30 de dez. de 2010

Instalação do Banco do Brasil

O Banco do Brasil foi inaugurado em Maringá a 17 de dezembro de 1953. Na oportunidade, instalou-se no Edifício João Tenório Cavalcante, na Avenida XV de Novembro esquina com a Avenida Duque de Caxias.

Importante ressaltar que, na época, muitos funcionários foram transferidos da então capital nacional, Rio de Janeiro, para a jovem cidade.

Os primeiros funcionários em frente ao Edifício João Tenório Cavalcante (1ª agência do BB em Maringá)

Sete anos após a inauguração, em 15 de novembro de 1960, foi instituída a Associação Atletica Banco do Brasil (AABB), com campo de futebol próprio entre outras áreas de lazer.

O Edifício João Tenório Cavalcante ainda abrigou a Câmara Municipal de Vereadores (simulatânemente com o BB. A Câmara ocupava o primeiro pavimento, enquanto o Banco o térreo) e em 1º de fevereiro de 1963, foi alugado pela Prefeitura Municipal para sediar a Secretaria de Educação, Saúde e Assistência Social, além da Biblioteca Municipal.

Já, o Banco do Brasil inaugurou a nova agência, em sede própria, a 17 de fevereiro de 1963, localizado em frente ao local onde ficava a Estação Rodoviária Américo Dias Ferraz.

A sede própria do Banco do Brasil.

O leitor Reginaldo Benedito Dias dá a contribuição - Minha primeira visita à Biblioteca Municipal ocorreu quando ainda estava sediada nesse prédio. Não me lembro do ano.

Fonte: Contribuição de Marco Antonio Deprá / Acervo Maringá Histórica.

29 de dez. de 2010

Antigo campo de baseball - SOCEMA

Na área marcada de vermelho, Avenida Colombo próxima a então Avenida das Indústrias, atual Avenida Bento Munhoz da Rocha Neto (clique na imagem para ampliá-la), funcionou o campo de baseball da Sociedade Cultural e Esportiva de Maringá (SOCEMA).

Segundo o pesquisador e amigo Marco Antonio Deprá, toda esta estrutura da arquibancada foi numerada, desmontada e reinstalada na sede definitiva da Sociedade (atual Avenida Kakogawa), que veio a transformar na ACEMA.

Abaixo, a equipe de futebol dos funcionários do Banco do Brasil, provavelmente, em uma partida ocorrida entre os anos de 1959/1960 neste campo da SOCEMA. Ao fundo da imagem, é possível vermos parte da arquibancada.

Fonte: MuseuBacia do Paraná / Colaboração - Marco Antonio Deprá / Acervo Maringá Histórica.

Maringá Clube

A reunião de fundação formal do Maringá Clube se deu no Restaurante Lord Lovat, na Avenida XV de Novembro, no dia 28 de junho de 1956. Deste encontro foram eleitos para a primeira diretoria: Manoel Mendes Mesquita (presidente), Néo Alves Martins (tesoureiro), Paulo Afonso Mesquita Sampaio (secretário); Conselho Administrativo: Manoel Mendes Mesquita, Dr. Ivaldo Borges Horta, Roberto Vidigal, Affonso Campos Lima, Renato Celidônio, Néo Alves Martins, Samuel Silveira e Paulo Afonso Mesquita Sampaio.

Eis uma vista aérea do Clube, provavelmente do final da década de 1950.

A elaboração do projeto ficou a sob a responsabilidade do arquiteto paulista José Augusto Belucci. A Companhia Melhoramentos Norte do Paraná doou o terreno localizado na Avenida Cerro Azul com quase 25 mil metros quadrados.

A fachada da Sede Social. A imagem é do início da década de 1970.

A Sede Social foi inaugurada com um grande baile no dia 17 de dezembro de 1957.

Fonte: Histórico do Maringá Clube / Revista Maringá Ilustrada - Maio de 1972 / Acervo Maringá Histórica.

Honoris Causa a Dom Jaime - 1980

Este foi o momento em que o então reitor Neumar Adélio Godoy (1978-1982) agraciou, formalmente, o 1º bispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho, com o título de professor Honoris Causa da Universidade Estadual de Maringá, em 1980. Dom Jaime, além de ter lecionado Ética e Sociologia na UEM, também foi um dos articuladores para a constituição da mesma.

O jantar pós solenidade ocorreu no Restaurante Universitário (RU), à moda do "bandejão".

Nesta mesa, do lado direito, Joaquim Dutra. Ao fundo, do lado esquerdo, Frank Silva. Ambos de O Diário do Norte do Paraná e Rádio Cultura.

O leitor Altair Aparecido Galvão dá a contribuição - Sentando em frente ao Joaquim Dutra, o Prof. Amauri Meller.

