yukio Ueda, do Foto Maringá, as imagens ilustram como a cidade se apresentava em 1952. Capturadas na região do Maringá Novo, nelas destaca-se a grande quantidade de lotes ocupados com variados tipos de construção.

Aquilo era fruto de uma cláusula, prevista em fins dos anos 1940, nos contratos de venda da Companhia de Terras Norte do Paraná que obrigava o comprador a edificar em sua propriedade urbana no prazo de doze meses. Mesmo que não estivessem preparados para ocupar o imóvel, tal item era cumprido pelos compradores dos lotes.

O advogado Jorge Ferreira Duque Estrada registrou o resultado daquela obrigação em seu livro "Terra Crua". O cronista destacou que, durante certo período, Maringá se tornou uma "cidade fantasma", com muitas casas e poucas pessoas habitando-as. Embora o Censo de 1950 tenha registrado 38.588 pessoas morando em Maringá, apenas 7.270 residiam na zona urbana, enquanto 31.318 integravam a zona rural. Ou seja, a maioria estava distribuída por fazendas, sítios e chácaras, e não no Maringá Novo ou no Maringá Velho.

Dentro de pouco tempo, o Foto Maringá, localizado na então praça da Rodoviária (hoje, Napoleão Moreira da Silva), seria adquirido pelos irmãos Ueta.

Fontes: O Malho, edição VI de 1952 / Acervo Maringá Histórica.

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