6 de jan. de 2019

Greve na Hermes Macedo - 1962


No dia 5 de outubro de 1962 eclodiu uma greve de funcionários na filial da Hermes Macedo S.A. de Maringá.

Os piquetes se deram durante todo o horário comercial em frente do tradicional estabelecimento, na então rua General Câmara (atual Basílio Sautchuk) esquina com a rua Santos Dumont, o que impediu a entrada de clientes. Os funcionários exigiam aumento salarial de 40% em face dos percentuais que havia sido propostos entre 15% e 20%.

Durante a noite um encontro ocorreu entre os empregados e empregadores, onde foi afirmado categoricamente que a reivindicação não seria atendida. Para amenizar tensões, os representantes do estabelecimento solicitaram o retorno ao trabalho no dia seguinte, assumindo o compromisso de que não haveria punições ao envolvidos naquele movimento.

Na sequência, os grevistas se reuniram no Sindicado dos Empregados do Comércio (no então Edifício Amazonas), onde ficou definido que a greve seria encerrada desde que a Hermes Macedo firmasse o compromisso de que nenhum funcionário seria demitido ao longo dos próximos 90 dias.

O então gerente da filial em Maringá, Willian Castelleins, afirmou que tratou-se de um movimento exclusivamente político e que teria sido insuflado por forças de esquerda. Castelleins disse à imprensa na época que a empresa além de pagar o 13º salário em dia, ainda promovia os devidos reajustes por duas oportunidades anuais: uma em março e outra em setembro. Ainda, constatou-se que nem todos os funcionários foram solidários aquela greve. 

O assistente jurídico da empresa, Dr. Antonio Pacheco, afirmou que "ao que tudo indica, o movimento foi intentado com o propósito deliberado de atingir a pessoa do sr. Hermes Macedo, candidato a deputado federal, pois em 30 anos de existência nunca houve um movimento semelhante na firma Hermes Macedo". 

Fonte: Folha do Norte do Paraná - 6 de outubro de 1962 / Gerência de Patrimônio Histórico / Acervo Maringá Histórica. 

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