Fonte: Museu Bacia do Paraná / Acervo Maringá Histórica.

27 de dez. de 2010

Amostra de Dança - 1956

Esta amostra de dança foi executada durante o XVlll Cogresso internacional de Geografia, realizado no Grande Hotel Maringá em 1956.

Fonte: Museu Bacia do Paraná / Acervo Maringá Histórica.

24 de dez. de 2010

Motoniveladora na Praça da Rodoviária - Final da década de 1940

Esta é uma das motoniveladoras da então Companhia de Terras Norte do Paraná (depois Companhia Melhoramentos Norte do Paraná). Na imagem, vemos ao fundo as futuras instalações da Estação Rodoviária, local que onde veio a se tornar a Praça Napoleão Moreira da Silva em 04/05/1957.

Fonte: Acervo Maringá Histórica.

23 de dez. de 2010

A Musical - Década de 1960

Eis a loja de instrumentos e aparatos musicais "A Musical", de propriedade do "Barrinho", pai do Silvio Barros. E, em um orgão, Silvio Barros II (filho) praticava suas lições.

Anteriormente, o espaço foi ocupado pelo Banco Mercantil de São Paulo S.A.

O leitor Altair Aparecido Galvão dá sua contribuição - Este estabelecimento patrocinava um programa sertanejo do Coronel do Rancho, que costuma dizer: "A Musical do compadre Barrinho!".

Fonte: Museu Bacia do Paraná / Acervo Maringá Histórica.

Série: Quem? Onde? (Casa Maringá)

Você sabe onde funcionou a Casa Maringá? E, reconheceu os dois personagens que posaram para a posteridade?

Deixe um comentário.

O leitor JC Cecílio faz o esclarecimento - Casa Maringá, o primeiro estabelecimento comercial do Maringá Velho. Localizava-se na esquina da Av. Brasil esquina com a Rua Rua Jumbo (hoje Rua Dr. Lafayette Tourinho) da família Jorge-Abrão (José Jorge Abrão e filhos) no ramo de secos e molhados. Na foto, de bigodes, meu tio, Braz José Jorge (ou talvez seja o Sr. Benedito José Jorge), ao lado, parece ser o Sr. Antônio Carniel. O Sr. Braz montou anos depois, a famosa Casa da Lavoura, na mesma quadra, também de artigos de secos e molhados, próximo à Rua Cleópatra (hoje Rua José Jorge Abrão). Na minha opinião, esta fotografia foi tirada entre os anos 1949 até 1953.

Fonte: Acervo Zé Maringá / Acervo Maringá Histórica.

Série: Quem? Onde? - 1949

Reconhece algum dos personagens desta imagem? Deixe um comentário.

- Vasculhando meus arquivos, encontrei a referência. Essa é uma das muitas famílias que foram acompanhar a inauguração do Campo de Aviação em 1949.

Fonte: Museu Bacia do Paraná / Acervo Maringá Histórica / Revista A Pioneira - Novembro e Dezembro de 1949.

Grupo Escolar Dr. Oswaldo Cruz

Alunos e professores do Grupo Escolar Dr. Oswaldo Cruz, a segunda escola pública construída em Maringá.

Quer saber mais sobre esta edificação? Clique AQUI.

O leitor Altair Aparecido Galvão faz o comentário - Esse eu conheço bem. Estudei aí de 1957 a 1960.

Fonte: Museu Bacia do Paraná / Acervo Maringá Histórica.

22 de dez. de 2010

Feliz Natal e Próspero Ano Novo

Esta é a 602º postagem do Projeto Maringá Histórica. São quase dois anos de muita história. Ao longo das publicações, fotos, vídeos, depoimentos e muitos comentários. Diversos amigos auxiliaram na construção deste, hoje, grandioso blog.

Continuamos contando com a colaboração de todos para o próximo ano. Teremos muitas novidades.

Utilizarei, aproveitanto, o cartão postal enviado pela Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá, para ilustrar historicamente esta postagem. A arte foi produzida por Edgar Osterroht, patrocinador pela Associação Comercial de Maringá e pelo Rotary Clube, e publicado em 1958 na Revista Norte do Paraná.

Clique na imagem, que ela ficará mais nítida.

Fonte: Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá / Acervo Maringá Histórica.

Visita do Príncipe Akihito e Princesa Michiko - 1978

Momento da partida no Aeroporto Gastão Vidigal.

