20 de out. de 2019

Ocupações irregulares próximo ao viaduto - 1978




É difícil encontrar livros que tenham abordado os problemas sociais que Maringá enfrentou ao longo de suas primeiras décadas. Hoje já se sabe que a cidade possuiu favelas e diversas outras formas de ocupações irregulares. 

Em novembro de 1978, o impresso O Diário do Norte do Paraná trouxe a matéria com o seguinte título: "Famílias enfrentam perigo residindo em dois prédios antigos e ameaçados":

"Várias famílias que não têm um teto para morar encontram ao lado do trevo da Tuiuti-Colombo dois prédios ameaçados, onde passaram a residir. Um dos prédios, onde funcionava antigamente a Gás-Bras, talvez seja o que corre o maior perigo de desabamento, em função da escavação feita ao seu lado, quando da construção do viaduto. O outro barracão, também de alvenaria, destelhado e com as paredes ameaçadas situa-se ao lado do antigo e velho prédio onde existia há tempo a Gás-Bras, onde várias famílias encontram-se alojadas. Misturando costumes e a situação difícil da sobrevivência de cada família, homens, mulheres e crianças vivem "embolados", não dando, sequer, a mínima importância para o perigo que correm, pois, uma chuva acompanhada de vento poderá causar danos graves [...]

Não tendo outros meios de recursos, para abrigar em outras localidades, eles continuam enfrentando o perigo. E isso, deve ser visto pelos órgãos competentes, que precisarão tomar certas medidas com urgência, pois caso contrário fatos desagradáveis poderão acontecer. 

Naqueles dois barracões em dias ensolarados nota-se uma pacata vida: homens saem em busca do ganha pão, crianças saem as ruas a mando das mães para pedir esmolas, e na maioria das vezes para perambular pelos mais diferentes pontos da cidade, aprendendo as trajetórias dos caminhos incertos da vida. [...]".

Fonte: O Diário do Norte do Paraná - 30 de novembro de 1978 / Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica. 

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