31 de mar de 2011

Aviões da FAB - 1957

Eis o grupo de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) que participou do 10º aniversário de Maringá. Naquele fatídico 11 de maio (semana das festividades municipais), um avião chocou-se contra o mastro da bandeira nacional instalado na Praça Raposo Tavares, depois de um rasante arriscado. Os dois pilotos morreram.

Posteriormente, no mesmo dia, a entrega do Aeroporto Gastão Vidigal por parte da Companhia Melhoramentos para a FAB perdeu o brilho por conta da tragédia.

Mais sobre esse acidente? Clique AQUI.

Fonte: Acervo Maringá Histórica / Contribuição Dr. Lúcio Zanato.

4 comentários:

  1. Legal ver esta foto da esquadrilha da fumaça, em 1957 (foto inédita para mim).

    Veja o relato escrito pela professora Celuy Damasio, da UEM:

    ...

    " Estamos em 10 de maio de 1957, manhã solene, autoridades presentes festejando a data. Por volta das 9h45 os esperados aviões dominaram o céu azul da bela aniversariante. O sol brilhava naquela sexta-feira. Os olhares admirados dirigiram-se para cima, uma invasão de contentamento apoderava-se da população.

    Tudo era novidade, o Esquadrão de Demonstração Aérea debutou no início dos anos 50, com um grupo de instrutores da antiga Escola da Aeronáutica, em Campos dos Afonsos, no estado do Rio de Janeiro, liderado pelo Tenente Domenech, que, nos horários livres, divertia-se praticando manobras e acrobacias. Sua primeira apresentação em púbico, ainda sem a fumaça[1], foi no dia 14 de maio de 1952, que passou, alguns anos depois, a ser comemorado como Dia da Esquadrilha da Fumaça.

    Pouco mais de cinco anos de experiência, o novo e o belo faziam a adrenalina subir nos expectadores que se deliciavam com a habilidade mostrada pelos dois ocupantes de cada um dos cinco North American T6D, quando, de repente, às 10 horas, um deles sobrevoou abaixo do que deveria, atingindo um dos mastros que tinham por única função ostentar os “símbolos da amada terra”. Desespero, gritos, pais escondendo os olhares curiosos das crianças, adultos querendo enxergar, pessoas passando mal, o medo reinando, o final da festa, o final de duas vidas diante dos olhos dos maringaenses, os poucos repórteres tentando se aproximar, a polícia apartando. O espetáculo mudou de rumo. Piloto e co-piloto lembrados, anonimamente, pelos que estavam lá."

    Veja na íntegra:

    http://www.espacoacademico.com.br/072/72damasio.htm

    abraço!

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  2. No final do ano de 2007 encontrei o Éder Hundzinski embaixo de uma das marquizes do Supermercado Condor. Chovia cântaros e nós, coincidentemente, precisamos daquele abrigo. Enquanto a chuva caía, recordamos felizes nossos tempos de 1º grau na Escola Santa Maria Goretti nos anos de 1970. Inclusive falamos sobre o assunto, motivo desta postagem. Morávamos na mesma Rua Marquês de Abrantes, separados apenas pela Avenida Colombo.

    Na frente da casa dele, com uma das pontas enfiada na grama do jardim, uma haste se mantinha em pé. Era uma decoração estranha, incompreendida, pelo menos por mim. Passava sempre defronte a casa dele e aquele objeto me intrigava. Sem saber defini-lo, perguntei ao Éder o que era aquilo. Ele disse “sabe de um avião da esquadrilha da fumaça que caiu uma vez aqui em Maringá, num aniversário da cidade? Assenti com a cabeça, pois meu pai já havia me contado esta estória. “Pois é...”, continuou o Éder, “...é a hélice do avião que caiu”. O pai do Eder, Dinoh Hundzinski, pegou a hélice de entre os destroços do avião e se afastou da multidão. Fez dela uma espécie de troféu.

    O artigo (parte) postado pelo J C Cecílio foi escrito pela Celuy, irmã do Éder.

    Em 15/03/2008 o jornal O Diário viria contar a estória dela hélice que você pode, também, ler neste link http://migre.me/49zR4.

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  3. No dia dessa fatalidade eu me encontrava cerca de duzentos metros da estação ferroviária, conversando com outros garotos. Eu estava com 12 anos de idade. Vi o avião dando um voo rasante sobre a avenida duque de caxias, bater no mastro da praça e, do qual saiu um pedaço da asa para, depois, chocar-se contra a casa de força (máquina) da ferrovia. Foi simplesmente uma cena terrível que até trago na minha mente. Vi os pedaços do que restou dos corpos dos pilotos. Curioso é que o avião na verdade não explodiu, isto é, foi e ao mesmo tempo não foi uma explosão. Ele se acabou com o choque que teve com a casa de força. Triste lembrança, mas que faz parte da história de Maringá.


    Miguel Tait

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  4. Que legal! Por coincidência, hoje estava vendo umas fotos dessa hélice que estah com minha mãe. fiquei até assustada quando vi que o assunto tinha ressurgido.
    Bom relembrar os velhos tempos, ainda que seja em torno de uma tragédia.
    BELOS TEMPOS da zona sete, Marquês de Abrantes, e a tal hélice que fazia com que os transeuntes parassem para perguntar o que era...
    Grande abraço e muito obrigada pela citação do texto, pela lembrança de nossas raizes!
    Celuy Roberta Hundzinski (Sula)

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