No 70º aniversário da Imigração Japonesa no Brasil, a 20 de junho de 1978, o Príncipe Akihito (hoje Imperador) e a Princesa Michiko estiveram em uma visita oficial a Maringá. A agenda deles incluiu a inauguração do Jardim Japonês do Parque do Ingá e o lançamento da pedra fundamental da Associação Cultural e Esportiva de Maringá (ACEMA). Quem acompanhou os herdeiros do trono do Japão, além das autoridades locais e estaduais, foi o então presidente do Brasil Ernesto Geisel.

Antes de chegar a Maringá, o Princípe e a Princesa passaram por Brasília, São Paulo, Londrina e Rolândia.

Na tarde do dia 20 de junho, eles chegaram e foram direto para o Parque do Ingá, a fim de inaugurar o Jardim Japonês. Ao longo do caminho, diversos estudantes os recepcionaram com bandeiras do Japão e do Brasil. Na ocasião, 10 mil delas foram distribuídas. O casal pernoitou no Hotel Bandeirantes, o mais luxuoso da época. Tanto que um quarto foi especialmente elaborado para a ocasião.

Eis a Princesa Michiko e um ipê, ao fundo. Segundo informações da época, ela teria pedido para a comitiva parar em frente à Igreja São José da Vila Operária, onde a árvore fica localizada, para fazer um reverência. Contudo, recentemente, informações confrontam o dito. Ela não teria descido do carro e nem pedido para a comitiva parar.

No dia 21 de junho de 1978, ainda pela manhã, o casal partiu de volta ao Japão.

Fonte: Kenji Ueta / O Diário do Norte do Paraná / Acervo Maringá Histórica.

21 de dez. de 2010

Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima - 1953

Esta foto foi o símbolo do cartão distribuído após o evento.

Trata-se da chegada da imagem “Peregrina de Nossa Senhora do Rosário de Fátima”, que percorreu muitos países católicos naquele ano (uma imagem com grande importância aos religiosos da época, pois tinha origem portuguesa, do Santuário de Fátima). Foi promovido pela Diocese de Jacarezinho, a qual Maringá pertencia como paróquia. Passou por Jacarezinho (11/08/1953), Siqueira Campos,
Londrina (12/08/1953), Apucarana e Maringá (13/08/1953).

Aqui, a Catedral em madeira e o palco preparado especialmente para recepcionar a imagem.

O leitor JC Cecílio complementa - Em Maringá, foi relatado a realização de alguns milagres que teriam ocorrido na cidade, durante a visita da imagem. Porém, o mais instigante talvez seja o caso de Maria Keiko, de aproximadamente 16 anos, que na chegada da imagem, foi atropelada por um jipe, que passou por cima do seu corpo. Mesmo assim, a menina não sofreu nenhuma lesão interna. A partir de então, conta-se que o pai da menina passou a acender uma vela a Nossa Senhora de Fátima todas as manhãs. Esta imagem também é o símbolo e padroeira da TFP (Tradição, Família e Propriedade) que é uma organização católica tradicionalista, conservadora e anticomunista, fundada em 1960 por Plínio Correia de Oliveira. Ainda existe, apesar de ser retrógada e de extrema direita, felizmente adormecida.


O Pe. Orivaldo Robles dá a valiosa contribuição - A foto mostra a recepção à imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que visitou Maringá nos dias 13-14 de agosto de 1953. Depois de passar por Siqueira Campos, Jacarezinho, Londrina e Apucarana, Maringá foi a quinta paróquia da Diocese de Jacarezinho a acolher a imagem original de Nossa Senhora de Fátima que, saindo de Portugal, peregrinou por vários lugares do Brasil durante aquele ano.

A imagem peregrina chegou ao aeroporto Gastão Vidigal às 17h do dia 13, trazida por dom Geraldo de Proença Sigaud, bispo de Jacarezinho, em avião especial, escoltado por outros seis aparelhos. Depois de várias homenagens naquela tarde e noite do dia 13, e manhã do dia seguinte, a imagem foi, na tarde do dia 14, para o campo de aviação, de onde rumou para Goiânia.

A propósito, algumas informações sobre a Igreja Católica na Maringá de então:

Em 2 de abril de 1950, num único decreto, foram erigidas por Dom Geraldo de Proença Sigaud, bispo de Jacarezinho, duas paróquias em Maringá: a de Santa Cruz, no Maringá Velho, e a da Santíssima Trindade, no Maringá Novo. Portaria do dia 3 de outubro de 1951 (um ano e meio depois), porém, reduziu Santa Cruz, no Maringá Velho, à condição de capela, anexando-a à outra paróquia. A cidade de Maringá ficou, assim, com somente uma paróquia, com sede no Maringá Novo.


