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2009
Existe um amplo debate entre o tombar e o demolir. Ambos os quesitos são factíveis de observações.
De um lado temos os historiadores/pesquisadores e memorialistas que, ora ou outra, propõe que sejam resguardadas algumas estruturas antigas, e que tiveram importantes contribuições para a cidade em questão. Mas muitas vezes não são reconhecidas como tal pelos cidadãos da localidade. Este quesito nos remete a questão básica das análises. Não deveríamos estudar a fundo a história de nossa região nos ensinos fundamental e médio?
Na outra via, temos o poder público. Muitas vezes limitado aos enxugados orçamentos, e não conseguindo apoio privado, deixa a mercê estruturas arquitetônicas de especial valia. No entanto, nem sempre a questão é simples. Envolvimentos estratégicos financeiros e imobiliários permeiam os questionamentos, pelo fato de que grandes edificações antigas ficam em áreas privilegiadas e de grande valor. Fica a indagação, não deveríamos propor a preservação?
Nos dois quesitos temos outra problemática, mais agravante ainda. Quando não tombamos um bem e o deixamos a mercê das intêmperes climáticas, naturalmente mendigos, drogados, prostitutas e traficantes são atraídos para o local esquecido. Essa acaba se tornando a saída do poder público, que induz a população a "criar" desgosto e pedir sua demolição. No tombamento fica a pergunta de praxe, quem pagará a conta? Sem dúvida não podemos exigir que sejam transferidos recursos destinados à Saúde, por exemplo. No entanto a famosa "Lei Rouanet" está a disposição e empresas de grande poder aquisitivo estão com as portas abertas, a fim de evitar a sonegação e reduzir seus custos com impostos fiscais.
Para os historiadores fica o anseio: "Criar projetos em prol da história de nossa região"
Para os políticos fica a sugestão: "Para falar de turismo, precisamos preservar. Turismo gera receita".
Miguel Fernando
28 de julho de 2009
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