27 de abr de 2009

35 anos do Jornal “O Diário do Norte do Paraná”


16 de abril de 2009
foi o dia de abertura da Exposição sobre os 35 anos de atividades do terceiro jornal do estado, O Diário do Norte do Paraná. Em sua fundação, este veículo tinha o objetivo direto, de concorrer com o jornal do Bispo, a Folha do Norte do Paraná.

Nesta exposição, podemos encontrar alguns raros exemplares do jornal, ora memoráveis, mais infelizmente na maioria das vezes, trágico. Como poderemos acompanhar no exemplo abaixo do ciclo de reportagens da primeira edição de 30 de junho de 1974.

Na edição histórica, foi esclarecido o “Caso Clodimar Lô”, acontecido em 23 de novembro de 1967. Onde o menino Clodimar Pedrosa Lo, suspeito de furtar Cr$N 340,00 do hóspede do quarto 55 no Palace Hotel - Antonio Forte, foi torturado até a morte pelos policiais Manoel Gerson Maia e Beneval Merêncio. Neste caso, também foi envolvido o gerente do hotel, Attílio Farris, que acusou o menino sem provas concretas.

Esta edição ainda levantava um fato importante a ser analisado pelos leitores, colocando a Vila Operária como o segundo maior bairro da “cidade-canção”, considerando tal localidade como uma cidade quase completa, sendo até possuidora de cinema e hospital.

Mostrou também que os famosos “charreteiros” estavam sendo marginalizados, tendo os dias deles contados.


Criticou e chamou a atenção das autoridades da época, para as condições precárias de vida que os “bóias-frias” moradores do Jardim Alvora, estavam enfrentando. Parafraseando que o referido bairro poderia ser considerado “bairro dos bóias-frias”. Finalizando a matéria, detalhou a labuta diária de cada trabalhador nominado como tal.



A mesma edição ainda fez referencia a ainda recém instituída Universidade Estadual de Maringá – UEM, que outrora foi desenvolvida pelo envolvimento e empenho de Dom Jaime Luiz Coelho e o quinto prefeito da cidade, Dr. Adriano José Valente. Mostrando em primeira mão como seria o projeto, explicando que a obra se dividiria em três fases.


Na capa desta edição, encontramos a foto onde o empresário Samuel Silveira e o deputado federal Ary de Lima cortavam a fita, que simbolizou o inicio das atividades do jornal, que viria a se tornar um grande veiculo para o estado do Paraná.


15 de janeiro de 1982 foi marcada com a edição que detalhou o desfecho da maior rebelião, até então, no presídio da 9ª. Subdivisão de Policia de Maringá. A movimentação havia deixado dois presos feridos.


Em 31 de janeiro de 1982, uma matéria detalhava que o proprietário do jornal O Diário do Norte do Paraná, Franklin Vieira da Silva, havia rumado para a capital brasileira na condição de presidente da Associação dos Jornais do Interior do Paraná, a fim de estabelecer contato estratégico com o presidente da república João Baptista Figueiredo. Durante a breve reunião, Figueiredo oficializou que visitaria a cidade de Maringá em breve.

Na edição de 19 de março de 1982 foi concretizada a promessa do presidente da república. João Baptista Figueiredo realizava um pronunciamento em Maringá, na Praça Raposo Tavares. Dentre os discursantes, João Paulino Vieira Filho, falou e solicitou a retirada do pátio de manobras da Estação Ferroviária do centro da cidade, localizado atrás do Terminal Urbano. Pois estas atividade causavam muitos transtornos para os munícipes.

Para participar do pronunciamento do Presidente da República, vários setores organizados convidaram seus associados.


Ainda como candidato na corrida presidencial do Brasil, Tancredo Neves visita a cidade de Maringá, desta vez registrado na edição do O Diário de 3 de janeiro de 1984. Veio para a cidade para presenciar o casamento de uma das filhas do deputado federal Walber Guimarães. Aproveitou para declarar que daria especial atenção para o estado do Paraná, caso fosse eleito.



Um desastre aéreo foi registrado na edição de 19 de fevereiro de 1984. Esta foi a causa da morte do empresário e pioneiro Ênio Pepino e esposa.


Em setembro de 1991, no dia 19, foi exposto tudo sobre o sequestro do empresário Samuel Tolardo. O qual foram mantidos dez reféns a dez quilômetros de Coimbra. No desfecho, três pessoas foram mortas, sendo um refém e uma pessoa que só assistia a ação.


Enfim as cores. No dia 12 de outubro de 1995, as cores chegaram ao jornal, através do novo maquinário off-set.




O grandioso acervo histórico é composto além de edições memoráveis, pelas primeiras máquinas do jornal, bem como a primeira câmera fotográfica do Frank Silva.


Esta postagem terá sua continuidade, expondo da mesma forma, os maquinários e outros detalhes que esta mostra trouxe a população do Paraná e do Brasil.


Fica a dica para outras empresas de grande valor histórico, devendo seguir o exemplo deste jornal, expondo sua história, para mantê-la viva. Independente do valor agregado do proprietário de um bem, a história faz parte e pertence ao povo da localidade em questão.



As fotos foram feitas pelo autor deste blog. Enquanto os jornais são de propriedade do Jornal O Diário do Norte do Paraná. A Exposição ficará até o dia 30 de abril de 2009 no primeiro andar do Shopping Mandacaru Boulevard.

Um comentário:

  1. EM RELAÇAO A MATERIA DO JORNAL QUE FALAVA DO JD ALVORADA NA DECADA DE 1970 ,SOBRE SUAS PRECARIEDADE DE INFRAESTRUTURA ERA A PURA VERDADE,POIS NAO HAVIA NADA SOMENTE BEM NO FINAL DA DECADA TEVE LUZ ELETRICA,SENDO AS RUAS DE TERRA COM GRANDES EROSAO OS POSTES CAIAM,CAUZANDO ATE MORTES DE MORADORES ELETROCUTADO.LEMBRO-ME DE UM GAROTO QUE MORREU BRINCANDO NA ENCHORRADA APOS UMA CHUVA FORTE.MAS MESMO ASSIM MARINGA ERA MUITO GOSTOSA..

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