Menos de dois anos após a definição do dogma da Assunção de Nossa Senhora à glória celeste em corpo e alma (1° de novembro de 1950), o mesmo Dom Geraldo de Proença Sigaud, bispo diocesano, conferiu novo orago (padroeiro) à paróquia de Maringá. Por decreto de 5 de agosto de 1952, estabeleceu:

Coube à nossa cidade assistir o momentoso acontecimento da Proclamação do Dogma da Assunção da Virgem Santíssima, Senhora Nossa, cujo Corpo bendito, unido à Alma Gloriosa, foi levado ao Céu pelo Divino Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim esta época atribulada e sacudida por tantos sofrimentos (sic) viu brilhar na noite escura do pecado e do desespero a luz suave da esperança que a Assunção da Virgem irradia. Desejosos de perpetuar em nossa Diocese este dulcíssimo acontecimento, decidimos consagrar a Paróquia de Maringá-Novo (sic) à Nossa Senhora da Glória, declarando e instituindo a Assunção da Virgem Maria titular da Igreja, e Nossa Senhora da Glória Padroeira da Paróquia.

Criada a Diocese de Maringá em 1° de fevereiro de 1956, a Paróquia Nossa Senhora da Glória foi alçada à condição de Catedral. Nela foi empossado, em 24 de março de 1957, o primeiro bispo, Dom Jaime Luiz Coelho. Hoje Nossa Senhora da Glória é padroeira da Catedral, da cidade de Maringá e da Arquidiocese de Maringá, que reúne 55 (cinquenta e cinco) paróquias.

Fonte: Museu CESUMAR / Acervo Maringá Histórica / Contribuição de JC Cecílio.

População recepciona seu 1º Bispo

No dia 24 de março de 1957, a população de Maringá esteve presente no Aeroporto Dr. Gastão Vigidal para recepcionar o seu 1º Bispo, Dom Jaime Luiz Coelho. AQUI, mais informações sobre este histórico dia.

Fonte: Museu CESUMAR / Acervo Maringá Histórica

20 de dez. de 2010

Pioneiro: Primo Monteschio

Apesar de Primo Monteschio ter nascido em Sertãozinho, São Paulo, foi em Pitangueiras que cresceu e se casou com Ruth Martins. Da união surgiram seis filhos: Álvaro, Agda, Sônia, Maria Inês, Ivan e Marcos.

Em Maringá, mais especifícamente, no "Maringá Velho", Primo Monteschio chegou a 14 de abril de 1946. No núcleo inicial, ele, como dentista prático, instalou o primeiro consultório odontológico.

Adriano José Valente, Ruth e Primo Monteschio e o Pe. Sidney Zanettini.

Nas primeiras eleições municipais, em 1952, ficou como suplente de vereador. Cargo que chegou a ocupar até 1956. No pleito seguinte, logrou-se vereador. Fato que se repetiu em 1964. No ano de 1968, encerrou sua carreira política e focou a vida empresarial.

Primo Monteschio foi dentista, agricultor, piloto civil e comerciante de artigos dentários. No final da década de 1960, ao lado do filho Álvaro, fundou uma das empresas funerárias mais importantes do Norte do Paraná: Serviço Social e Luto Funerária Maringá. A empresa chegou a contar com uma frota especial para transporte para todo o país, além de uma capela mortuária e necrotério particular. Dentro deste contexto, ainda foi fundado o Plano Social Maringá, que era um conceito moderno para a época: com baixas mensalidades, todas as classes sociais poderiam se preparar para o momento da morte de um ente querido.

Capela Mortuária Particular.

Segundo relatos, não raro, Primo Monteschio era visto chorando nos funeráis de seus amigos.

Primo Monteschio faleceu a 19 de outubro de 1986.

Fonte: Maringá Ilustrada - Maio de 1972 / Acervo Maringá Histórica.

17 de dez. de 2010

Silvio Barros e Luiz Moreira de Carvalho - 1972

O ex-prefeito, Luiz Moreira de Carvalho (direita) celebrou apoio ao então candidato ao cargo, Silvio Barros (esquerda), pelo MDB-2. Nesta chapa o vice foi Walber Guimarães.

Fonte: Acervo Maringá Histórica.

16 de dez. de 2010

Interior da Câmara de Vereadores - 1967

Eis o interior da Câmara de Vereadores de Maringá, que na época funcionava na Avenida Tiradentes.

A foto foi registrada a 28 de novembro de 1967 e, a superlotação foi resultado da tragédia ocorrida no dia 23 do mesmo mês, quando os soldados, Manoel Gerson Maia e Beneval Merêncio Bezerra, assassinaram Clodimar Pedrosa Lô. A população cobrava melhorias efetivas na então 13ª. Subdivisão de Polícia de Maringá.

Fonte: O Jornal de Maringá - 29/11/1967 / Acervo Maringá Histórica.

