14 de jun. de 2020

Pioneiro: Ardinal Ribas

Em 1967, Ardinal Ribas ao lado de Nelson Hungria, então titular do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nascido em Castro, no ano de 1920, Ardinal Ribas foi garimpeiro nos rios Igapó e Tibagi. Ainda jovem, iniciou os trabalhos de instalador de cabos telefônicos na Companhia Telefônica Nacional. Em pouco tempo, tornou-se gerente da empresa.

O pico do seu empreendedorismo se deu em 1953, quando, ao lado de mais cinco sócios, adquiriu a Sociedade Telefônica do Paraná S/A em Maringá. Após três anos, Ardinal trouxe sua família para morar na cidade.

A instituição da telefonia automática em Maringá foi um marco na história do Paraná. Em 1955, o município foi o primeiro do estado a receber a benfeitoria. Apesar de algumas críticas no formato de comercialização do sistema, aos poucos os cidadãos se deram por satisfeitos, visto que não era mais necessária a presença da telefonista. A partir de então, cada um pôde realizar as próprias chamadas pelo telefone a disco de suas empresas ou residências. 

Ardinal Ribas ainda compôs o grupo de sócios majoritários de O Jornal de Maringá, além de fundar o time de futebol amador Telefônica Esporte Clube. O campo dessa equipe ficava onde hoje se encontra o Shopping Cidade (anteriormente Mercadorama).


Em 1967, a Sociedade Telefônica foi incorporada pela Telepar (Telecomunicações do Paraná S/A.).

Na comunidade, Ardinal Ribas participou de diversas entidades. Foi presidente do Grêmio de Esportes de Maringá e vice-presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF). Ao lado de outras personalidades, foi um dos responsáveis pela implantação da Faculdade de Direito de Maringá. Nas eleições para a presidência da então Associação Comercial e Industrial de Maringá (ACIM), no final de 1969, Ribas fez "bate-chapa" contra Ubiraja de Araújo Pismel. Do confronto, Pismel saiu vitorioso.

Ribas também compôs o cenário político como figura pujante e crítica. Candidatou-se à Prefeitura de Maringá em 1968, mas foi derrotado pelo advogado Adriano José Valente. Dois anos depois, consagrou-se o terceiro deputado federal mais votado do Paraná, com 48 mil votos. Aquele também foi o momento da maior bancada maringaense composta na Câmara Federal, pois, ao lado de Ribas, estavam Ary de Lima, Túlio Vargas e Silvio Barros.

Apesar de integrar a coligação da Arena (Aliança Renovada Nacional), Ardinal Ribas não compartilhava das opiniões do Regime Civil-Militar. Geralmente, questionava os projetos impostos pelo Governo. Uma das críticas mais polêmicas envolvendo Ribas foi o pedido de abertura de CPI para averiguar os gastos da Seleção Brasileira durante participação na Copa do Mundo de 1970.

Em 1973, devido a um infarto, Ardinal Ribas morreu no final de seu primeiro e último mandato na Câmara Federal. Devido a seus feitos, muitas cidades do Paraná emprestam seu nome para vias e prédios públicos.

Fonte: artigo originalmente publicado na Gazeta do Povo - 7 de outubro de 2011 / Acervo Maringá Histórica. 

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