Inauguração - Campo de Aviação - 1949

Terraplanagem no campo de pouso.

Apesar de aviões de pequeno porte já estarem pousando em Maringá desde 1947 em campos improvisados, em 1948, a Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP) executou o projeto de terraplanagem das três pistas projetadas por Jorge de Macedo Vieira. A Pista I não foi efetivada. A Pista II foi concluída, mas, não foi muito utilizada, pois, oferecia demasiado perigo aos pilotos por seu eixo estar justaposto aos ventos predominantes, o que dificultava os pousos e decolagens. A Pista III acabou se tornando na oficial.

Avião durante as festividades de inauguração.

Com isso, este campo de aviação (Pista III) foi efetivamente inaugurado a 18 de setembro de 1949. A CTNP entregou o aeroporto à cidade, ainda distrito de Mandaguari. O evento ocorreu no próprio local, com demonstrações de pousos e decolagens. Na mesma noite, um baile na Sede Social do Aero Clube de Maringá encerrou as festividades (Avenida São Paulo).

Autoridades presentes: (3) Brigadeiro Samuel Ribeiro (FAB) e (2) Hermann Moraes Barros (CTNP)

Fonte: Tese de Mestrado: O aeroporto e os fluxos aéreos no contexto da formação do espaço urbano regional - O caso Maringá-PR - Renato César Marques / Acervo Maringá Histórica.

14 de dez. de 2010

Série: Quem? Onde?

O ano de referência que tenho da imagem é 1958. O último, do lado direito, é o Divanir Braz Palma. Ao seu lado, parece, mas não tenho certeza, ser o Felizardo Meneguetti.

Recenheceu algum dos personagens? Deixe um comentário.

O leitor Edson dá a contribuição - O primeiro da esquerda é o Dr. Ivaldo Borges Horta.

Fonte: Museu CESUMAR / Acervo Maringá Histórica.

13 de dez. de 2010

Rua Santos Dumont e Avenida Brasil - Década de 1940

No primeiro plano, a rústica Rua Santos Dumont. Mais ao fundo, a Avenida Brasil.

Esta imagem, umas das mais interessantes do período, mostra o primeiro prédio da Companhia de Terras Norte do Paraná do "Maringá Novo". Ao lado, as residências de seu gerente, Arthur Thomas, e seus funcionários Jancer Nunes Reinaldet, José Dias (Zezão) e Ulisses Bruder. De fronte à estas residências, o então Hotel Bom Descando (de costas). Ao fundo, no encontro das Avenidas Brasil com a Duque de Caxias, os prédios, ainda em construção, das Lojas Pernambucanas e, mais ao fundo, do Cine Maringá. Sem contar, é claro, a quantidade de pés de café nos arredores das propriedades da Rua Santos Dumont.

Fonte: Museu Bacia do Paraná / Acervo Maringá Histórica.

Praça José Bonifácio - Década de 1960

Eis a Praça José Bonifácio na década de 1960. Do lado direito, de frente para a Praça, o Posto Santo Antônio, de Alfredo Moisés Maluf.

O leitor José Flauzino dá a contribuição - No alto do prédio azul (ao fundo) há um letreiro "Casa Rosa". Todo o andar térreo deste edifício, inclusive com portas para a Rua Guarani, foi ocupado por esta loja de materiais de construção.

Fonte: Museu CESUMAR / Acervo Maringá Histórica.

10 de dez. de 2010

Conheça um pouco da "epopeia" do Café no norte do Paraná



Nestas raras imagens, vemos o vendedor de lotes da Companhia de Terras Norte do Paraná, Hikoma Udihara. Além disso, é possível ver os vários palacetes erguidos pelos barões do café, bem como o Cine Teatro Outro Preto, na cidade de Londrina.

Fonte: Documentário O Ciclo do Café - TV Sinal - Reportagem de Fernanda Martins / Acervo Maringá Histórica.

1ª Máquina de Café de Maringá

A Máquina de Café Santo Antônio, construída com madeiras de péroba pela Companhia de Terras Norte do Paraná na década de 1940, provavelmente foi a primeira de Maringá. Em seu livro, Terra Crua, Jorge Ferreira Duque Estrada se tornou proprietário de uma máquina de café ao lado do Posto Villanova (de Inocente Villanova). Acompanhe o trecho na íntegra:

Com Ignácio Morais Teixeira organizei uma compradora de café em coco. Adquirimos a primeira máquina de beneficiar café que aqui se construiu, localizada logo na entrada da cidade, ao lado do Posto Villnova. Foram seus construtores os irmãos Constantino, originários da Rússia.

Na ilustração de Edgar Ostenhoth, vemos o prédio histórico.

O Posto Villanova (e também a Serraria de mesmo nome) ficava próximo do encontro das Avenidas Mauá e Tuiuti. Endossando, assim, que a máquina ressaltada por Duque Estrada, pode ser a Santo Antônio. Infelizmente, a estrutura histórica foi demolida em 2004.

Fonte: Livro: Homenagem ao cinquentenário de Maringá - Edgar Ostenhoth / Acervo Maringá Histórica / Livro: Terra Crua - Jorge Ferreira Duque Estrada.

A "lei" dos jagunços


O trecho do livro Terra Crua, de Jorge Ferreira Duque Estrada, descreve como eram as ditas "leis" dos jagunços:

A jagunçada tinha lá suas “leis” e suas maneiras de executá-las. Uma delas – as porungas – consistia num modo exquisito de se livrar dos outros, sem gastar munição. Amarravam os braços do “cabra” para trás, colocando, em seguida, as “porungas” (cabaças do mato) bem prêsas nos joelhos ou nos pés, que também são amarrados. Jogado n’água, a cabeça do “bicho” vai ao fundo, enquanto, as “porungas” , muito leves, flutuam juntamente com os pés, descrevendo, no comêço, uma dança desesperada, macabros revolteiros. Depois, lânguida e vagarosamente, vão descendo pelo rio, dando adeus à terra, que vai ficando atrás. Por seu lado, submisso ao seu destino, o “cabra” deixou de respirar...

As vêzes , essa “justiça” tem aplicação quando um jagunço de um “grilo” rio abaixo invade um “grilo” rio acima. Colocam-no nesse original “veículo”, um jocoso bilhete ou “mensagem”, dentro de uma das “purungas”, para os “colegas” de rio abaixo.

A degola não era rara, resquício das gauchadas do tempo das maragatos, sendo a velha adaga substituída pelo moderno facão “collin”. Sôbre êsse feio costume, penso que Alberto e Aníbal poderiam contar histórias empolgantes, embora jamais possam ser responsabilizados por tais “acidentes”. Em geral, da concuspiscência de algum jagunço incorrigível...

Escrevi, certa vez, o roteiro de um filme que se chamaria “GRILEIROS”, contando como se faziam essas coisas. Mas, não encontrei empresário.

Fonte: Livro: Terra Crua - Jorge Ferreira Duque Estrada / Acervo Maringá Histórica.

9 de dez. de 2010

Avenida Getúlio Vargas esquina com a Rua Santos Dumont - Década de 1950

Um trecho da Avenida Getúlio Vargas. Interessante que no período que a imagem foi produzida, ainda é possível constatar as duas lacunas ao longo dos prédios já constituidos. Nestes terrenos, anos mais tarde, foram construídos o Edifício Três Marias e, na esquina com a Rua Santos Dumont, o Banco Sul América. Este último, sob o projeto do conhecido arquiteto Rino Levi.

O Banco Sul América fazia parte do grupo de empresas pertencentes aos acionistas da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná.

Fonte: Museu CESUMAR / Acervo Maringá Histórica / Entrevista com o historiador João Laércio Lopes Leal.

Grêmio Esportivo Maringá - Tricampeão da Série Norte do Paraná

Eis o time maringaense que logrou sucesso no Campeonato Paranaense, Série Norte, por três vezes consecutivas: 1963, 1964 e 1965. Em uma rara publicação, vemos todos os jogadores, equipe técnica e diretoria do saudoso Grêmio Esportivo Maringá.

Para ampliar, clique na imagem.

O leitor anônimo faz a consideração - (...) dessa epoca aí deveriam constar também nomes de outros jogadores da casa, como o Nilo, Bequinha, Ney, e pelos mais uns 08 como, por exemplo, o Lelei e o Marcos

Fonte: Museu CESUMAR / Acervo Maringá Histórica.

8 de dez. de 2010

Pioneiro: Luty Vicente Kasprowicz

Nascido a 17 de junho de 1931 em Curitiba, se casou com a Dra. Thelma Villanova, filha do primeiro prefeito de Maringá, Inocente Villanova.

Luty cursou o primário e o secundário no Colégio Dom Miro Cezar na capital paranaense. Em 1931, graduou-se como oficial da Reserva do Centro de Preparação de Oficiais do Estado do Paraná. Conquistou o diploma de engenheiro civil em 1955, pela Universidade Federal do Paraná.

Chegou a Maringá, em definitivo, no ano de 1956, para ocupar na ocasião, o cargo de engenheiro da recém constituída Prefeitura da cidade, onde seu sogro havia acabado se tornar prefeito. Um ano depois, Luty constituiu sua empresa de Projetos e Construções. Em 1958, ocupou o cargo de engenheiro da comissão de constituição dos primeiros silos e armazéns do Instituto Brasileiro do Café (IBC) no norte do Paraná.

É pós-graduado em Geologia e Mecânica de Solos. Foi o único representante brasileiro na II Mesa Redonda Pan Americana de Arquitetos realizada em São Paulo, em 1962.

Além disso, foi o primeiro secretário de Obras e Viação de Maringá, durante a gestão de João Paulino Vieira Filho (1960-1964). Posição que voltou a ocupar durante a gestão de Adriano José Valente (1969-1972).

Fonte: Revista Maringá Ilustrada - Maio de 1972 / Acervo Maringá Histórica.

6 de dez. de 2010

Série: Vídeos Perdidos: atentado contra Américo Dias Ferraz

O atentado, realizado por Aníbal Goulart Maia contra o então prefeito Américo Dias Ferraz, ocorreu em 24 de dezembro de 1956. Quem nos relata, em um vídeo raro da década de 1980, são dois personagens que se envolveram com a ocorrência: Milton Gonçalves Campos (primo segundo de Américo) e Dirce de Aguiar Maia (esposa de Aníbal).



AQUI, você pode entender detalhamente o que ocorreu naquele dia.

Fonte: Documentário Estórias Verdadeiras - Prof. Marco Mello / Acervo Maringá Histórica.

5 de dez. de 2010

Falece Samuel Silveira

Hoje, na capital paulista, faleceu aos 91 anos um dos primeiros homens da imprensa de Maringá: Samuel Silveira. Ele foi responsável por transformar o sonho dos empresários José Medeiros da Silveira, Odwaldo Bueno Netto, Amadeu Vuolo e Átila de Souza Melo, em realidade: A Rádio Cultura de Maringá. Depois, já na década de 1970, Samuel também foi um dos articulistas para a implantação do O Diário do Norte do Paraná e da TV Cultura.

Tive o prazer de conversar com Samuel Silveira há uns dois meses. Por telefone, falamos sobre a constituição da Rádio Cultura. Ele relatou que eram tempos difícieis, mas não queria deixar o sonho terminar já na década de 1950. O plano era o seguinte, movimentar cade vez mais o auditório da Rádio, trazendo artistas de nível nacional. Foi neste local, que Frank Silva conheceu a então cantora Hebe Camargo. Além disso, diversos outros se apresentaram, como Tião Carreiro e Pardinho, por exemplo.

Samuel Silveira me pareceu bem de saúde, animado e com a voz grave de sempre. Comentei que gostaria que ele fosse agraciado com a Comenda Américo Marques Dias, da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM). Mas, infelizmente, não deu tempo de articularmos a homenagem.

Aqui, uma raridade. O vídeo que mostra o evento de inauguração da TV Cultura de Maringá, ocorrido em 25 de setembro de 1974.



As personalidades presentes no vídeo são: Dom Jaime Luiz Coelho; Joaquim Dutra; Samuel Silveira; Silvio Barros (pai); Padre Sidney Zanettini; Jayme Canet Junior e Philemon de Assis Vieira.

O leitor Reginaldo Benedito Dias dá sua contribuição - Infelizmente, não cheguei a manter contato pessoal com ele, mas admirava a lenda. Perto dele e de alguns de seus contemporâneos, a
gente sempre fica com a impressão de que, por mais que façamos, será muito pouco.

Fonte: Acervo Maringá Histórica.

4 de dez. de 2010

Bonifácio Martins - 2010

Este é Bonifácio Martins, importante militante comunista da Maringá de 1950/1960, lendo o artigo "Da esquerda à prisão: Bonifácio Martins" da coluna Maringá Histórica - Revista ACIM. A imagem foi feita em São Paulo capital pelo amigo, companheiro e professor Reginaldo Benedito Dias.

Abaixo, o texto que ele lê:


O comunista Bonifácio Martins, proveniente do estado de São Paulo, chegou a Maringá em junho de 1955. Aqui, encontrou uma cidade em pleno desenvolvimento, mas ao mesmo tempo, arcaica nos quesitos governamentais. Findava-se então, o mandato dos primeiros políticos eleitos pelo município recém emancipado.

Apesar de estar filiado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), na época, Bonifácio estava afastado dos companheiros. Entretanto, foi surpreendido por Gregório Lourenço Bezerra, importante militante, que lhe fez o convite para que disputasse o cargo de vereador nas eleições de 1956. Bonifácio aceitou e juntamente do companheiro, hasteou a bandeira da Reforma Agrária.

Os colonos, apesar de trabalharem nas regiões rurais, moravam e votavam em Maringá. Além deles, outros operários urbanos e pequenos produtores deram apoio a Bonifácio Martins, que logrou sucesso em sua primeira disputa eleitoral, obtendo 167 votos pelo Partido Republicano (PR).

Foi nesse período que Bonifácio abriu contato com José Rodrigues dos Santos, conhecido sindicalista. Ambos auxiliaram na instituição da União Geral dos Trabalhadores de Maringá (UGTM), que acabou se tornando ponto de partida para a criação de outros sindicatos. Assim, encerrou-se a segunda legislatura de Maringá (1956-1960).

No páreo seguinte, Bonifácio obteve vitória novamente na vereança, com 209 votos pelo Partido Social Trabalhista (PST). Na oportunidade, José Rodrigues dos Santos ficou em sua suplência.

Essa segunda etapa ficou marcada por grandes debates, como por exemplo, o confronto do então vereador com o diretor do veículo de comunicação impresso, O Jornal de Maringá, Ivens Lagoano Pacheco.

Às margens do Golpe Militar, Bonifácio Martins acumulou ainda mais atritos com autoridades locais. Os fatos foram ocasionados pela fiscalização e cobrança do Executivo, luta por moradias e posicionamento sindicalista. Esses acréscimos em seu currículo político foram cobrados com a queda do então presidente, João Goulart.

Após a instauração do Golpe, o então coronel da Policia de Maringá, Haroldo Cordeiro, procurou Bonifácio Martins e o informou que portava ordens para encerrar as aglomerações sindicais. Desta forma, a “Operação Limpeza” iniciou a busca por políticos oposicionistas. Nesse processo, localmente, foram cassados: Salim Haddad, Cézar Haddad, Antônio Cecílio, José Rodrigues dos Santos, José Lopes dos Santos e Bonifácio Martins.

Sem saber exatamente como ficaria a situação de Maringá no novo eixo estabelecido, no dia 2 de abril daquele ano, Bonifácio proclamou seu último discurso na Câmara de Vereadores, condenando o golpe e declarando que aquela era uma forma de perpetuar as tradicionais forças políticas. Após o ocorrido, ele informou os companheiros que não havia formas de resistência e que era melhor partir para a clandestinidade.

Posteriormente, Bonifácio se mudou para a grande São Paulo e aos poucos se restabeleceu. Em 1972, viajou pela costa brasileira até o Rio Grande do Sul, depois Uruguai e Argentina. Ficou por volta de dois anos nessa jornada. Regressou em meados de 1974.

Quando foi finalmente preso, Bonifácio Martins foi acusado de tentar reestruturar sindicatos. No processo, incluíram José Rodrigues dos Santos. Imaginasse que conseguiram encontrá-lo em seu escritório, após quase dez anos da instauração do golpe, devido a jornada que fez pela América do Sul. O Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), provavelmente rastreou as pistas. Bonifácio ficou em reclusão por quase dois anos.

Atualmente, com 88 anos, Bonifácio Martins vive na capital paulista, onde ainda administra o Escritório Contábil Visão.

Fonte: Acervo Maringá Histórica / Contribuição - Dr. Reginaldo Benedito Dias / Acervo Luís Carlos Masson.

3 de dez. de 2010

Série: Vídeos Perdidos: Dr. Durval Francisco dos Santos Filho



Vemos na imagem, sentado e acenando para a câmera, Durval Francisco dos Santos Filho. O vídeo é do final da década de 1970.

Fonte: Acervo Maringá Histórica / Colaboração - Paulo Jacomini Filho.

2 de dez. de 2010

Comerciante do Ano - 1988

A homenagem ocorreu no salão de eventos do Hotel Deville, em 16 de julho de 1988. Na oportunidade, Carlos Mamoru Ajita, das Casas Ajita, foi agraciado com o Prêmio Comerciante do Ano, condecoração esta que veio a se tornar, em 1998, no Prêmio Empresário do Ano.

Na imagem, vemos o Pedro Carnelossi entregando a homenagem a Carlos Ajita. Ao fundo, o jovem mestre de cerimônias, José Antonio Moscardi.

Fonte: Centro de Documentação Luís Carlos Masson / Acervo Maringá Histórica.

1 de dez. de 2010

Um pedaço do "Maringá Velho"

Este é um dos seis quarteirões do "Maringá Velho" no final da década de 1940. Do lado esquerdo da imagem, a Avenida Brasil. Acima, a então Rua Jumbo, atual Rua Dr. Lafayette da Costa Tourinho. À direita, a então Rua Pinguim, atual Rua Antônio Carniel.

Este trecho chama muito a atenção, principalmente, por ser um conglomerado de pequenas indústrias e madeireiras. Ao fundo, na Rua Pinguim, o então campo do SERM.

Fonte: Museu Bacia do Paraná / Acervo Maringá Histórica.